Google+ Novembro 2008 | A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

PIRATAS!!! - Cap. 17

Foi justamente durante o motim que os dois navios 
encararam a primeira tempestade em alto mar! 
Velhos marujos oravam como mocinhas carolas 
ante a fúria terrível dos elementos!!! 
Os galeões pareciam insignificantes 
casquinhas de noz sendo jogadas de lá para cá 
por ondas gigantescas e açoitados por ventos 
avassaladores!!! Um quarto da tripulação de 
ambos navios pereceu naquela tempestade!
Depois disso encararam duas semanas de calmaria! 
Sem vento algum, com água e comida racionadas 
os marujos já começavam a se entreolhar como 
quem contempla um pernil no açougue!
Para contornar a falta de alimento, esquartejavam 
os mortos, prendiam-lhes os pedaços em ganchos 
e os jogavam pela amurada, pendurados em cordas 
e aguardavam. Sem muita demora os tubarões 
mordiam as iscas e eram içados a bordo 
corcoveando como virgens estupradas!!!
Realmente: não foi uma viagem das mais fáceis.
Era como se tudo (do mar ao céu) não quisesse 
vê-los completar sua missão...
Porém, os capitães ingleses costumam ser 
conhecido por sua obstinação: nem Drake e 
muito menos Narval arredaram uma milha 
náutica de suas rotas.
Quando os ventos voltaram a favorecê-los 
continuaram a viagem.
Dias depois os capitães trocam um último 
brinde antes de seus navios se tomarem 
cursos distintos: Drake rumará para 
América Central e Narval às Caraíbas.
— Que os bons ventos da Fortuna e as bençãos 
de Nosso Senhor o acompanhem, Capitão Narval!
— O mesmo lhe desejo, Capitão Drake.

Imagens piratas... - 016





PIRATAS!!! - Cap. 16

A tripulação ficou perplexa, aproveitando-se 
disso ela puxa para perto de si um dos piratas 
que acompanhavam o capitão e 
indaga rispidamente:
— Quem é o imediato desta banheira?
— Sou eu madame, sou eu. 
- fala trêmulo o pobre marujo.
— Pois diga aos seus companheiros 
ratos de bordo que agora eu mando aqui 
quem não gostar que 
venha tomar satisfações.
O imediato retransmite exatamente o que lhe 
foi mandado, há um murmúrio de motim a 
bordo, ela então atira a adaga, que crava-se 
no mastro da mezena.
— Quem quiser me desafiar que arranque 
aquela adaga.

Até hoje a adaga ainda está lá.

Desde aquele dia ela mudou seu nome para 
Morgan “Dagger Cutthroat” e vem assolando 
os sete mares com uma fúria nunca dantes vista.
Dizem que seu esconderijo fica próximo a 
Isla Tortuga ou San Domingos, ninguém sabe 
com certeza, porque ninguém que a traiu ou 
abandonou seu navio viveu para contar.
Evidentemente tais fatos nem por sonho 
(ou pesadelo) são de conhecimento de Narval, 
Drake ou da Rainha...

Na bela Inglaterra os navios partem dois dias 
após a amistosa conversa dos comandante 
britânicos. Em uma linda e fria manhã, 
aproveitando a maré e um bom 
vento de popa.
Tudo muito auspicioso.
Pena que os bons auspícios terminariam ali.

A viagem de ambos os navios não transcorre 
sem incidentes:
Roubo de comida, bebedeiras, 
tentativas de estupro
(detalhe: não havia mulheres a bordo em 
quaisquer dos dois navios...), assassinatos, 
homens atirados aos peixes(!), 
houve quem dissesse que um tentáculo 
marinho agarrou um homem na amurada 
do navio e o tragou para às 
profundezas oceânicas!!! 
E quando o real teor da missão vazou, 
até uma tentativa de motim 
Narval teve de encarar! 
Houve quem preferiu se atirar aos tubarões 
a encarar O Tridente de Poseidon!!!

Imagens piratas... - 015


Lady Catherin – antes da abordagem


Lady Catherin – após a abordagem


PIRATAS!!! - Cap. 15

Enquanto isso Drake passava ordens similares 
seu imediato Moreia (devia a alcunha a ferocidade 
com que atacava ao se ver encurralado!).
— Fale com Thymus Serpyllum, a Rainha 
deu a ele ordens de providenciar tudo 
o que necessitarmos para nossa missão.
— Que será...?
— Homem, acredite em mim, 
é melhor não saber...
Moreia navegava ao lado de Drake tempo o 
bastante para saber que aquelas palavras 
ocultavam algo terrível.
Naquele dia mesmo ele contrata alguns dos 
mais cascudos homens do mar que o Atlântico 
já cuspiu nas costas inglesas: 
Caçador, Descarnado, Caveira, Saco-de-Ossos, 
Garrucha e Pau-de-Ferro.
Este último, um marujo todo tatuado 
e tosco feito um cepo, seria o novo timoneiro 
haja vista que o último teve a cabeça arrancada 

por uma bala de canhão no último combate... 

O que nem Drake e nem Narval desconfiam e 
muito menos passa pela cabeça da Rainha 
é que a bela Lady Catheryn abraçou a pirataria! 
Seu navio havia sido atacado pelo pirata 
sem bandeira Thelonyus “Crimson Hook
Única sobrevivente de sua nau, é trazida a 
bordo da galera pirata com o destino certo 
de servir de diversão para cada marujo 
a bordo e só depois, talvez, devolvida a 
sua família mediante o pagamento de 
um polpudo resgate.
Só que eles não conheciam Lady Catheryn... 
Tão logo subiu a bordo tomou a espada 
do pirata mais próximo, matou-o e 
continuou matando até ser dominada por dez 
dos mais parrudos piratas a bordo, o capitão 
aproximou-se, ela cuspiu na cara dele, pisou com 
seu salto agulha no pé do marujo que a segurava, 
arrancou a adaga do infeliz e o cravou até 
o cabo na garganta de Thelonyus. 
E torceu!
Com vontade!!!

Imagens piratas... - 014

Alexander - o Misericordioso




PIRATAS!!! - Cap. 14

O Capitão Francis Drake desconversa e
 despede-se apressadamente. Ao dirigir-se 
a porta sente uma lufada de vento afagar-lhe 
os cabelos e vê sua adaga cravar-se na porta, 
na altura de seus olhos.
— Não esqueça sua adaga, Drake, 
pode precisar dela, quando for tentar 
levar a cabo sua promessa! 
– lembra-o Narval, falando ainda sentado e 
com os pés sobre a mesa, comendo a maça 
recém-descascada.
Drake sente uma gota de suor percorrer-lhe 
a fronte, então com certo esforço remove a 
adaga da porta, guarda-a e parte sem 
dizer uma palavra.
— Alexander. 
– Narval chama seu imediato, escondido 
nas sombras da Taverna do Último Rum.
— Sim, My Lord? 
– apelidado de “O Misericordioso", Alexander 
era conhecido por haver se especializado 
no “Coup de Grâce”. 
Servia Narval desde seu primeiro navio.
— Faremos uma longa viagem, mais perigosa 
que o usual, precisaremos de mais alguns bêba..., 
digo, marujos a mais. Não devem ser homens da 
Marinha Real. O tipo de missão que temos 
pela frente necessitará que sujemos as mãos 
de maneira pouco... britânica...
— Providenciarei imediatamente. 
E quanto a vosso irmão, My Lord?
Narval suspira, joga o caroço da maça dentro do 
caneco vazio, alguns pence sobre a mesa, 
ergue-se e com a voz seca responde como quem 
condena a pessoa que mais ama a morte:
— Irá conosco. Será nosso guia. Diga ao 
Açougueiro que ele procure tornar a vida 
de meu irmão a mais tolerável possível 
do contrário tornarei a dele a mais 
dolorosa o possível. Fui claro?
— Como um dia de verão, My Lord
como um dia de verão...

Imagens piratas... - 013






PIRATAS!!! - Cap. 13

Drake soergue o supercílio e afastando 
o caneco de vinho dos lábios redargui:
— Explique-se Narval!
Narval narra-lhe os fatos conforme foram 
transmitidos por Ardor de La Cruz.
Drake engole em seco, mas em seguida 
molha a garganta com um bom gole de vinho.
— Céus! Temos que deter esse demônio!!!
— Sei disso, meu irmão deixou para trás 
qualquer noção de humanidade que um dia 
possa haver tido! Temo por sua alma imortal...
— Alma? Que alma? Uma criatura como ele 
não tem esse tipo coisa!!! Mas por tudo quanto 
é mais sagrado e Narval, perdoe-me, pois sei 
que se trata de teu irmão, mas em nome de 
Deus, da Rainha, da Real Marinha Britânica e 
por tudo que é bom, puro, santo e sagrado: 
EU MATAREI SANGRE COM MINHAS 
PRÓPRIAS MÃOS! 
- e assim esbravejando cravou sobre a mesa 
sua adaga de prata adornada com um rubi 
em forma de crânio na empunhadura.
A taverna inteira silenciou por um momento.
A adaga oscilou lateralmente 
por breves segundos.
Narval observa a cena com o semblante 
indiferente, então estende a mão até a adaga, 
remove-a e sacando uma bela e vermelha 
maça do bolso põe-se a descasca-la com toda 
a calma do mundo e enquanto rodelas de casca 
caem placidamente sobre a mesa engordurada fala:
— Palavras, Drake, meras palavras... 
Há mais navios no fundo do mar daqui até a 
Nova Inglaterra do que peças de ouro no 
tesouro de Felipe II... E quer saber? 
Todos eles tentaram pôr o Demônio Maia a pique. 
Cuidado para que o Golden Hind 
não tenha o mesmo destino...

Imagens piratas... - 012






PIRATAS!!! - Cap. 12


Zona portuária londrina.                


Drake vai ao porto onde se encontra com 
Capitão Narval, comunica-lhe que 
tem mais uma perigosa missão pela frente 
e o põe a par das ordens da Rainha, 
fica acertado que ele irá atrás do 
Demônio Maia e Narval partirá em busca 
da sobrinha da Rainha, se conseguir 
encontrá-la irá ao ponto de encontro 
no porto se St. George, em Isla Granada. 
De lá aproveitariam as correntes e 
ventos favoráveis para um rápido 
retorno à amada Inglaterra.
— Um plano simples, não tem como 
dar errado, não concorda?
— Feliz de você que vai enfrentar o 
Capitão Sangre, eu vou ter que 
encarar aquela serpente marinha...
— Ora, ela não é tão ruim assim...
— Não? Então quem sabe você 
prefira resgatá-la e me deixar 
enfrentar Sangre e mais cinco 
navios armados até os dentes 
com 80 canhões cada?
— Narval, seu ingrato, estou aqui 
tentando poupá-lo de mais uma 
rusga familiar e me tomas por um biltre! 
– revolta-se Drake enquanto entorna 
o caneco de vinho.
A Taberna do Último Rum era pequena, 
afastada, pouco (e mau) frequentada: 
um local perfeito para conversas discretas 
sobre assuntos (e pessoas) espinhosos.
— És mui misericordioso, Capitão Drake... 
Porém, devo concordar que devido a 
fatos recentes meu julgamento e 
decisões podem ser comprometidos, 
razão pela qual prefiro não manter 
quaisquer contatos com Sangre. – 
a voz de Narval trai-lhe uma emoção incontida.

Imagens piratas... - 011





PIRATAS!!! - Cap. 11

Seria ótimo se tudo acabasse aí, porém não, 
sua rota desgraçadamente cruza com 
O Demônio Maia e ele é içado a bordo. 
Após uma providencial revista Sangre 
bota as mãos no mapa. Como Ardor 
recusa-se a dizer do que se trata ou 
onde o conseguira, Sangre resolve 
fazê-lo falar por métodos 
mais “convincentes”.
Irmão não cede a irmão.
O orgulho de um só é proporcional 
cobiça de outro, assim como a 
resistência de um só encontra 
paralelo na crueldade do outro. 
Ardor De La Cruz termina sem 
ambas as pernas, sem as orelhas, 
o nariz, cego dos dois olhos e sem 
braço direito. 
Todavia não entrega o segredo do mapa.
— Não faz mal, joguem o 
que sobrou aos peixes.
Os piratas atiram o corpo De La Cruz 
pela amurada. A muito custo consegue 
agarrar-se com seu braço esquerdo ao 
bote que oscilava pendurado 
do lado de fora do navio.
— Mas que miserável, ruim de matar, 
larguem com bote e tudo esse desgraçado!!!
Era tudo que De La Cruz queria ouvir. 
O bote desabou no mar, porém com 
grande esforço ele conseguiu subir a 
bordo do mesmo!
Dois ou três dias depois é resgatado 
pelo Lei de Elizabeth, tratado pelo 
Açougueiro (médico de bordo) e após 
acordar de uma longa semana de 
inconsciência e delírio, narrou tudo o 
que lhe acontecera.
Narval quase enlouquece de ódio 
ao saber das torturas odiosas a que 
Sangre submetera seu irmão.
Neste ponto o navio chega 
ao porto de Londres.
Logo partiriam em uma nova missão.
Talvez a última.

Imagens piratas... - 010





PIRATAS!!! - Cap. 10

Carregando um ódio amargo e 
profundo de Drake; cobiça seu navio 
(o Golden Hind) e seu coração!
— Ao molho madeira, grumete!! 
- costuma esbravejar.

Maryan teve um outro filho, este mais 
“normal”, também seguiu a carreira 
náutica, mas jamais se tornou um pirata, 
alçou o posto de Capitão de navio com 
muito esforço. Seu nome era 
Ardor de La Cruz Rose & Canterbury 
(fez questão de ostentar o sobrenome de 
sua mãe, o que em muito desagradou 
seu pai…). Procurou manter-se afastado 
de seus irmãos, não concordava com 
o “modo de vida” deles. Todavia, 
não se pode fugir do Destino. 
Após um terrível combate com Morgan 
em que ele foi único sobrevivente 
aguardou o calor da batalha amainar e 
à luz da lua esgueirando-se entre 
os destroços flutuantes de seu navio, 
subiu a bordo do O Tridente de Poseidon
Sabia que não teria chance alguma a 
bordo, então, aproveitando-se do 
estado de embriaguez pós-comemorativo 
dos piratas, procurou por mantimentos, 
colocou-os dentro de um bote, em 
seguida (o mais furtivamente que lhe 
foi possível) adentrou a sala do capitão 
onde se apossou de um astrolábio, uma 
bússola e um mapa. Voltou para o bote, 
desceu-o até a linha d’água e 
tão silenciosamente quanto entrou, saiu. 
Escapara. Mais tarde percebe que o mapa 
que pegou a bordo d'O Tridente de Poseidon 
não era uma mera carta de navegação, 
mas um mapa indicando 
o esconderijo de Morgan.

Imagens piratas... - 009








PIRATAS!!! - Cap. 09

Seus tripulantes (os poucos que escaparam 
vivos) contam que após os reparos no navio 
terem sido realizados ele libertou todos os 
nativos, devolveu-lhes as armas (lanças, 
tacapes e outras armas primevas) e 
desafiou a tribo inteira a vencê-lo em 
combate. Sozinho!!! E DESARMADO!!!!
Dizem os tripulantes que assistiram a luta 
que ele matou TODOS com as mãos nuas e 
arrancou de seus corpos mortos seus 
corações ainda quentes e pulsantes 
e os comeu, depois assou e salgou 
o que não pôde comer.
Juram por suas almas condenadas que ele 
navegou até a Espanha apenas se 
alimentando de corações charqueados.
Narval veio a descobrir bem mais 
tarde que aquele pirata sangrento era 
seu irmão por parte de mãe. Na verdade 
isso foi lhe contado por alguém 
com obscuros motivos...
Por que desejariam que ele tivesse ciência 
de fato tão perturbador?
De qualquer forma isso também não vem 
ao caso, importa saber é que ambos já se 
encontraram em alto-mar em posições 
opostas e o conflito resultante resultou 
na perna-de-pau abaixo do 
joelho esquerdo de Narval.
Eles se odeiam.
Juraram de morte um ao outro.

Drake também teve a infelicidade 
de cruzar seu curso com Sangre, isso lhe 
custou duas toneladas de dobrões, 
peças-de-oito, pedras preciosas, 
especiarias e sedas do Oriente além dos 
cinco galeões de escolta que terminaram 
decorando o fundo do oceano; a Sangre 
o custo deste lucrativo encontro foram 
dois galeões e seu olho esquerdo.

Imagens piratas... - 008




PIRATAS!!! - Cap. 08

O pai nunca aceitou muito bem a missão 
imposta a seu filho pela Rainha, mas, 
fazer o quê?
Enquanto isso na Espanha, Lady Maryan, 
não perdeu tempo, seis meses depois de 
desembarcar em terras espanholas, pariu 
seu primeiro filho León Sangre de La Cruz-Rose.

Desde o berço com temperamento forte, 
cedo começou a dedicar-se as artes da 
guerra, ao manuseio das armas e a navegação, 
aos 10 anos matou seu professor de 
esgrima com um golpe indefensável. 
As últimas palavras do mestre ao seu pupilo foram:
— Fantástico, eu nunca... aaarghhhh!!!
Sua carreira na Marinha Espanhola foi 
veloz e ascendente, mas seus métodos 
brutais levaram o almirantado a designá-lo 
para a Pirataria corsária, sua primeira 
missão foi nas colônias espanholas da 
América, neste ponto sua história 
torna-se obscura 
(MAIS DETALHES EM “SEGREDOS DE SANGRE”)
dizem que ao ser enviado para trazer um 
portentoso tesouro de uma pirâmide de 
um daqueles povos pagãos primitivos, 
ele foi atacado (juntamente) com sua 
tripulação por forças evidentemente 
superiores e capturado, feito prisioneiro 
de nativos hostis, provavelmente canibais.
Dizem que realizavam sacrifícios rituais 
com corações humanos a uma antiga 
divindade profana, provavelmente algum 
demônio; mas isso não vêm ao caso, o 
que importa é que de alguma forma ele 
conseguiu escapar e de algum modo 
que nunca ficou bem explicada 
escravizou seus captores, obrigando-os 
inclusive a reformarem todo o seu navio 
que fora semi-destruído pelo ataque dos mesmos.

Imagens piratas... - 007




PIRATAS!!! - Cap. 07

DETALHES DE BASTIDORES...


O rei ambicionava principalmente uma 
lindíssima esmeralda (a maior já encontrada, 
disseram-lhe), que viria com aquele fantástico 
tesouro. Sua Alteza tencionava incrustá-la 
à coroa espanhola.

O que ninguém sequer imaginava, era o fato 
de que a dita gema era detentora de poderes 
arcanos e seria utilizada para induzir, 
manipular e controlar quem a possuísse...
Adivinhem só quem engendrou o cristal?
J...


A ORIGEM DO CAPITÃO SANGRE


Uma certa noite de 1545 o armador e barão 
inglês Sir Charles Silvership of Rose 
& Canterbury chegou em casa acompanhado 
de seu filho de cinco anos (que sempre ia com 
o pai aos estaleiros) e encontrou sua mansão 
vazia!
Sua amada esposa, Sra. Maryan Crossroads 
of Rose & Canterbury o havia abandonado 
e levara toda a criadagem com ela! Mais 
tarde ele viria a descobrir que ela o trocara 
por um galante oficial da marinha espanhola 
de nome Velásquez de La Cruz de Navarre 
que frequentara sua casa durante um certo 
tempo (por ocasião de uma missão não 
oficial da Coroa espanhola).
Os anos se passaram e o garoto de cinco anos 
cresceu e tornou-se oficial da Marinha Inglesa, 
destacando-se em seus préstimos foi colocado 
pela Coroa a frente de “Serviços Especiais 
não oficiais em alto-mar”, isto é: PIRATARIA. 
Agora, sob o temido nome de Capitão Narval 
ele comanda a nau Lei de Elizabeth , 
provocando terríveis prejuízos ao 
governo espanhol ao atacar e esvaziar de 
suas preciosas cargas todo e qualquer navio 
mercante espanhol que se atravesse em seu 
caminho. Só seu imediato e alguns mais 
chegados em seu barco ainda o chamam 
pelo seu nome de batismo
Sir Fury of Steppenwolf and Rose & Canterbury.

Imagens piratas... - 006


Capitão Sangre (????-????)


D. Filipe II - O Piedoso (1527-1598)



PIRATAS!!! - Cap. 06

— Meu Soberano, não sou um homem da Corte, 
refinado e cheio de boas maneiras, sou um 
marujo, um pirata, com muito orgulho, 
se o Sr. quer esse navio aqui, ele 
VAI ESTAR AQUI e ai daquele que se 
atravessar no meu caminho, comerei o coração 
dele assado numa chapa e jogarei os restos 
pros peixes. Trarei a cabeça de Morgan 
dentro de um barril de ouro. E quanto a Drake... 
nós temos uma conta antiga em aberto...

E assim dizendo enfia a mão sob o tapa-olho e 
remove um globo de vidro e o atira 
no colo do rei. Felipe II fica lívido. 
Em seguida põe o esférico objeto sobre a mesa, 
com uma evidente repulsa.

— Somos sabedores de vossos... talentos, 
Sangre, por isso confiamos esta missão a você, 
pois sei que não me decepcionará. 
- fala o rei enquanto limpa seus dedinhos com 
um lenço de seda branco com bordados em 
arabescos. O pirata apenas sorri, pega o 
olho de vidro de volta, coloca-o no bolso, 
vira-se e dirige-se para a porta. 
Um guarda o interpela:
— O Rei não lhe concedeu permissão para sair. 
- e segura-o pelo braço.
Meio segundo depois o braço do guarda, ainda 
se mexe no chão em meio a uma posta de sangue… 
separado do corpo.
O pirata retira-se calmamente liberando no ar 
uma flatulência tão podre que faz murchar 
todas as rosas e lírios no corredor, obrigando o 
próprio Rei e seus cortesões a procurarem o 
alívio do ar puro nas janelas.
Um cortesão mais afoito, tomado 
pelo pânico olfativo, pula através de uma delas...

                              (gemidos abafados,
                               som de passos afastando-se)