Google+ Castelo Düsseldorf | A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

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Castel Düsseldorf - parte 05

É. Ele tinha muitos bons motivos para que isso 
acontecesse.
Fiz o que pude, mas mesmo infiltrado no alto 
escalão nazista não consegui vencer a influência 
dos Thulegessellschaft. Mais uma vez 
a Espada de Caim fugiu de meu alcance. 
Hitler está condenado por sua própria 
incompetência e seus generais obtusos; 
pressinto a aproximação de uma Era Negra. 
As Centúrias estão cumprindo-se uma a uma! 
Maldição, Nostredame, nem morto tu deixas 
de me perseguir!!! Mas se eu não conseguir, 
minha cria conseguirá!!! E desta vez 
ele será muito bem doutrinado.


Anos 60, U.S.A., Washington DC.

Uma câmara secreta nos subterrâneos do 
Pentágono.
– E então o senhor acredita realmente estar 
preparado para assumir tal missão a serviço 
do Clã? Está a altura?
– Acredito que sim, excelentíssimo.
– Pois se levante, Mister Kowalsky e parta 
sem demora.
Ele ergue-se, inclina-se perante a autoridade 
e sai a passos firmes e decididos. Após 
atravessar a porta, alguém que estivera 
imerso nas sombras surge e inquire:
– Então, o que achou dele?
– Tem potencial, mas não acha que está 
arriscando muito, Lancaster? Afinal, um 
agente da CIA não é exatamente o candidato 
ideal ao Clã…
– Confie em mim, sei o que estou fazendo. 
Esta manhã ele recebeu uma missão que 
o afastará de sob olhos de seus superiores 
hierárquicos humanos.
– Que missão?
– Infiltração. Alemanha Oriental.
– Perfeito.


Século XXI, Bélgica, Liège.

– O Mestre de meu Mestre enviou-te isto. 
Leia e queime.
Fala secamente Kowalsky a sua progênie, ao 
entregar-lhe um vetusto tubo (feito de um fêmur
contendo um pergaminho de pele humana 
escrito a sangue.
O rapaz leu, suas pupilas sofreram uma 
imediata midríase, ao fim do texto quedou 
sentado, a boca aberta, a mão caiu ao longo 
do corpo, segurando o pergaminho.
Kowalsky fitou-o em silêncio, então retirou 
do bolso um isqueiro prateado 
(com o símbolo do Clã em baixo relevo), jogou-o 
aos pés de sua progênie, virou as costas 
e silenciosamente submergiu nas sombras.

continua...

Castel Düsseldorf - parte 04

– Você tem tanto poder e não sabe a resposta?
O homem sorriu, enquanto vampiros de dois 
séculos de idade eram jogados de contra as 
paredes como se fossem bonecas feitas de pano.
– A profecia, ao que se referia?
– Com o tempo saberás.
– Devo pressupor, então, que sairei vivo 
desta sala?
– Sim.
– Mas, não poderei levar comigo o que 
desejo…
– Sim.
– Nunca?
– Nunca é um tempo que não existe. A muito 
sua raça já deveria saber disso.
– Compreendo. O que acont…
Mas Lancaster não teve tempo de concluir sua 
indagação, quando voltou a consciência estava 
em seu refúgio bávaro.
– Maldito Nostredame!!!! Passou-me a perna 
de novo!!! Mas ainda chegará o meu dia, 
miserável!!! Não importa quantas vezes você 
renasça, um dia a Espada de Caim será minha!!! 
Ouviu? Ela há de ser minha, MINHA, 
MINHA, SOMENTE MINHA!!!!
E um urro de ódio ecoou através dos vales 
gelados da Bavária e, dizem, 
ecoa até os dias de hoje…


Século XX, Berlim, 31 de maio de 1943.

Após a reunião, segurei a mão de Hitler e 
perguntei se poderia conversar consigo. Ele 
concordou e lhe pedi seriamente que desistisse 
do plano de ataque no front oriental… os 
grandes investimentos certamente não 
nos trariam resultados equivalentes; 
nossos preparativos defensivos no oeste 
certamente sofreriam muito. 
Concluí indagando-lhe:
– Por que o senhor quer realizar um ataque 
no leste este ano?
Nessa altura, o General Keitel atalhou:
– Precisamos atacar por motivos políticos!
Ao que repliquei:
– Quantas pessoas o senhor acha que sabem 
onde fica Kursk? Para o mundo é totalmente 
indiferente se estamos ou não dominando 
Kursk. Repito minha pergunta: Por que o 
senhor quer realizar um ataque no 
leste este ano?
A resposta de Hitler foi a seguinte:
– O senhor tem razão. Sempre que penso 
nesse ataque, sinto meu estômago revirar.

Castel Düsseldorf - parte 03

Andou lentamente até o centro do pentagrama 
ajoelhou-se exatamente sob o corpo pendurado. 
O Arcebispo gesticula e outro vampiro – 
também em vestes clericais – caminha do 
lado oposto do pentagrama até o centro deste, 
postando-se diante do Discípulo. 
Desembainha uma ébana espada longa; 
cravejadas de imensos rubis cor-de-sangue e…
– A lendária Espada de Caim! – murmura o Mestre.
…mira bem às costas do jovem ajoelhado 
a sua frente.
Entretanto o Destino tem estranhos modos de 
mudar o curso dos eventos…
O “indefeso” homem pendurado nu soergue 
o semblante, seu olhar repousa sobre a espada. 
Seus olhos cintilam purpúreo e ele murmura:
/– O jovem leão triunfará sobre o
/ mais velho
/ No campo de combate na única batalha
/ Perfurará os olhos através da
/ jaula dourada
/ Dois ferimentos em um, depois a
 / morte cruel.
Os olhos do arcebispo arregalam-se de tal modo 
que parecem querer saltar-lhe das órbitas.
– Rápido, matem-no agora, agora!!!  grita com
sua voz esganiçada.
O vampiro maneja a lâmina com presteza e 
violência, mas esta não chega a atingir seu 
alvo, pois o Discípulo já fora reduzido a pó. 
O metal choca-se com a rocha fria e produz 
faíscas. No que o vampiro segurando a lâmina 
ergue os olhos para o homem pendurado 
a sua frente…
– Não!!! Não olhe nos olhos dele, idiota, 
NÃAÃOOO!!!!
…tem o mesmo fim que o jovem vampiro. 
A espada cai sobre o pentagrama e começa a 
drenar todo o sangue no chão, o que é claro, 
rompe o pentagrama.
– Excelência; creio que seja melhor partirmos 
agora mesmo. – sugere um dos vampiros 
trajado como um sacerdote (ao que o Arcebispo 
nem pensa em discordar…).
– Isso tudo é culpa sua, Lancaster, se tivesse 
treinado melhor a sua cria, essa… essa… essa 
COISA não estaria se libertando agora!!!
– Não creio que isso faça qualquer diferença 
agora, Eminência. 
Responde sarcasticamente o Mestre.
– Pois, eu lhe digo que a Capela, não, 
o Clã inteiro vai ficar sabendo da 
sua incompetência. 
Vocifera o Arcebispo enquanto foge 
como um rato.
– Não creio, Eminência… 
Responde serenamente enquanto vê todas 
as lâminas dentro do salão erguerem-se 
no ar (como que movidas por uma 
força invisível) e empalarem o Arcebispo e 
todo o seu séquito como se fossem 
almofadas de alfinete.
Flutuando no ar, circundado por uma esfera 
de luz negra que dardejava raios púrpuros 
em cada um que se mexia no salão, o tal 
do “indefeso” aproximou-se de Lancaster.
– Por que? – uma voz sussurrou em sua mente, 
enquanto fitava o homem pairando a sua 
frente ao passo em que tudo o naquele lugar 
girava no ar como em um tornado.

Castel Düsseldorf - parte 02

Os guardas embainham suas espadas vorpais e 
franqueiam o acesso. A porta abre-se sozinha, 
com um rangido ensurdecedor e após a dupla 
cruzar o arco ela fecha-se às costas deles 
vagarosamente…
Caminham mais algumas dezenas de metros 
por um corredor ladeado de gárgulas 
esculpidas (?) em pedra negra até um gigantesco 
salão subterrâneo, cuja macabra decoração 
causaria desconforto até mesmo no mais 
fanático satanista!!!
O Mestre fala ao discípulo:
– Fique aqui. Não se mexa. Só faça o que lhe 
for ordenado. Entendeu?
– Sim, Mestre.
Ele ruma até um sujeito sombrio que traja 
uma veste sacerdotal.
– Finalmente, Lancaster, demorou!
– Saudações Eminência! Tivemos de 
nos desviar das patrulhas inquisitoras e 
isso demandou mais tempo que o calculado.
– Certo, certo, se tudo ocorrer conforme 
o previsto esta noite estes amaldiçoados 
seguidores de um carpinteiro terão seu 
merecido fim. É sua progênie? 
Fala apontando o dedo esquelético para o 
rapaz que no momento estava do outro 
lado do salão.
– Sim e está preparado para o Ritual.
– Excelente, ele sabe exatamente do que 
se trata?
– Não.
– Ótimo. Melhor assím.
O Arcebispo vai até uma cortina de 
veludo negra e a puxa, revelando atrás desta 
um homem pendurado do teto por grossas 
correntes presas a seus pulsos; seu corpo nu 
maltratado por longas horas de tortura física 
e mental.
O Mestre indaga:
– É ele?
– Sim. O próprio.
– Sua santidade tem certeza de que estamos 
de facto a salvo? Quero dizer, ele…
– Relaxe, Lancaster, olhe para o chão.
Ante os olhos do Mestre revela-se um grandioso 
pentagrama feito de fetos e bebês estraçalhados; 
iluminado por corpos de virgens besuntadas 
com alcatrão e incendiadas ainda vivas.
– É parece bom… quero dizer, está perfeito; 
todos os 49 cadáveres de recém nascidos 
dispostos com um rigor aritmético…
– Poupe-me de seu bajulismo, Lancaster. 
Traga o garoto aqui, vamos começar de uma vez, 
antes que o sol nasça.
O Mestre vai até sua progênie e sussurra-lhe 
algo ao ouvido. Os olhos do jovem vampiro 
arregalam-se.
– Se esta é a vontade do Clã, meu senhor, 
eu assím o farei.
Ele caminha até a borda do pentagrama, 
detém-se por um momento, como que tomando 
coragem, então olha para o Arcebispo e 
depois para seu Mestre, este maneia 
com a cabeça. O rapaz volta-se para o oscilante 
corpo inerme do homem a sua 
frente – que aparência indefesa ele tinha!
– Bastaria que eu pulasse sobre sua jugular 
e drenasse-lhe o Sangue da Vida. 
Pensou por um instante, todavia, resistiu a tentação.

Castel Düsseldorf - parte 01

Castelo Düsseldorf, Bavária, 
ano do Senhor, 1543.

Inverno. 
17 graus negativos. 
Um cobertor de neve de um metro de espessura 
cobre toda a região.
Dentro do Castelo, descendo um longo, úmido
escuro corredor - iluminado parcamente por 
algumas poucas e toscas tochas - um mestre e 
seu discípulo caminham a passos largos rumo 
ao silencioso coração das trevas.
Alguém mais observador talvez notasse que o 
único som em todo aquele infindo e gotejante 
corredor eram os pas-sos de ambos. Não havia 
qualquer outro som, nem uma batida cardíaca, 
nem um resfolegar, nada, nada, nada!!!!
Em seus peitos há muito não bate um coração 
e seus atrofiados pulmões há tempos deixaram 
de exercer sua função original.
Que criaturas seriam essas que não respiram 
nem tem um coração quente a bombar-lhes o 
sangue da Vida em seus corpos? 
Que profanações da Natureza seriam 
essas coisas?
VAMPIROS!!!!!!!

–Mestre, aonde vamos, que lugar é este? 
Onde estamos?
– Shhhhh!!! Caluda!
Eles descem mais algumas dezenas de metros 
em uma escada em caracol esculpida na pedra 
da montanha, no caminho vários cadáveres de 
armaduras com o símbolo dos cristãos no peito; 
aqui e ali vários esqueletos encobertos por 
túnicas dilaceradas, em suas mãos cruzes 
partidas e em seus olhos vazios a esperança 
dilacerada.
– Templários miseráveis! 
Resmunga o Mestre enquanto chuta um crânio, 
que rola escadaria abaixo até o som perder-se 
na escuridão.
Trevas. Não mais há tochas a deitarem seu 
véu de lume sobre aquelas ensanguentadas 
paredes.
Após duas ou três horas de descida chegam 
a uma ante-sala, ao emergirem da abertura 
na parede, subitamente surgem de dentro 
das sombras dois guardiões.
– Quo vadis? – indaga com autoridade o 
guardião ao sacar sua espada e mostrando 
suas presas, ávidas de sangue.
– Sir Lancaster Dübois Scalinger Chavigny 
& Sòlon da Família Valois, Duque de 
Borgonha, Senhor de muitos exércitos e o 
mais humilde servo do Clã Tremere. 
Respondeu pausada e confiantemente, enquanto ginoflexionava. O guardião a sua direita aponta 
espada para o Discípulo, ao que o Mestre 
voltando a face para este (em seus olhos a 
perplexidade inerente aos novatos), responde-lhe:
– Minha progênie, está aqui para o Ritual.