Google+ A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

PIRATAS!!! - Cap. 400 (último)

Após alguns anos
ao lado do capitão Sangre,
MacGregor sentiu o clamor
de sua terra natal
e retornou as Highlands,
lá se uniu a um bando
de fanáticos celtas irlandeses
e forjaram o primeiro grupo
guerrilheiro da História
(antepassados ancestrais do IRA!)
a dar combate à escória inglesa!
Sua claymore bebeu
muito sangue britânico
antes de finalmente sossegar.
A espada foi considerada sagrada
pelos magos celtas e oculta
em local ignorado, talvez um lago...
Reza a lenda:
sempre que um guerreiro,
imbuído de verdadeiro
furor justiceiro,
empunhá-la, será imediatamente
possuído pelo espírito
de Chuk-Chuk tornando-se
praticamente invencível!
Seu espírito somente
abandonará o corpo após
haverem cessado todas as
hostilidades ou intenções hostis
ao seu hospedeiro.

Os boatos acerca da lâmina
são vários:
teria o poder de provocar
dano agravado e pestilento
como o veneno de
serpente-marinha
em ingleses;
emanaria uma força capaz
de esconjurar feiticeiras,
expulsar o Mal e
tornar aquele que a empunha
imune a Magia Negra!
E muito mais se ouviu dizer!
Todavia, muito embora
estudiosos e nobres;
aventureiros e plebeus,
além da própria Inquisição
a tenham procurado
incansavelmente,
ela jamais foi encontrada.

Quanto ao timoneiro Pierre:
um jovem esclarecido
de muitos talentos
cuja sorte houvesse sido diversa,
teria tido outro destino
que não a pirataria,
com toda a certeza!
A descoberta do
laboratório de Alquimia
de Salazar mudou-lhe o fado:
em uma noite particularmente
gélida em que seu amigo Plunkett
assumira o leme para que pudesse
aquecer os ossos diante do forno
que havia no laboratório,
foi visitado por
ninguém menos que JACK!
Sacrebleu!  - murmurou
o francês lívido de espanto
e com as pernas moles de medo!
Vindo de dentro de um
vórtice esmeralda que
surgiu do nada no centro da sala,
o Sumo-Sacerdote do Conclave
perscrutou com o olhar em derredor
e atinou que Sangre
tinha razão em alertá-lo.
O francês paralisado de medo mal
crê em seus próprios olhos:
aquela figura sinistra
em trajes que lembravam
um padre envolto em
energias espectrais
não podia ser coisa boa!
JACK por sua vez tinha
a atenção capturada por
aquela preciosa raridade:
uma oficina alquímica embarcada
e perfeitamente operacional!
Quanto ao rapaz,
já sabia que se tratava de alguém
muito ingênuo para
compreender na totalidade
o que a boa fortuna
lançou lhe às mãos.
E sagaz por demais
para ser facilmente manipulado.
De modo que JACK optou
por uma abordagem diferenciada:
Sangre não deve haver
falado de mim.
Ele é muito discreto...
Olhos arregalados
e mãos suando denunciam:
o marujo estava apavorado!
Tanto que balbucia qualquer coisa.
— Já vi o chamarem...
de muitas coisas...
mas nunca disso...
O desconhecido sorri
e enquanto o fulgor
desaparece atrás dele,
fala mansamente:
— Deve ser verdade.
Eu sou Jack.
Tu és o timoneiro Pierre,
correto?
Lutando para restabelecer
a compostura, o marujo
assente com a cabeça
afirmativamente:
— Sim senhor...
—Hummm, respeito.
Gosto disso.
Escute com atenção,
jovem piloto.
Esta sala tem segredos
e tesouros inimagináveis.
Quis o Destino que
recaíssem em tua guarda.
Pois bem, por motivos
que não te interessam
ou importam,
ficará responsável
por tudo isto e será
o desbravador dos mistérios
que aqui se ocultam.
As palavras daquele
estranho homem soam
tão bizarras quanto ele
e Pierre acha melhor
não se comprometer:
— Mas não entendo tanto
assim de Alquimia,
Senhor Jack.
Olhando fundo nos olhos
de seu interlocutor,
o mago deixa-lhe claro
que não opções sobre a mesa...
— Não te faças de bobo, francês,
sei bem que o contramestre
desta nau é versado
nesta ciência arcana.
Ele te auxiliará.
Quando descobrir
algo de valor
informe teu capitão
e ele me dirá
o que devo saber.
Jack estende a mão
e o timoneiro vê sobre sua palma
um cristal verde.
A pedra levita, cintila
e aos poucos se transforma
em um vórtex,
oblongo no formato
e que vai do chão ao teto.
Jack vira-se e começa
a caminhar na direção do portal,
mas Pierre o detém
com uma última pergunta:
—Nos veremos novamente?
– sem voltar-se,
o regente do Conclave
apenas diz:
—Se descobrirdes algo
de real valia...
Adentrando a passagem
entre o “aqui e lá”
o Sumo-Sacerdote desaparece
como se nunca houvesse estado
naquele aposento.
No momento seguinte Pierre
corre ao tombadilho
e de lá ao timão,
onde engolindo
metade das palavras
tenta explicar a Plunkett
o que acontecera.
Inicialmente o contramestre
não compreende lhufas,
mas à medida que Pierre
se acalma um pouco
e se faz entender,
o velho irlandês
a princípio incrédulo,
apreende a seriedade
do ocorrido.
E indaga preocupado:
—E o que faremos?
Ao que Pierre dá de ombros:
— Que escolha nós temos?
O que ele mandou, é claro!
De mais a mais,
eram nossas intenções
mesmo antes disso tudo
acontecer...
—É, mas o que pretende
esse sujeito?
Com um arrepio a
percorrer lhe a coluna
como um mau pressentimento,
Pierre confidencia
sua impressão:
—Amigo, creio que isso
nem o próprio Diabo saiba!

Ah, mas não é possível
falar da tripulação de Sangre
sem comentar o mais folclórico
e pilhérico de todos eles:
Estevãn “Onça” Bertolluci!
Com o perdão da má palavra,
como dizem os portugueses:
Mas páh, o gajo é um pândego!!!!
Onça tentou
passar a perna em
Sangre, fazendo-se de grande
matador de ingleses.
Quebrou a cara quando
a verdade veio à tona,
desmascarado, teve de encarar
a Prova da Coragem:
enfrentar com as mãos nuas
um imenso gorila!
Descobriu-se assim
aquele que poderia
ser definido como
seu maior dom:
uma sorte infernal!
Por incrível que pareça
seus mais mirabolantes
planos cretinos sempre
deram com os burros n’água
e mesmo assim ele sempre
dava um jeito de livrar
a própria pele posando
de herói no final!
Que ninguém pergunte como,
mas ele sempre conseguia isso!
Nunca houve um pirata
como Onça e nem jamais haverá
(e muitos de seus companheiros
agradecem aos Céus por isso)!
Tendo navegado e pirateado
por todos os sete mares
ao lado do mortal Capitão Sangre
e levado a paciência deste
até os extremos da sanidade;
muito açoite, chibata, chicote,
ferro em brasa e pendurado
de cabeça pra baixo
no alto do mastro da mezena
ele mereceu.
Mas pau que nasce torto…
Ele consecutivamente abiscoitava
um jeito de escapar do castigo
por suas cavalgaduras,
digo, falcatruas.
A sorte do miserável chegava
a ser constrangedora!
Eles ainda navegaram juntos
por alguns anos,
até o Onça decidir fazer
carreira solo”.
Dizem que se meteu
em enrascadas e aventuras
a que nem o próprio Sangre
se arriscaria.
Mas isso são meros boatos.
A verdade é que ninguém
parece saber que fim levou o Onça.
Talvez esteja por aí,
até hoje, percorrendo
os oceanos afora
em busca de sua próxima presa,
a lhe cair indefesa entre as garras.
Quem sabe?
Como dizia o próprio Onça:
— É verdade, está lá fora!
É amarela e têm pintas,
eu juro!!!

E por fim o Capitão Sangre:
até onde se sabe
ele continuou navegando
por muitos anos
e praticando a pirataria
- preferencialmente contra ingleses,
mas não poupava espanhóis ou
qualquer outra nação.
Sua malograda missão
sob bandeira espanhola
a fim de concretizar
um ardil do Conclave,
tornou-o um bucaneiro proscrito
(todavia ainda sob as ordens
da organização a qual
servia fielmente).
Anos depois, um novo plano
concebido por JACK
levou-o ao extremo Oriente
em uma jornada de vingança
que derivou em
avassalador triunfo! *
Permaneceu por décadas
a serviço do Conclave
(dizem que era um dos
poucos amigos de JACK,)
e sua última missão na Terra
(neste caso, no mar)
teria sido no fatídico
Triangle Del Diable.
Foi visto a última vez tomando
o rumo da dita cuja região.
Desapareceu do mundo.
Qual era a missão?
O que aconteceu depois?
Não há registros.
O Diário de Bordo de sua nau
jamais foi recuperado.
Ninguém ousa indagar  JACK 
e muito menos ao seu Mestre.
Entretanto, murmúrios ecoantes 
nos corredores labirínticos
da pirâmide maia falam
de um objetivo desconhecido
que envolveria
uma vetusta relíquia
dos antigos deuses gregos...
Mas são apenas especulações.

Há quem diga que ele
continua navegando
os mares astrais,
que continua lá, 
em algum lugar, 
com as velas enfunadas
por um forte vento de popa 
navegando no limbo
entre os mundos.
Um pirata.
Um corsário…
Sob a Jolly Roger do Conclave.
Por toda La Eternidad,

Sangre!





FIN(?)*




* Para saberdes com certeza, 
somente quando tiverdes 
o livro em mãos, ò leitor...



Chuk-Chuk MacGregor retorna às...


...Highlands para lutar por sua gente...


...e sua claymore bebe muito sangue inglês...


...até o dia de sua morte...


...entretanto, sua poderosa espada manteve seu legado.


Em uma noite escura é glacial,
Pierre aquecia-se no laboratório alquímico
do finado Salazar...


...quando repentinamente JACK surge
do nada através de um portal!


Após uma longa e coerciva conversa,
o Sumo-Sacerdote do CONCLAVE
recorreu a Esmeralda Sagrada...


...que gerou um vórtex de energia arcana
através do qual partiu!


Logo depois o francês correu até o timão
onde estava Plunkett e dividiu com ele
o fardo daquele sinistro encontro...


O irlandês a princípio descrê
de toda aquela história mas vendo
a seriedade de Pierre presente algo terrível!


Quanto ao infame Onça...


...ele ainda ficou um bom tempo com Sangre,
mas resolveu lançar-se à pirataria
em navio próprio...


...acompanhado de alguns fiéis companheiros.


Em  pouco tempo já estava barbarizando
pelos Sete Mares!




Sangre retornou às terras maias...


...e em seguida tomou o rumo do Oriente
em um novo encargo...


...a serviço do CONCLAVE (novamente).


Depois desta última missão (bem sucedida),
o capitão pirata partiu


...em sua derradeira jornada...


...na mais perigosa região de todos
os mares conhecidos (ou não):...


...El Triangle del Diablo!


Desde então nada mais se soube dele ou de seu navio,
O Diário de Bordo jamais foi recuperado...


Todavia, muitos ainda especulam
o que teria acontecido...


...na Pirâmide Maia, alguns Asseclas
sussurram suspeitas que envolveriam...


...um antigo artefato grego que o pirata
havia trazido de uma ilha perdida
no Mar das Caraíbas...


...porém, ninguém ousa questionar JACK...


...ou seu Mestre e Deus do Conclave: KUKÚLKAN!!!!










Resta apenas a suspeita de que o grande capitão
encontrou uma rota desconhecida a qualquer mapa
já concebido pela mão do Homem.
Uma rota que o levou mais longe que pensamento
e muito além dos sonhos...


...por toda a Eternidade.

PIRATAS!!! - Cap. 399 (penúltimo)

Após muitos meses de atraso
El Bravio de Los Mares
finalmente atraca em
El Puerto de Santa María, em Cádiz,
de lá Sangre ruma ao
Palácio do Escorial
onde relata o desastre total 
que fora sua missão
ao rei Filipe II
(omitindo certas partes
evidentemente...), que escuta
em silêncio o desenrolar
do drama do capitão.
Após ouvir tudo,
o rei ergue-se,
dá alguns passos para frente
em direção a Sangre.
Seus olhos demonstram
um misto de raiva e frustração.
Volta-se para o mapa
na parede a sua esquerda
e de sobre uma mesinha próxima
apanha um florete
(presente de um armador
à Sua Majestade,
uma peça ricamente ornada
e forjada no mais puro aço de Toledo)
e, sereno, descreve
a presente situação:
— Neste exato momento
a Invencível Armada
está bem próxima de atingir
a costa anglo-saxão
em uma missão de Justiça:
vingar minha amada Mary Stuart,
destronar a infame Elizabeth
e levar de volta a luz da Cristandade
àquelas terras
dominadas por hereges,
todavia, uma esquadra inglesa
comandada por seu “amigo”
Capitão Drake virá em defesa
do indefensável. - neste momento
o rei vira-se para o Capitão Sangre
e segurando a ponta do florete
com a canhota enquanto mantém
firme a empunhadura
com a mão direita,
curva a lâmina em arco e
vocifera com os olhos em brasa:
— Traga-me a cabeça deste miserável
e o coração da vaca-louca inglesa
e eu o perdoarei. Do contrário
nem todos os demônios
com os quais tens pacto
o salvarão de minha ira!!!!
- a fúria do rei é tamanha
que a espada departe-se ao meio.
A lâmina partida queda,
retinindo por longo tempo.
— Saia já da minha frente,
seu fracassado, suma-se e
não ouse voltar aqui vivo
se falhar de novo!!!!!
Sangre retira-se sem pronunciar
uma única palavra,
as portas fecham com
fragor atrás de si.
Após matar de cansaço
três parelhas de cavalos
em sua pressa desabalada
para chegar ao porto (vindo de Madri),
Sangre embarca, iça âncora
e parte para o confronto definitivo
com Narval, Drake e Morgan.
Era chegado o momento da Vingança.

Entretanto quis a História
que fosse tudo por água abaixo...
A Invencível Armada não era
tão invencível assim,
como provou Drake
ao afundar 23 navios!
Os britânicos vencem
e a guerra continuou.
Perseguida pelos ingleses,
melhores estrategistas,
a Invencível Armada
gorou miseravelmente:
dos 130 galeões originais
voltaram somente 63
às terras de Filipe II.
A poderosa esquadra foi dispersa
pelas belonaves comandadas por Drake
e terminou arrasada por uma tempestade
de origem sobrenatural...

(OBS: detalhes da batalha
e a participação dos piratas
no confronto com a 
Invencível Armada 
serão esmiuçados no livro
a ser publicado.)

Após os eventos que levaram
a derrocada da Invencível Armada,
o capitão Francis Drake
e seus aliados retornam
às terras britânicas
em absoluto triunfo,
auferindo o incondicional
reconhecimento da nação.
Em cerimônia realizada
na Abadia de Westminster
regida pela rainha Elizabeth I,
perante toda a realeza,
os corsários são cobertos
de glória e haveres!

Entretanto, a História
não perdoa os vencidos.
E após esta que foi com certeza
]a mais grandiosa batalha naval
que a Antiguidade
ou a era Moderna
jamais presenciaram,
Sangre, seu navio e tripulação
desapareceram sem deixar rastros.
Que fim teria levado
os flibusteiros espanhóis?
Tudo o que se soube deles
após a batalha foram histórias
sussurradas por marujos bêbados
em portos distantes
e nem tudo o que falam
nas tavernas é verdade...
Ninguém costuma levar a sério
maranduvas contadas
por velhos marinheiros,
lendas sem valor,
alvitres do rum em mentes ociosas...

Dizem que em noites sem lua
um navio sem nome
e sem outra bandeira
que não a Jolly Roger,
surgia do nada,
envolto em espectral neblina,
atacava desavisados navios
(fossem ingleses ou espanhóis),
pilhava-os e os mandava ao fundo
com toda a tripulação a bordo,
mesmo que viva!
Falam até que em uma
noite de tempestade
o próprio Demônio surgiu
em meio a chamas diabólicas
no convés do navio
para confabular com Sangre!
Dizem que o capitão então
chamou seu imediato Ramirez
e pediu-lhe algo ao pé do ouvido
e este então trouxe uma botija
que foi generosamente servida
em um caneco escuro
e entregue pelo capitão
às mãos do próprio Satã,
que entornou goela abaixo o líquido
para em seguida regurgitá-lo com nojo.
— Vinagre!? Como ousa?
Nem aos condenados
do 7º Círculo do Infernum
servimos vinagre aos sedentos,
nós os cozinhamos em óleo,
mas não damos vinagre a eles,
isso não é desumano, cruel
ou demoníaco! É abusivo!!!
E blasfemando o
Imperador das Trevas
Transformando-se
em negro fumeiro
desceu ao Submundo
que é sua morada.

Muitas outras histórias
versam acerca de alguns
membros da tripulação:

Do imediato
Ramirez Saragoça de Compostella
narram que evitou
diversos motins a bordo,
tendo inclusive salvo a vida
de seu capitão inúmeras vezes
e que Sangre iniciou-o
nos caminhos da Magia Negra,
até mesmo revelando-lhe
a origem de seu poder:
um antigo demônio profano
adorado pelos primitivos povos
pagãos da América Espanhola,
cujo nome era impronunciável.
Envolveu-se com o Conclave.
Seu destino é incerto.
Dizem as lendas que abdicou
de tudo para passar eternidade
com uma Sereia que conquistou-lhe
o coração de modo irreversível.

O jovem Cervantes “Aranha-do-Mar”,
que contam, pulava feito um macaco
do cordame de um navio a outro,
até que um dia caiu justo
em cima do capitão.
Como era sabedor que o rapaz
tinha pavor de tubarões,
aplicou-lhe um castigo deveras cruel:
mandou pendurá-lo em uma corda
e o deixar pairando
a poucos centímetros da água
e sangrando feito um porco!!!
Ficou uma semana nessa situação
e para não morrer de fome
usava pedaços da própria roupa
como isca para pescar
e comia cru o que pegava!
Testemunhas alegam que se tornou
apto a sobreviver a qualquer
situação adversa, ficando até mesmo
imune a dor física!
Aranha-Do-Mar não ficou abusado,
mas talvez um pouco mais descuidado,
o que o levava volta e meia a chibata!
O carrasco de bordo chegou ao ponto
de se indignar tanto,
que enraivecido lançou ao mar
seu gato-de-nove-caudas!
Mesmo assim continuou
tendo pânico extremo de tubarões
(vivos ou mortos) perdendo
totalmente o controle quando
perto de um desses bichos
(tamanho homem com medo
de uma sardinha crescida!).
Ainda assim navegou
ao lado de Sangre por muitos anos
até que um dia,
emboscados pelos porcos ingleses,
vendo seu capitão na iminência
de perder a vida, Cervantes defendeu-o
da morte certa (bravura esta que
custou-lhe o olho esquerdo).
Como recompensa alguns dias depois
Sangre o manda em um pequeno bote
com mantimentos, algumas armas,
pouca munição e um mapa
à uma ilha próxima.
Era uma despedida.
O Aranha-Do-Mar remou à ínsula,
seguiu as indicações do mapa
e encontrou um fantástico tesouro.
E escondido em uma
pequena caverna próxima,
uma chalupa.
Embarcou parte do ouro
e partiu rumo a uma
ilha habitada próxima.
Lá, no porto, graças a seus contatos,
conseguiu um navio maior.
Voltou à ilhota,
resgatou o tesouro
e com ele conquistou sua
própria ilha nas Caraíbas!
Viveu como um rei até
o fim de seus dias,
cercado de belas africanas
que satisfaziam seus
lúbricos desejos bizarros(!!!).

Também há muitos relatos
sobre um escocês (aqueles bárbaros!!!)
de alcunha estranha:
Douglas “Chuk-Chuk” MacGregor
ou algo assim,
as histórias acerca dele são
as mais fantásticas possíveis!
Possuidor de uma mão esquelética
que fazia tudo o que ele mandava 
e uma claymore 
matadora-de-bruxas, 
capaz de pressentir Magia Negra! 
É dito que sua lâmina 
nunca perdia o fio
e cortava pedras 
e correntes de aço
com um golpe só;
que acertava um alvo
em noites sem lua
atirando sua espada
em meio à escuridão,
não importando quão negras
fossem as trevas
e outras absurdas narrativas,
incríveis demais
para serem factíveis.


El Bravio de Los Mares...


...após meses no mar, enfim...


...chega à Cádiz, em Espanha...


...todavia, Sangre não permanece muito tempo ali,
partindo rapidamente para Madri,
ao Palácio do Escorial...


...onde encontra-se pessoalmente
com o rei Filipe II a fim de
prestar contas de seu malogro!


O soberano não fica nada satisfeito
(pra dizer o mínimo)
e apontando o mapa na parede...


...intima Sangre a uma nova missão,
cujo único resultado admissível era a vitória.


Em silêncio o capitão pirata sai e
ruma a sua nau, partindo em seguida...


...para juntar-se aos demais navios
da Invencível Armada.


Entretanto a "Invencível" mostrou-se vencível...


...e mais uma vez Francis Drake impõe
uma derrota monstruosa ao império espanhol!!


E como se tal não bastasse,
a esquadra de Filipe II ainda é atingida
por uma violenta tempestade...


...que termina por desbaratar o pouco
que restara inteiro de sua
tão decantada Armada!


Poucos dias depois, na Abadia de Westminster...




...a rainha Elizabeth I, soberana da Inglaterra...


...diante de toda a corte...




...consagra o maior de todos os comandantes corsários
que a Grã-Bretanha já viu: Sir Francis Drake!


E os piratas espanhóis?
Deles só rumores em tabernas fétidas...


...acerca de um funesto navio...


...que surge à noite em meio à neblina,,,


...trazendo em seu bojo apenas dor e morte...


...atacando outras naus sem piedade..


...até literalmente fazê-las em pedaços...


...enviando-as às profundezas do oceano...


...ou se tivessem muuuuuita sorte
encalhadas e desmanteladas
em algum rochedo costeiro...


...do contrário toda a tripulação
terminaria alimentando os peixes!


Sussurram-se histórias macabras,
como a visita de um demônio em chamas...


...que veio para tomar rum com Sangre...


...e o pirata teve a audácia de servir-lhe vinagre!!!


Dizem que o diabo foi-se em meio
a uma nuvem negra prometendo vingança!


De seu imediato Ramirez...


...contam que aprendeu Magia Negra
com o próprio Sangre...


...que adorava a mesma entidade que seu capitão...


...e que teria se envolvido com uma
seita herege que ninguém sequer sabe o nome!


Outros dizem que largou tudo por uma sereia.
Não seria o primeiro...


Do corsário conhecido como Aranha-Do-Mar
falam que certa feita desabou sobre o capitão
e este o castigou...


...fazendo de isca...


...para tubarão!


Depois disso ele tornou-se tão resistente à dor
que fez o carrasco do navio perder as medidas...


...e lançar seu gato-de-nove-caudas ao mar de tanta raiva!


Apesar de tudo ele salvou a vida de Sangre
arriscando a própria e foi regiamente recompensado...


...com um tesouro e os meios...


...para resgatá-lo.


Em uma ilha próxima ele conseguiu o necessário...


...para buscar todo o resto daquela
descomunal fortuna...


...com a qual conquistou sua própria ilha...


...onde passou o resto da vida
entre belas mulheres negras...


...que sempre foram a sua preferência...


Mas talvez aquele acerca do qual
mais narrativas são tecidas seja o escocês
Douglas "Chuk-Chuk" Mac Gregor!


Fábulas acerca de uma mão esquelética
que o servia fielmente...


...e sua poderosa espada claymore
(que diziam ser capaz de matar bruxas
e sentir Magia Negra)!


Reza a lenda que tão poderosa arma
foi escondida e mantida sob a guarda
de poderosos magos celtas!