Google+ | A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

PIRATAS!!! - Cap. 67

Nisso Olavídez levanta-se, caminha 
até o oficial, olha-o de alto abaixo e 
voltando-se para o balcão berra:
— Taverneiro, peça a uma das moças 
que traga um de seus creminhos aqui!!!
— E para que, posso saber? 
Retruca o velho atrás do balcão, já 
quase se arrependendo de perguntar:
Mas é claro: a donzela aqui parece haver 
queimado sua delicada tez ao sol destas 
terras inóspitas, meu bom homem! 
E responde simulando uma terna 
massagem no próprio rosto.
O Onça engasga de tanto rir que 
desaba com cadeira e tudo! 
A custo se ergue e cambaleia 
até o oficial. Apóia-se nele e 
com uma voz estranha fala:
— Eu acho que não tô b... 
E antes que completasse a frase 
vomitou metade do almoço sobre 
o uniforme limpinho do oficial!!!
Em choque, sem atinar o que fazer 
naquela situação tão bizarra, ele 
empurra Estevãn para longe de si, 
que tomba sentado a seus pés.
O nojento flibusteiro parece 
meio zonzo, tenta erguer-se e 
cai novamente, desta feita de joelhos.
Agora ao menos está na posição correta.  
Debocha o tenente. O pirata olha 
para baixo e fala:
Botas boni...  
E o resto do almoço 
cobre os calçados oficiais!
A essa altura até o taverneiro 
estava com dor de estômago. 
De tanto rir!
Dois marinheiros agarram o Onça 
pelos braços, erguem-no, 
levam-no para fora e o atiram ao 
bebedouro dos cavalos 
que, relinchando enojados, afastam 
as fuças da água recém-contaminada.

Imagens piratas... - 066







PIRATAS!!! - Cap. 66

Estavam os marujos do capitão Sangre 
cuidando de suas vidas quando 
adentram os empolados marinheiros 
dos navios da escolta. 
Todos trajando uniformes impecáveis, 
faces glabras recém-escanhoadas, 
chapéus limpíssimos e botas lustrosas. 
Um irritante odor de perfume de rosas 
começa a impregnar o local.
Cervantes não podia deixar passar:
Companheiros, acho que erramos 
o estabelecimento, entramos na 
botica e não no boteco!
Com uma gargalhada, Estevãn completa:
Não, Aranha-do-Mar: devem ser floristas 
que vieram nos ofertar suas rosas! 
Tem algumas peças-de-oito sobrando aí? 
Vamos ajudar as donzelas!
Desnecessário dizer a gargalhada geral 
que tomou de assalto o local provocou 
a ira dos recém-chegados...
Tenente, comunique a essa escória 
que retire-se do local imediatamente, 
pois deste momento em diante esta 
Taberna servirá exclusivamente aos 
marinheiros da Real Armada Espanhola! 
Fala com empáfia o oficial do grupo 
em voz pausada e imperiosa.
Hummm, a moçoila fala grosso! 
Ramirez comenta acidamente 
sem nem se virar.
Sei de uma coisa que ela pode 
pôr na boca pra afinar a voz!!! 
HUÁ, HUÁ, HUÁ, HÁ, HÁ!!!! 
O Onça simplesmente não tem amor a vida...
O tenente estaca de súbito e olha de volta 
para o oficial, fulo, cuja face adquire 
um tom rubro. De raiva!
Se-senhor? – gagueja o tenente.
Seus... piratas! – esbraveja enraivecido.
Com muito, orgulho, senhora! 
Chuk-Chuk faz um longo e debochado 
cumprimento, inclinando-se e tocando 
o chão com seu chapéu seboso.
Os demais piratas rolam de rir, 
o que só aumenta a fúria 
do nobre espanhol!

Imagens piratas... - 065









PIRATAS!!! - Cap. 65


Enquanto oficiais discutiam 
assunto de primaz monta, 
os marinheiros do Demônio Maia 
aproveitavam seu tempo em terra 
do modo mais divertido possível: 
bebendo, jogando, trepando, 
conversando aos berros, 
fazendo mutretas, brigando e 
tirando o sossego dos cristãos!
Na Taberna do Tubarão Banguela
o mais hospitaleiro boteco a oeste 
de Isla Tortuga, onde um pirata 
cansado do mar poderia encontrar 
um rum decente para molhar a goela; 
os marujos do Demônio Maia 
desfrutavam de um raro momento 
de descanso em terra. 
Sem a preocupação de serem caçados 
por soldados ingleses com 
suas cordas ensaboadas!
Olavídez de Andaluzia distribuía cartas 
em uma mesa afastada do balcão, no canto 
esquerdo de quem entrava à Taberna.
Ramirez Saragoça De Compostella 
bebia seu rum quieto, 
na ponta extrema do balcão, à direita.
Cervantes “Aranha do Mar”, sentado 
em uma mesa perto da escadaria 
que levava aos quartos, 
se engraçava com duas belas prostitutas, 
cada qual sentada em um de seus joelhos, 
elas riam alto e acariciavam sua barba 
semicerrada e mal feita. 
Cervantes servia-se ora de rum, 
ora dos peitos, fartos e expostos 
à degustação.
Douglas "Chuk-Chuk" MacGregor 
tentava vender a uns pobres infelizes 
um mapa do tesouro tão verdadeiro 
quanto uma nota de três libras...
E o pior deles: Estevãn “Onça” Bertolluci, 
estava rodeado de comida em uma mesa 
no canto à direita da taberna, 
devorando tudo o que podia do modo 
mais glutão e suíno possível!
Detalhe: o Onça não era um homem gordo, 
ao contrário: jovem, cheio de vigor, 
de corpo proporcional e 
extremamente habilidoso! 
Porém, com um incurável gosto por confusão 
e um apetite insaciável!
Em especial por batatas, uma iguaria das 
novas colônias que caíram no seu gosto 
de modo impossível de definir! 
O Onça era simplesmente maníaco por batatas, 
já tendo feito inclusive algumas loucuras 
por conta disso (como roubar um navio inteiro 
apenas porque este transportava 
uma carga desses suculentos tubérculos a bordo!!!). 
Sangre já prometera o couro dele 
ao gato de nove-caudas se aprontasse 
mais uma envolvendo aquelas 
"malditas raízes profanas"!
Isso, é claro, não intimidou Estevãn.
Apenas o tornou mais sorrateiro.
Mas não muito...

Imagens piratas... - 064






PIRATAS!!! - Cap. 64

— Silêncio! Lembrem-se quem somos! 
Recordem o poder de fogo que temos 
ao nosso alcance... 
O coronel Salazar passa uma 
descompostura geral, mas 
é interrompido por Sangre:

— Sim! Ao alcance de vossos cascos! 
Drake vem acompanhado de 
uma esquadra e Morgan ninguém 
viveu pra contar quantos canhões 
tem naquela banheira! 
Alguns dizem duzentos outros 
quinhentos...

— Impossível! Uma nau carregada 
desse modo afundaria! 
Revolta-se o capitão Aguirre.

— Talvez o senhor mesmo deseje 
atestar a veracidade ou não dessas 
informações, senhor!  
O enfático desprezo na voz do 
bucanero  já estava enervando 
o oficialato!

Concluído o lustro, Sangre dá uma 
boa olhada em seu reflexo espelhado 
no calçado, põe o pé no chão, ajeita a 
bainha da calça e depois repõe o 
lenço emporcalhado no bolso do 
general, que imóvel e com todos 
os pelos do corpo arrepiados 
de raiva, sente ímpetos de voar no 
pescoço daquele petulante pirata.

Contem-se, contudo, pois muito 
havia em jogo e se havia alguém 
capaz de leva-los a salvo até 
a Espanha, esse alguém era Sangre.

— Não se amofinem senhores. 
Entre vossas ilustres pessoas e 
nossos inimigos, há um Demônio 
intransponível que os levará 
direto as profundezas do Inferno!

Ao que indaga Ruan, 
já quase adivinhando a resposta:

— E que criatura tão terrível seria essa?

— Eu. - foi a resposta curta e seca 
de Capitão Sangre.

Imagens piratas... - 063

Capitão Francis Drake: a eterna ameaça ao domínio espanhol nos mares.


Eles nem imaginam a real identidade de Morgan...


Poderiam cruzar o Atlântico em segurança
levando consigo tamanho tesouro?


Em algum ponto no horizonte eles os aguardavam...

PIRATAS!!! - Cap. 63

Lagarra fica evidentemente desconfortável 
com o ácido comentário do pirata, todavia, 
não baixa a crista:

— Garanto-lhe tais fatos isolados não se 
repetirão no decurso de nossa missão! 
Estamos muitos bem aparelhados, armados 
e treinados! Que ouse nos enfrentar 
a escumalha britânica, Poseidon 
terá um novo tapete feito de 
cascos corsários ingleses!

Os demais capitães assentem e sorriem 
confiantes. Sangre apóia a bota sobre a 
borda entalhada da mesa de mogno, 
dá uma cuspida no couro e com um 
movimento rápido retira o lenço de seda 
pendente do bolso do uniforme do 
general Ramón e o utiliza para 
dar lustro a seu empoeirado calçado. 
Enquanto os estupefatos oficiais 
contemplam aquela cena bizarra, 
o sanguinário flibusteiro comenta 
com uma naturalidade arrepiante:

— Soube de fonte segura que Drake 
recebeu da real vaca inglesa a missão 
de pilhar cada dobrão a bordo de seu navio, 
comandante Lagarra...

Olhos arregalados, murmúrios desconfiados, 
mãos frias e suor gelado. Sangre parecia satisfeito 
com o resultado de seu trabalho, tanto que desce 
uma bota e apóia a outra. Nova cusparada 
e lá vai o lenço do general novamente...

Lagarra, gagueja e debilmente 
tenta amenizar a situação.

— Boatos! Meros boatos!

— E Morgan, também está a par de 
vossa secretíssima missão... Sabe o que 
isso significa, não sabe, Comandante? 
O pirata tão somente dardeja um olhar 
de soslaio para Lagarra enquanto flexiona 
a última palavra com especial desprezo.

— Jesus, Maria, José! Estamos mortos!!! 
Murmura Gelmires, quase 
urinando o próprio uniforme!
— Condenados!!! - geme alguém...


Imagens piratas... - 062

Capitão de Porto: Ruan Montego del Yáñez Pinzón


Comandante de fragata: Alejandro Ladrillero Coronado Del Lagarra


Capitão: Aguirre Javier I Oviedo Del La Coruña


Coronel-de-fragata: Salazar Zenon Alzamora


General: Ramón Torres Boil & Ferrández


Capitão: Gelmires Rodríguez Guerra Ibargüen