Google+ Julho 2007 | A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

Novo desafio!

Primeiramente quero dizer que ainda estou avaliando e refletindo detidamente acerca das respostas postadas pelo meu amigo Diego em réplica à Le DUEL - Touché! Já adianto que concordo com grande parte do que ele escreveu, entretanto, toda e qualquer consideração acerca do que ele postou responderei em comentários e não através de um post, haja vista que meus colaboradores já aparentam um surto agudo de "saturação da bolsa escrotal".
Bem, venho aqui trazer à baila outro assunto: li recentemente um artigo em um jornal de bairro (há quem diga: boas polêmicas surgem nos lugares mais improváveis. Confirmou-se a tese...) e o articulador do mesmo mostrou uma posição que considero no mínimo... questionável!
Decidi, então, trazer à apreciação de meus amigos, críticos e colaboradores o supracitado artigo em sua íntegra.
Não irei posicionar-me acerca do mesmo antes de ver o que cada um de vós pensa do assunto.
Então: se puxem!!!!
Eis o famigerado artigo:

DEBATES O suicídio demográfico brasileiro “É simplista a idéia de que os países seriam mais prósperos se o crescimento da população fosse baixo ou nulo”. Por Cléuzio Fonseca Filho* José Luis Zapatero anunciou recentemente - 3 de julho - que o seu Governo irá dar 2.500 euros por cada criança nascida ou adotada por pessoas com residência legal na Espanha. O valor pago pelo Estado espanhol é justificado pelo primeiro-ministro: “A Espanha precisa de mais crianças para se desenvolver e as famílias precisam de mais apoio para criá-las”. Não é para menos, pois a queda da taxa de fecundidade a níveis abaixo da taxa de re­posição normal das gerações já atinge 51 países, que representam 44% da população mundial. Em alguns deles - Estônia, Letônia, Alemanha, Bielo­rússia, Bulgária, Hungria, Rússia, Espanha e Itália ­já se iniciou o fenômeno da despovoação, isto é, o número de mortes é maior que o de nascimentos. Ao que parece nosso governo não quer ficar atrás desse infeliz recorde, pois em todos os níveis - federal, estadual e municipal - insiste nas políticas de “planejamento familiar”, que se resumem na distribuição de preservativos e ações "positivas" de esterilização de mulheres e homens; ajudado por entidades estrangeiras, com dinheiro alheio e também do contribuinte. Há muito tempo, e com cadenciada freqüência, que alguns meios de comunicação difundem mensagens rebobinadas de previsões apocalípticas bastante desgastadas: “a Terra não tem espaço nem recursos para albergar a uma população mundial crescente, que cada vez se concentra mais nas regiões pobres”; “o crescimento demográfico nos levará ao desastre ecológico”; “não haverá ali­mento para todos”; “a qualidade de vida cairá”; “a culpa é da Igreja católica pela sua doutrina sobre a natalidade”, e assim por diante. É necessário desarmar a “bomba demográfica”, que nunca se justificou na teoria nem na prática. Amiúde se dá por suposto que o cresci­mento demográfico é um obstáculo e poucos se dão ao trabalho de comprovar isso empiricamente. É necessário que a opinião pública e aqueles que têm o poder de tomar decisões estejam corretamente informados, desmascarando os da­dos incorretos, freqüentemente aduzidos nas apresentações que ocultam sofismas puramente ideológicos, para não falar das estatísticas falsificadas. As relações entre população e desenvolvi­mento são mais complexas do que dão a entender muitos discursos. Antes de tudo é preciso olhar o evidente. Em primeiro lugar, que nas últimas quatro décadas, todos os índices do progresso humano apontam para um avanço, ainda que continue havendo desigualdades regionais. Que o aumento da população dos últimos 50 anos foi acompanhado de uma melhora das condições de vida, inclusive nos países pobres (esperança de vida, alimentação, escolarização...), e que a queda relativa dos preços dos recursos é o melhor índice de que não escasseiam mais do que antes. Que o aumento da população não se deve a um aumento da fecundidade nos países do Terceiro Mundo, mas sim à melhora da expectativa de vida pelos avanços da medicina. Mais ainda: a visão de um mundo rico asfixiado por um mundo pobre, de natalidade descontrolada, corresponde a uma idéia estática da divisão das riquezas. O desenvolvimento econômico que se está ocorrendo na China demonstra que nenhum país está condenado a ser pobre para sempre, igual à Itália pobre do pós-guerra que está hoje no G-7. Quanto a culpar à Igreja católica talvez corresponda mais à obsessão de alguns. Se países tão católicos como Itália e Espanha estão na berlinda do índice de fecundidade, não parece que o cresci­mento demográfico da Índia ou Indonésia possa estar muito influído pelo que diga ou deixe de dizer a Igreja católica. . Os problemas do envelhecimento das populações já aparecem: menos pessoas ativas para sus­tentar e atender os mais velhos, crises nos sistemas previdenciários, carestias de mão de obra em alguns lugares, especialmente no Ocidente. Especialistas falam ainda de perigos menos óbvios: a tentação de cortar subsídios educativos para enfrentar o peso das populações anciãs, com a conseqüente perda da memória coletiva, isto é, a transmissão das conquistas culturais, técnicas e artísticas que fica debilitada. Cita-se ainda a mudança de perfil psicológico da população: caráter sombrio, falta de dinamismo intelectual, econômico, científico e social, falta de criatividade, que parecem já afetar certas nações cuja pirâmide demográfica se inverteu. Haverá mais solidão no tecido social: para a maioria, a família será uma comunidade pequena, em que os únicos parentes serão os ascendentes e descendentes: não haverá nem irmãos, nem primos, nem tios. Como já dizia alguém, os amigos e colegas serão como a família, mas não conte você com isso se terminar seus dias em um asilo... A história mostra que o crescimento demográfico é indispensável para a industrialização, pois sem essa pressão não teria ocorrido o desenvolvi­mento industrial e tecnológico. Foi o crescimento da população que ajudou a promover o surgimento do setor terciário, que proporciona melhores serviços à sociedade e um aumento real da qualidade de vida. Será que tudo isso poderá ser mentido com menos gente? Urge re-valorizar o homem e desmascarar aqueles que, erradamente querendo preservar suas riquezas, querem impedir que novas bocas venham ao mundo para ter de repartir o seu bolo. Chama a atenção que entidades norte-americanas de “auxílio” a países pobres, destinem milhões de dó­lares para controle de natalidade, mas nem um centavo para programas de alimentação e saúde! É simplista a idéia de que os países seriam mais prósperos se o crescimento da população fosse baixo ou nulo. O trabalho pessoal e o conhecimento criativo, o dinamismo e a potencialidade de cada ser humano que nasce é a verdadeira fonte de recursos. Cada criança que vem ao mundo não traz somente uma boca, mas também duas mãos e um cérebro. As pessoas não só consomem, mas também produzem alimentos, capital, recursos. O que se faz necessária é a reestruturação das economias de alguns países, de tal manei­ra que se permita a essa criança trabalhar e pensar de maneira criativa. Quando dispõem de sistemas econômicos eficientes e abertos, as pessoas produzem riquezas, como os suíços, os taiwandeses, os japoneses, e assim por diante. Governos corruptos, planos econômicos defeituosos é que impedem o verdadeiro desenvolvimento. Aqueles que estão preocupados com o bem-estar das populações dos países pobres, os trombetistas do Apocalipse, não deveriam centrar sua atenção nos números, mas sim nas instituições que impedem os seus cidadãos de exercer seu potencial criador e produtor. * Analista de Sistemas Publicado na página 2, do Jornal “Oi Porto Alegre”,
Edição nº 397, Ano 22, de 20 de julho de 2007.
Divirtam-se!
Até.

BAIXARIA, AQUI NÃO ! ! ! !

Chegou! Eu avisei, logo no início quando inaugurei o Blog:
NÃO QUERO BAIXARIAS AQUI! Se vocês querem baixar o nível vão fazer isso em suas casas e nos blogs que admitam tal comportamento! Porque eu não admito! Estão pensando o quê? Thyago, tu começaste essa situação lamentável! Admito que apreciei deveras vossa consideração e o fato de partir em minha defesa, mas não posso compactuar com teu mau comportamento, em virtude disso teu comentário ofensivo ao Michel será deletado. Sinto profundamente haver chegado a tal ponto, mas obrigaste-me a tomar essa atitude extremada! Todavia, de forma alguma cercearei qualquer comentário futuro que tu vieres a postar
SE MANTIVERDES O NÍVEL! Michel, o mesmo vale para ti! Conheço-te pessoalmente já faz anos! Não esperava isso de ti! Estou decepcionado! Sempre reclamaste da baixaria na WEB e em como é difícil encontrar lugares onde as conversas tenham um nível civilizado! E o que fazes? A primeira provocação sucumbe a downfall como um bárbaro cede ao berserker dentro dele! Sabes o quanto te considero, Michel, razão maior de minha desilusão com tuas palavras! Dirás, com certeza: “Ele começou!
Ao que respondo-te: “E tu revidaste!” Não é isso que se espera de um agente civilizatório! Deverias haver mostrado-te superior, destilado uma ironia fina, uma resposta elegantemente mordaz vexa assaz sobremaneira que um reles palavrão! Lamentavelmente tive de passar o dia inteiro de hoje sem poder atualizar ou mesmo visualizar meu Blog e o que leio quando chego em casa: um e-mail do Diego dizendo que
"O NÍVEL BAIXOU!!!!"
PIOR, FALANDO QUE UMA G – A – R – O – T – A AFIRMARA ISSO NO BLOG!!!!!!!!!!!! Desculpe-me, Michel, mas agora tu pisaste feio na bola!!!! Querer “escrotizar” a ala masculina do Blog, ainda seria compreensível, apesar de não aceitável; agora, despejar tua verve ácida sobre uma das poucas garotas que escreveu neste Blog e pra piorar, detratando-a por dizer a verdade, aí tu te excedeste! O certo seria tu fazer uma retratação pública, mas como sei que teu (lamentável) “orgulho de macho” impedir-te-ia de tomar semelhante atitude, restringir-me-ei a apagar todo e qualquer comentário de baixo nível. Repito para ti o que falei antes para o Thyago: "Todavia, de forma alguma cercearei qualquer comentário futuro que tu vieres a postar
SE MANTIVERDES O NÍVEL!" Paola, em nome de todas as pessoas com educação que postam neste espaço virtual, humildemente peço desculpas pelo destempero com que foste tratada, serás bem-vinda em qualquer momento que desejar nos remitir com vossos textos.
Diego; agradeço pelo toque, valeu!
E, muito boa a tua idéia de responder questões que ficaram sem resposta nos dias em que elas foram publicadas. Estou no aguardo, ansioso para devorar tuas respostas!!!
Abraços a todos.

Le Duel - Touché!

Conforme prometi em um comentário anterior, eis aqui na íntegra o final do duelo:
Deliciem-se!
Sabe, a ordem natural das coisas é o caos... A ordem vai contra a natureza e você sabe bem do que falo, pois é amante da filosofia... Assim como tu; muitos dos antigos filósofos estavam categoricamente enganados: a natureza não é e nem nunca foi caótica, muito pelo contrário, obedece a rígidas leis: físicas, químicas, biológicas, genéticas, evolucionárias, geológicas e astronômicas! O todo é uma vasta engrenagem que funciona como um relógio muitissimamente bem regulado. O único fator caótico na equação é o Homem, pois o ÙNICO erro da Mãe Natureza foi deixar-nos desenvolver consciência e uma inteligência além das medidas! Os filósofos da natureza já diziam que a verdadeira ordem das coisas é o caos! Interessante que os ditos Filósofos da Natureza tinham concepções acerca da mesma com um viés TOTALMENTE HUMANO, haja vista que Ordem e Caos são idéias humanas e não encontram lugar na mesma. O próprio Empédocles pensava que haveria duas forças diferentes atuando na Natureza. Ele as chamou de amor e discórdia. Amor uniria as coisas, a discórdia as separaria. Pode-se conceber algo mais humano? As leis que a natureza obedece, ela o faz não por seguir uma “concepção” ordeira do Universo, mas sim porque lhe é... natural! O rio sempre segue para o mar. Um filósofo diria que tudo está em fluxo e movimento constante, nada permanece. A Natureza remete a algo mais simples ainda: a água vai para onde é mais baixo... O que – no fundo, bem no fundo – os filósofos queriam é arrumar uma maneira de justificar o comportamento errático do ser humano, buscando para tanto argumentos com base na observação da natureza. Evidentemente que esse detalhe não legou a posteridade... Claro – alegarás – eles buscavam o elemento fundamental da Criação, a PHYSIS, entretanto suas idéias “viajavam na maionese” deveras: para Tales de Mileto a água, ou o úmido, é o princípio de todas as coisas; Anaximandro de Mileto apostou no ilimitado, Anaxímenes de Mileto no ar, Pitágoras de Samos no número... Erraram duplamente: na interpretação e na conclusão. Bem, exceto Demócrito, que apenas pelo uso da razão e da observação (como seus pares) engendrou a Teoria Atômica que não apenas sobreviveu até os dias de hoje como acabou por ser confirmada pela Ciência. E a respeito de não se distrair com nada pelo contrario musica, cinema, livros tudo isso me atrai e me distrai sim não sou um ser isolado do mundo ou um geniozinho transtornado com medo do que esta ao meu redor, não! Amo a vida e sei aproveita-la... Fico em aliviado em saber, estimado amigo! Só não entendi o porque do auxilio psiquiátrico profissional, quer dizer que você pode criticar a vontade e quando eu critico uma coisa sou taxado como louco! NÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!!!! Entendeu tudo do avesso de novo! Estava sendo irônico; somente isso. Ai meus sais! Seria, se dissesse AMÉM a tudo, ai sim aceitaria, mas sou muito de analisar as coisas, faço parte dos questionadores, Como este vosso humilde cyber-escriba. Dane-se o rebanho, vamos beber todas com o lobo mau e barbarizar a Chapeuzinho! YEAHHH!!!! “Penso logo existo”, se bem que hoje em dia o lema é outro: “consumo logo existo...” Pior... Deu mais uma prova que não entendeu o que eu disse! Dãããããããã!!!!! Tudo bem: admito que exagerei de propósito, mas foi só pra irritar o Michel, OK?De qualquer forma é muito tolo detratar alguém apenas porque fez sucesso, lembro-me de haver lido em algum lugar: “Ninguém atinge o sucesso sem a contrapartida da inveja”. Antes de malhar um escritor qualquer, vá lá e escrevas tu mesmo um livro como tu achas que deveria de ser escrito ou – mais desafiador ainda – reescreva o livro que tu consideras ruim de maneira que tu o considerarias adequadamente bem escrito! Então quer dizer que você não pode, sob hipótese alguma, criticar uma obra do cinema, como fez com o F-4, achou fraco vai lá e faz melhor... Criticar não é malhar, meu amigo. Tenho embasamento suficiente para fazer uma análise fria, racional e desapaixonada de qualquer obra que porventura sorva de modo integral. Se disser que um livro é “assim assado” com certeza tenho razões para tanto, não significa necessariamente que poderia tomar o lugar do autor e reescrever o que ele obrou. E por dois motivos cruciais: Primeiro: alguém tem que escrever e outro criticar, não pode ser a mesma pessoa. É ilógico, contraproducente e levaria inevitavelmente a uma análise passional. Segundo: no momento em que eu escrever o livro, outro terá de criticá-lo. Talvez tu! Por que não? E se tu achares o que fiz muito inferior, estarias – partindo dessa mesma linha de raciocínio – obrigado a tomar meu lugar e realizar algo superno e eu voltaria a minha posição inicial de crítico... Um ciclo AD INFINITUM! Queres mesmo isso? Desculpa, quem esta na chuva é para se molhar e se fez algo para ser lido, visto ou ouvido por todos deve estar preparado para tudo... Concordo. E como ninguém pensa igual... já viu, né? Sempre vão ter os Diegos e os Micheis da vida!! hehe! Infelizes dos Diretores e Autores que passarem pelo crivo de vocês! Só não entendi uma coisa... Você é do grupo dos que tem um senso critico ou dos que aceitam tudo? Essa é uma dúvida ofensiva! Depois de tudo que disse até aqui, nego-me a responder semelhante chiste!

Quanto a Paulo Coelho, vale o que disse antes: espera-se que seja apenas um; dos primeiros degraus rumo a escolhas literárias mais... Consistentes. E antes que tu escarres todo o vosso desprezo sobre nosso compatriota aventureiro de livros fáceis, lembre-se que tu próprio poderias perfeitamente ter lido um livro dele em tuas primeiras experiências literárias... Sim o critico porque tive que ler uma de suas obras, leitura obrigatória de português, a professora veio com o mesmo papo que você de estimular a leitura e aos meus 16 anos repudiei-o, não gostei, sei lá cada um cada qual... Leituras obrigatórias costumam ser uma opção contraproducente de incentivo a leitura. Por causa dessa idiotice, até hoje acho Machado de Assis um pé no saco. O cara é simplesmente um dos Três Maiores autores da Literatura portuguesa (e falo em termos de língua, não de nacionalidade), um gênio indiscutível, dono de uma verve soberba e uma capacidade de criar personagens da consistência de um diamante! Mas conseguiram fazer-me detestá-lo e não é porque eu não gosto dele que deixo de reconhecer seu valor. Gosto e qualidade são coisas totalmente diferentes! Parto do principio de que você é o que come... Você é o que lê! Estou perdido! Vou virar uma alface!!!! Pior: tornar-me-ei um psicopata!!!! Sério, Diego, apenas pessoas muito fraquinhas da cabeça são tããããããããão influenciáveis. Veja bem, essa tua linha de argumentação serve a um movimento que – tenho a mais absoluta convicção – tu não apóias: a de que games violentos tornam seus gamers violentos. Tanto eu como tu sabemos de casos nos EUA (e sabe-se lá mais onde) de algum boçal que pegou em armas e resolveu descontar suas frustrações em professores, colegas de escola ou trabalho e depois meteu uma bala na própria cabeça. Nenhuma novidade até aí. O que chama a atenção é que a sociedade na qual esse distinto psicótico estava inserido, ao invés de olhar para dentro de si mesma procurando as motivações que levaram alguém a semelhante ato; não: parte em busca de culpados, agentes externos: são os games, são os filmes, são as músicas! Ninguém lembra do bulling, das exigências da família, escola, sociedade, trabalho... Exigências progressivamente maiores conforme o grau crescente de concorrência daquela mesma sociedade. No Japão crianças tiram a própria vida quando não conseguem ir bem nos estudos, matam-se no caso de rodarem no vestibular para a Toudai, executivos fazem haraquiri caso fracassem perante seus superiores e por aí vai... Toda sociedade tem suas neuroses, psicoses e loucuras e não serão livros, filmes, músicas ou games que tornará alguém mais ou menos louco do que já é. Podem no máximo dar subsídios e mesmo assim, o subsídio pode ser arrumado em qualquer lugar: religião, política, idealismo, superstições, crenças, alucinação coletiva, o diabo! Informação não faz de ti alguém melhor ou pior. Torna-te alguém informado... Agora, o uso que tu darás a essa informação, é uma escolha (e responsabilidade) totalmente tua... ...Algo que tão somente não ocorreu devido ao fato de que quando ele surgiu; incontáveis outros livros de maior envergadura intelectual já haviam passado por teus olhos e preenchido o campo visual de tua mente...
Sim... Já tinha lido diversas obras e tal...
Mas isso não o torna ruim ou bom... Concordo: o que tu lês antes não torna melhor ou pior algo que lerás depois. Todavia, se tu acostumar-te com um nível de leitura mais robusta, terás enorme dificuldades de absorver um texto menos consistente. Já aconteceu comigo e tive de fazer um esforço hercúleo para abrir minha mente de forma a conseguir captar a mensagem (boa) que um autor tentava transmitir apesar de sua gramática claudicante (pra não dizer terrível!). Leio de tudo... Como eu... Normal. Mas ele é complicado... Não é só a minha opinião contra ele são diversas...Você também concorda comigo e com o Michel de que ele não é nenhuma das Sete Maravilhas! He, he, he, he! Certo, para que fique bem claro: não, não o acho a Sétima Maravilha da Literatura. Definitivamente, NÃO! Mas, o que não posso aceitar é que ele seja categoricamente excluído do rol dos autores a serem considerados referenciais na Literatura Moderna (mesmo que seja como exemplo cabal de como NÃO ESCREVER ALGO!!!) ainda mais exercendo a influência sobre as massas que ele exerce. Para não deixar nada no ar, eis aqui uma sucinta análise biográfica de nosso controvertido compatriota escritor: O atual “mago” que faturou milhões de dólares explorando o filão do esoterismo despontou na década de 1970 como parceiro do cantor Raul Seixas, sendo autor de letras de canções de sucesso, como “Eu nasci há dez mil anos atrás” (observe o erro de português gritante neste título) e “Gita”, entre outras. De cabelos compridos e acalentando a idéia de uma “sociedade alternativa”, disposto a romper com a caretice e o convencionalismo (nesta época certamente não aspirava a uma vaga na Academia), Paulo Coelho ensaiava seus passos como escritor, lançando “Os Arquivos do Inferno” e o “Manual Prático do Vampirismo”, entre outras produções esparsas que não alcançaram sucesso. Após sofrer prisão e maus tratos na truculência do regime militar, Paulo Coelho trabalha e viaja, compõe para Rita Lee e Elis Regina, aprofundando-se nos caminhos de um esoterismo que já era moda desde fins dos anos 60, com Louis Pawels e Jacques Bergier (autores de “O Despertar dos Magos"), esoterismo este regularmente difundido na revista Planeta. É a mesma época do sucesso de Lobsang Rampa, um pretenso monge tibetano que seduziu o ocidente com livros como A terceira visão e O médico de Lhasa, permanecendo como uma figura controvertida – sábio, para uns, charlatão, para outros. Também Helena Blavatsky e Aleister Crowley (cujas idéias Paulo Coelho e Raul Seixas chegaram a flertar, aqui no Brasil) engrossavam o filão do esoterismo, nos anos 70. Em fins dos anos 80, Paulo Coelho surge como “mago”; após fazer o Caminho de São Tiago de Compostella, uma tradicional e milenar rota de peregrinação mencionada Marguerite Yourcenar em A obra em negro, a história de um alquimista do século XVI. O “mago” lança “O Alquimista”, que alcançou imediato sucesso, seguindo-se “O Diário de Um Mago”, onde relata sua peregrinação e revela uns experimentos místicos, (semelhantes aos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola). Ao longo da década de 1990, surgem: “Brida”, “As Valkírias”, “Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei”, “O Monte Cinco”, ao mesmo tempo em que a mídia dá ampla cobertura (nem sempre elogiosa) de seu trabalho, pois o “mago” permanece na lista dos mais vendidos por tempos e tempos. E viaja mais, deixa-se fotografar com o Papa, com Bill Clinton, com inúmeras outras celebridades, fatura milhões de dólares e tem seus livros traduzidos para dezenas de idiomas. Um estrelato de fazer inveja, afirmando ser capaz de fazer chover e ventar, que sabe a data de sua morte, que faz rituais cabalísticos e pertence a uma ordem iniciática internacional e muito velada, cujos mistérios estaríamos longe de cogitar... Sob o ponto de vista mercadológico, seu talento é incontestável. É lido em Washington e em Teerã, é reverenciado na França e nos demais países da Europa, vendendo cerca de 40 milhões de exemplares. Nosso o mago acalentava a esperança de adentrar a Academia Brasileira de Letras e figurar entre seus luminares, decidiu então fazer uma “literatura de qualidade”, com menos esoterismos e mais densidade, digamos, existencial, ou qualquer coisa que o isente do estereótipo de “mago”, para conferir-lhe o status de “escritor”. Debruçou-se sobre temas complexos e universais, como a morte (“Verônika Decide Morrer”) e o bem e o mal (“O Demônio e a Srta. Prym”), evitando o misticismo e tentando um estilo mais apurado e uma temática mais densa, porém, seus livros já não permanecem mais tanto tempo na lista dos mais vendidos, evidenciando um estranhamento de seu público original a suas novas tendências literárias. Por menos que se aprecie o que ele escreve, deve-se reconhecer: é um homem inteligente, sabedor das “receitas de sucesso” de público, muito viajado e inegavelmente carismático. Sua obra se enquadra num gênero que não pode ser considerado literatura, no sentido específico de arte literária, do mesmo modo que também não se enquadram as obras de Lobsagn Rampa ou os livros psicografados por Chico Xavier. E mesmo isso não isenta tais obras de suas qualidade, apenas não as qualifica como Literatura no sentido legítimo. A “obra” do “mago-escritor” (ou seria “escritor mago?”) pertence a uma categoria à parte, identificada com o consumo das massas e, apesar das pretensões místicas transcendentalóides, jamais sua obra poderia se enquadrar no conceito que Walter Benjamim designou como “a grande obra de arte”. Bem distante se encontra de Guimarães Rosa, Machado de Assis, Monteiro Lobato, Lima Barreto e outros escritores – no lídimo significado deste termo. Poderiam os ingleses considerar Joanne Kathleen Rowling (autora de Harry Potter, como bem sabes) no mesmo patamar das obras de Shakespeare, Bernard Shaw, Tolkien ou James Joyce? Os romances-de-consumo de Sidney Sheldon e Harold Hobes possuem a mesma densidade de Dostoievsky ou Jorge Luís Borges? Após qualificar-se (no entender da ABL) a “Casa de Machado de Assis” abriu-lhe as portas. Se o velho Machado já foi chamado “o bruxo do Cosme Velho”, por que não poderia ter a ABL um “mago” entre seus representantes? (Estou sendo irônico, caso não tenha entendido...) Cá entre nós, uma Academia que rejeitou Lima Barreto, Jorge de Lima e Mário Quintana não pode mesmo ser levada muita a sério, sobretudo quando passamos em revista alguns “imortais” de discutível talento: o general Lira Tavares, o poderoso jornalista Assis Chateubriand, os presidentes Getúlio Vargas e José Sarney (esse então nem se fala: tomou o lugar que seria do nosso querido poeta alegretense! Imperdoável!!!)... Nem é preciso maiores exemplos para se reconhecer a validade das palavras do crítico Agripino Grieco, para quem “a Academia é um sodalício em decadência, em que a sucessão dos defuntos se opera pela admissão de novos defuntos, e dela só poderá sair perfeito um tratado sobre arte culinária”. (É pena Grieco não estar entre nós para comentar a obra de Paulo Coelho!) Uma academia que rejeita o poeta Jorge de Lima ou o Mario Quintana merece bem um “mago” como Paulo Coelho, cujo talento mercadológico excede o pretenso talento literário. Lamentavelmente, muitos brasileiros desavisados pensam que sua obra é uma literatura de alto nível e que a Academia é, de fato, uma confraria de escritores talentosos - escritores no lídimo sentido da palavra. Não é por aí... De qualquer forma, em 25 de Julho de 2002, Paulo Coelho foi eleito para ocupar a cadeira número 21 da “prestigiada” Academia Brasileira de Letras (ABL), Seguem agora alguns dados que consegui acerca de nosso querido “mago” escritor e fenômeno editorial: Paulo Coelho nasceu numa família de classe média e de forte influência católica, no Rio de Janeiro, onde estudou em colégio jesuíta. Contrastando com a forte disciplina que se lhe impõem, torna-se rebelde e, aos dezessete anos, foi duas vezes internado como louco numa clínica psiquiátrica. Ele é hoje um dos 20 escritores vivos mais lidos no mundo, ao lado de sucessos incontestes como Gabriel García Márquez ou Umberto Eco. Entre os autores brasileiros, tornou-se mais conhecido no exterior do que Jorge Amado, Érico Veríssimo, Clarice Lispector e Guimarães Rosa. Também os números a seu respeito denunciam sua força (literária?). Primeiramente, algumas referências brasileiras: - Até 1995, venderam-se aqui quatro milhões de exemplares dos seus livros. E 1 milhão mais em 1996. - Só “O Alquimista”, lançado em 1988, vendeu 1,65 milhão em 6 anos. Em média, 23 mil exemplares vendidos por mês. - A primeira edição de “As Valkírias” (1992) teve uma tiragem de 100 mil exemplares, totalmente vendidos em 3 dias! - A primeira edição de “Às Margens do Rio Piedra Sentei e Chorei” (1994) também foi de 100 mil exemplares. - Em 1996, a primeira edição de “O Monte Cinco” também: 100 mil exemplares. Agora, dados sobre seus êxitos no exterior: - Seus livros já foram publicados em 36 idiomas, por 64 editoras de 59 países. E com sucesso. Chegaram aos primeiros lugares de venda no Canadá, na Bélgica, no México, na Argentina, na França, Espanha e Portugal. Há uma boa performance também em países tão diferentes como Colômbia, Noruega, Inglaterra, Marrocos e Coréia do Sul. - Lançado em Tóquio, por exemplo, “O Alquimista” chegou ao oitavo lugar entre os mais vendidos em menos de dois meses. - Outro exemplo de sua força: a primeira edição italiana de “Às Margens do Rio Piedra Sentei e Chorei” teve 100 mil exemplares. - Até 1995, na França, foram vendidos dos seus livros então traduzidos mais de 500 mil exemplares. Mas com “O Alquimista” houve um salto. Só este livro, lá, de 1994 a 1996, teve 1,5 milhão de exemplares vendidos. Tudo somado: até o primeiro semestre de 1997, seus livros venderam mais de 14 milhões exemplares no mundo inteiro, dos quais 6 milhões foram de “O Alquimista”. Como escritor, tem ocupado, sistematicamente, as primeiras posições no ranking dos livros mais vendidos no mundo. Já atingiu a marca de mais de 65 milhões de livros; sendo o autor mais vendido em língua portuguesa de todos os tempos, ultrapassando até mesmo Jorge Amado (cujas vendas somam 54 milhões de livros). Em 2002 foi eleito para ocupar a cadeira número 21 da Academia Brasileira de Letras cujo patrono é Joaquim Serra (1888-1838). Seu trabalho está traduzido para 61 idiomas, e editado em mais de 150 países. PAULO COELHO é: • membro do Board do Instituto Shimon Peres Para a Paz • Conselheiro Especial da UNESCO para "Diálogos Interculturais e convergências espirituais" • membro da diretoria da Schwab Foundation for Social Entrepreneurship • membro da Academia Brasileira de Letras Principais prêmios e condecorações: • · "Grand Prix Litteraire Elle" (France/95) • · "Knight of Arts and Letters" (France 96) • · "Flaiano International Award" (Italy 96) • · "Super Grinzane Cavour Book Award" (Italy 96) • · "Golden Book" (Yugoslavia 95, 96, 97, 98) • · Finalist for the "International IMPAC Literary Award" (Ireland, 97) • · "Comendador de Ordem do Rio Branco" (Brasil 1998) • · "Crystal Award" World Economic Forum (99) • · "Golden Medal of Galicia" (Spain, 99) • · "Chevalier de L Ordre National de la Legion d Honneur" (França 2000) • · "Crystal Mirror Award" (Poland 2000) • · Premio Fregene de Literatura (Itália, 2001) • · Premio Bambi de Personalidade Cultural do Ano (Alemanha, 2001) • · Oficial de Artes e Letras (França, 2003) Destaque. Paulo Coelho entrou para o “Guinness Book of Records” como o autor que mais assinou livros em edições diferentes (dia 9 de Outubro 2003, Feira do Livro de Frankfurt). Devo alertar, entretanto para o detalhe de que os números mascaram um fato dificilmente lembrado: quando mais pessoas, menos critério. Basta lembrarmos das músicas que fazem sucesso e cujos CD’s vendem milhões. Não se esqueça, meu amigo, forjar um conceito sem ter conhecimento prévio é pré-conceito! Não estou dando asilo ao Coelho (não ampararia sequer o Pernalonga, que dirá esse daí!), mas salvaguardando direito ao Conhecimento. Nas imortais palavras de Voltaire, o grande filósofo da Revolução Francesa que perdeu a cabeça: “Não concordo com vossa opinião, todavia, defenderei até a morte o vosso direito de proferi-la!”. Acabou de me dar aval para criticá-lo... À vontade, estou aqui pra isso! É a minha opinião, a defendo até a morte e não quero que você deixe de defender a sua não. Quero que todas as pessoas tenham opiniões, as mais diversificadas possíveis, porque é assim que o conhecimento será difundido. O conhecimento através dos debates das pessoas de opinião! Todos têm que pensar com a própria cabeça e nunca aceitar algo “mastigado” temos que ter senso critico das coisas, todos nos! Mais uma vez sou obrigado a concordar integral e completamente contigo, como disse antes: em número, gênero, grau, grau e em qualquer escala!
E cuidado com um dos MIMES mais pegajosos que existe: “Paulo Coelho é um escritor ruim e só faz livro pra retardado!” Lembre-se como falavam mal de incontáveis artistas e escritores do passado e que hoje são referências para todos os que dão trabalho aos dois neurônios que funcionam! ATENÇÃO: não estou comparando qualidades literárias, estou aventando hipóteses de reconhecimento tardio! E consideração por parte do grande público não implica necessariamente em qualidade de conteúdo (não importando a forma), lembre-se: “Toda a unanimidade.... NÃO, eu o li e não me agradei, respeito quem gostou do cara, mérito dele, gosto é gosto e isso não se discute, mas suas histórias não fazem a MINHA cabeça, só isso, Estais 100% certo caríssimo amigo. E repito o que disse antes: gosto e qualidade são critérios totalmente diversos! Ninguém é obrigado a gostar ou desgostar de algo porque aquilo é bom ou ruim. Vai do critério estritamente pessoal de cada um! Ou agora você vai me obrigar a gostar ou reconhece-lo daqui a algum tempo?!?!? NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃAÕOOOOOOOOO!!!!!!!!
Longe de mim semelhante absurdo! Mas não podemos esquecer que ele foi parceiro do Raul em inúmeras composições de sucesso! Como sempre digo: não há nada que não tenha um lado positivo, é só manter os olhos e a mente abertos. Viu só: até tu encontrou algo de bom no velho “mago”!!! Sensacional!!! De qualquer forma, ele carrega consigo a inegável glória de haver tentado, dado a cara à tapa, feito sucesso e ajudado a divulgar a leitura. Se a qualidade do texto dele é intelectualmente suspeita (eufemismo puro) não vêm ao caso, ao menos não para nós que temos acesso a livros e revistas de conteúdos deveras mais robustos! A nós ele não nos serve, porém, pense nos outros, que não tiveram o nosso aprendizado, oportunidades e a vontade de saber mais e mais e mais! Um Paulo Coelho já está de bom tamanho para eles, quem sabe dali ele partem para um Gabriel Garcia Márques, um Julio Cortazar ou Jorge Luis Borges? Será? Concordo que a vontade e a curiosidade podem levar a pessoa a ampliar seus horizontes... Sei lá, mas o que você propõem é um pulo muito grande de qualidade... Mas que utopia, heim? Tu sonhas com igualdade de divulgação entre blockbusters e alternativos, igualdade de oportunidades para os menos favorecidos pela mídia e vêm falar que eu sou utopista? Dá um tempo, Diego!!!! “E aí viveram todos felizes para sempre...” Só faltou isso... Dãããããããã!!!!!! Esqueceu o Machado de Assis, o melhor de todos disparado... Que lástima! Não esqueci não, é que ele já foi citado que chegue, resolvi dar crédito a outros...
Vale recordar: antes de ler o “Príncipe” (de Maquiavel), lê-se primeiro “O Pequeno Príncipe” (de Antoine de Saint-Exupéry).Fora Lex Luthor, nenhuma outra criança fez tais leituras em ordem contrária... NÃO faz isso... Não compara o Paulo coelho com o Saint, bah, não faz isso, diz que entendi errado, pelo amor de deus! Você citou dois excelentes escritores... Nenhum deles tem nada de Paulo Coelho!
Entendeu errado, sim, seu esperto! De novo!!! Como sempre!!!! Mais uma vez meus eufemismos e metáforas foram mal interpretados. Não estava comparando o “mago” aos dois autores supracitados, mas mostrando que naturalmente o ser humano evolui em seus gostos literários, tornando-se progressivamente mais exigente. Para que fique claro: não estou desconsiderando Antoine de Saint-Exupéry, muito pelo contrário, até porque já li livros dele, mas destacando que se ele for lido durante a infância será muito mais adequadamente absorvido do que se o for na idade adulta, da mesma forma o livro de Maquiavel será muito melhor apreciado por um adulto já devidamente formado na escola da vida... E, sim, nenhum dos dois tem nada de Paulo Coelho, evidentemente.
Mas não esqueça: outros (inclusive intelectuais) poderiam fazer escolhas que tua acharia deveras maçante ou até mesmo intelectualmente intragáveis. É muito fácil crer que apenas as nossas escolhas estão corretas. Procure manter a mente aberta, os olhos argutos e os ouvidos atentos.
Só o que faltava... O cara encerra querendo dar lição de moral... Maldita hora que fui criticar o teu ídolo pós-moderno: o senhor Paulo Coelho... He, he, he! Não era lição do de moral, até porque não estou aqui pra isso, mas é interessante notar que não fazem muitas linhas atrás, tu criticavas filmes que não te transmitiam nada e agora, no desfecho de uma lauta retórica que teve como princípio a crítica a um filme que tu crês ser desprovido de conteúdo, condenas que eu faça uma observação pertinente não a ti, mas a todo e qualquer espectador/leitor que se diga “ser pensante”. Irônico, não? Quanto a ser meu ídolo, equivocastes-te feio! Não tenho ídolos, ao menos não entre os vivos, e muito menos na concepção “popular” de figura humana a ser venerada, idolatrada e seguida de modo inquestionável (e dogmático!)...
Sim, meu amigo; concordo com o que você disse sim, temos que ter sempre a mente aberta e tal, claro que sim, como disse leio de tudo, gosto de muita coisa diversos autores, dos mais malucos aos mais conservadores, mas nem por isso vou deixar de falar de quem gostou ou não quando for questionado, não concorda? Concordo plenamente. A literatura é fascinante, adoro de tudo desde filosofia a ficção, sei lá, mas continuo dizendo que os mais instigantes, os que fazem o cara pensar estão mofando nas prateleiras das livrarias de livros usados em POA! Ou disse alguma mentira? Não e concordo contigo, porém em parte, pois devo acrescentar que nem todos os autores instigantes vendem pouco e nem vou me dar ao trabalho de citá-los (ia ser outra lista enorme, porém, é claro, não são bestsellers obviamente!), pois tu sabes bem dos quais estou falando. Por algum acaso alguém ai conhece Mario Ferreira dos santos? É um filosofo gaúcho, se não me engano, muito bom por sinal ele tentou divulgar a filosofia editando livros do próprio bolso e fazendo propaganda de porta em porta.... Mas isso é outra história!! Ouvi falar, mas para quem ler isto e não entender do(e) que(m) se trata, transcrevo abaixo um Trecho da introdução de Olavo de Carvalho (Observação: para quem não sabe, Olavo de Carvalho é um filósofo de Direita que costuma assinar artigos para o jornal Zero Hora - entre outros.) ao livro "Sabedoria das Eternas Leis" de Mário Ferreira reeditado pela Editora Realizações:
http://www.erealizacoes.com.br/ Por quanto tempo ainda conseguirá a aliança entre a displicência, a inépcia e o invejoso desdém manter estendida a rede de sombras que, desde a morte do maior dos nossos filósofos, caiu sobre a sua obra luminosa? Por quanto tempo ainda durará o reinado dos momos filosóficos, cujo ruidoso carnaval abafa o discurso da mais alta inteligência? Na esperança de que esse reinado esteja perto do fim, apresento aqui a obra magnífica que desenterrei dos inéditos legados por Mário Ferreira dos Santos, e à qual dei, atendendo a honroso pedido da filha do autor, a preparação textual melhor que pude, fazendo-a acompanhar desta Introdução para guiamento do leitor.Nas páginas que se seguem, não intento um resumo ou análise do pensamento filosófico de Mário Ferreira dos Santos, matéria para estudo de maior fôlego, mas delineio apenas um rápido perfil biográfico do autor, um esquema da estrutura da obra cíclica em que este livro se insere - a Enciclopédia das Ciências Filosóficas - e um breve relato dos trabalhos editoriais desenvolvidos para a publicação destas Leis Eternas. Bem sei que discernir numa montanha de textos os lineamentos de uma estrutura interna global é já interpretar, e muito. É pelo menos remover o principal obstáculo no caminho de uma interpretação, sobretudo no caso de uma obra de dimensões oceânicas, em que mesmo leitores habilitados não souberam enxergar senão um caos movente e inabarcável. Mas, se aqui entro na investigação dessa estrutura, não é bem na posição de intérprete filosófico, ao menos por enquanto, e sim apenas na de introdutor propriamente dito, para que não se perca o leitor entre as colunatas e corredores do maior templo filosófico já erigido em língua portuguesa. Estas páginas têm, portanto, um sentido exclusivamente prático e utilitário, sem a ambição de ser um estudo filosófico, que não obstante elas preparam e anunciam, no intuito sincero de que a promessa bem-intencionada não se substitua ao cumprimento do dever.
MÁRIO FERREIRA DOS SANTOS Mário [Dias] Ferreira dos Santos nasceu em Tietê, Estado de São Paulo, no dia 3 de janeiro de 1907, às 13h20, filho de Francisco Dias Ferreira dos Santos e de Maria do Carmo Santos.Seu pai, português de nascimento, descendia de uma família de advogados e juristas, mas seguiu carreira de artista e se notabilizou como um dos pioneiros do cinema, tendo produzido e dirigido dezenas de filmes, incluindo O Crime dos Banhados, reconhecido como o primeiro longa-metragem da filmografia mundial. Mário, quando menino, participou como ator de alguns filmes do pai.Casado com uma senhora muito católica, Francisco Santos era ateu e maçom. Mário contaria a seus filhos que o contraste entre as crenças do pai e da mãe foi um dos primeiros motivos de espanto que despertaram prematuramente sua inquietação filosófica. Apesar de suas convicções, Francisco Santos era grande admirador da educação jesuítica, motivo pelo qual, após instalar-se com a família em Pelotas, Rio Grande do Sul, matriculou o filho no Ginásio Gonzaga (hoje em dia dirigido por padres maristas).Mário Ferreira dos Santos sempre se considerou devedor dos jesuítas, dos quais recebeu as primeiras noções de filosofia e a formação religiosa a que permaneceria fiel, apesar de crises temporárias, até o último dia. Deveu a eles algo mais: sentindo despertar em si o que supôs ser uma vocação clerical, foi orientado pelos mestres a que buscasse noutra direção o rumo da sua vida.Em 1925, ingressou na Faculdade de Direito de Porto Alegre, estreando como advogado em 1928, com sucesso, antes mesmo de formar-se. No ano mesmo em que se bacharelou em Direito e Ciências Sociais, 1930, abandonou a profissão para trabalhar na empresa de produções cinematográficas de seu pai. Simultaneamente, dirigia o jornal gaúcho A Opinião Pública. Como jornalista, apoiou ativamente a Revolução de 1930, mas não tardou a criticar certos atos do novo governo revolucionário, sendo por isto preso e obrigado a afastar-se da direção do jornal. Ainda em Porto Alegre, trabalhou no Diário de Notícias, no Correio do Povo e em algumas revistas. Como comentarista político, escreveu mais de uma centena de artigos sobre a II Guerra Mundial, alguns deles depois reunidos em livros. De 1943 a 1944, fez várias traduções para a Editora Globo, entre as quais Os Pensamentos, de Blaise Pascal, Diário Íntimo, de Amiel, A Fisiologia do Casamento, de Balzac, e Vontade de Potência, de Nietzsche.Nietzsche foi uma influência marcante na formação do nosso filósofo, que depois traduziu ainda - sempre diretamente do original alemão - Aurora, Além do Bem e do Mal e Assim Falava Zaratustra, este último acompanhado de comentários minuciosos que, analisando o simbolismo da obra, constituem até hoje um dos mais valiosos itens na bibliografia dos estudos nietzschianos. Ainda sobre Nietzsche, Mário Ferreira escreveu um longo ensaio, O Homem Que Nasceu Póstumo, no qual, tomando a palavra em nome do filósofo-poeta, o defende contra seus detratores. Datam desse período; vários outros ensaios de tema filosófico - mas de tratamento antes literário -, em que vemos pouco a pouco se delinear alguns dos temas básicos da preocupação do autor. Encontrando dificuldade para publicá-los, Mário Ferreira tornou-se seu próprio editor, obtendo notável sucesso de livraria com obras publicadas sob uma estonteante variedade de pseudônimos. Daí por diante, ele não deixaria mais a atividade editorial, fundando várias empresas; as principais foram a Livraria e Editora Logos S.A. e a Editora Matese Ltda., ambas de São Paulo, pelas quais publicou - imprimindo-os em gráfica própria -não apenas os seus livros, mas uma infinidade de traduções de obras clássicas, bem como enciclopédias, dicionários e antologias de toda sorte. Na década de 1950, mudou-se para a capital paulista, onde, enquanto prosseguia sua atividade editorial, dirigia quatro cinemas, ao mesmo tempo em que dava cursos e conferências, escrevia para jornais e revistas e ainda ia redigindo, em velocidade crescente com o decorrer dos anos, a sua obra filosófica. Homem de atividade vulcânica - típico colérico da tipologia de Le Senne - e dotado de gênio empresarial, Mário foi o introdutor, no Brasil, do sistema de livros a crédito, vendidos de porta em porta. Fez enorme sucesso, ainda aumentado pela repercussão de seu Curso de Oratória e Retórica, freqüentado por políticos, empresários e intelectuais de renome, e que, publicado em livro, vendeu nada menos que onze edições. Nos intervalos, dirigia um Curso de Filosofia por Correspondência, corrigindo pessoalmente as lições enviadas por centenas de alunos e ainda encontrando tempo para atuar como conselheiro de pessoas aflitas que recorriam freqüentemente ao auxílio de sua sabedoria. Esta última atividade inspirou-lhe dois livros que ainda estão entre os mais interessantes no gênero auto-ajuda: Curso de Integração Pessoal e Convite à Psicologia Prática. De 1952 em diante, entregou-se com paixão avassaladora à construção de sua obra filosófica magna: a Enciclopédia das Ciências Filosóficas, cinco dezenas de volumes cuja maior parte chegou a ser publicada em vida do autor, restando, porém inéditos alguns textos fundamentais, dos quais o presente volume inicia a publicação ordenada. Mário Ferreira dos Santos jamais ocupou um cargo público ou uma cátedra universitária. Nem procurou fazê-lo, ele que pautou sua vida por uma independência feroz e que mostrou sua capacidade de vencer sozinho os obstáculos ante os quais tremeram gerações inteiras. Sua única passagem pelo corpo docente de uma universidade deu-se no último ano de sua vida, quando, por insistência de um admirador e amigo, o filósofo letoniano radicado no Brasil pe. Stanislavs Ladusãns, s.j., Mário consentiu em dar algumas aulas na Faculdade de Filosofia N.SRA. Medianeira, dos padres jesuítas, encerrando, portanto, sua vida de estudioso, tal como a iniciara, entre os soldados de Cristo. As aulas duraram apenas umas poucas semanas. Mário já estava muito mal de saúde, com graves problemas cardíacos, agravados pelo excesso de trabalho e pela imensa tristeza do filósofo ante o avanço do poder militar que dominava o Brasil; e a direção da escola, prevendo o pior, mandou instalar, ao lado da sala de aula, um balão de oxigênio para alguma emergência. Mário não morreu na cátedra, mas em casa, cercado de seus entes queridos - sua esposa Yolanda, suas filhas Yolanda e Nadiejda, seus genros Fernando e Wilmar: os únicos verdadeiros aliados e colaboradores que tivera numa vida de batalhas e construções. Sentindo aproximar-se o instante derradeiro, o filósofo pediu que os familiares o erguessem. Morrer deitado, afirmou, era indigno de um homem. Morreu de pé, recitando as palavras do Pai-Nosso.
Meu querido amigo; adorei a brincadeira, mas parei por aqui, os próximos posts serão mais curtos... Que pena, agora que estava ficando bom! Só você mesmo para me fazer escrever esse mundo de coisas... Obrigado, estou aqui para isso mesmo! Acho que só você e o Michel irão ler… Discordo e logo tu perceberás que tenho razão ao menos nesse ponto. He, he, he!! Adorei mesmo você é um amigão um dos melhores e dos mais inteligentes. Agradeço o reconhecimento e como sempre digo: morcegos aparentam serem cegos, mas sempre reconhecem um ao outro, nunca colidem, voam em harmonia preenchendo o céu noturno e levando espanto ao populacho! E como adoro desafios resolvi responder, E foi muitíssimo bem-vindo!

E respondeu à altura, elevando ainda mais os patamares deste nobre espaço blogano! Não sei se foi a altura porque você é o "senhor das palavras e dos eufemismos", Maneira polida de dizer “pedante”, mas tudo bem; sei que sou assim mesmo... mas espero que esteja ao menos a altura do blog! He, he, he! E como! Extrapolou todas as expectativas! Matou a cobra e mostrou o pau!
O P S ! ! ! Michel, obrigado pelo que escreveu sobre o outro post que coloquei... as suas idéias também são muito boas e gostei do que você escreveu para ele.. Conseguiu tirar o cara do sério... He, he, he! Não vejo a hora da sua resposta fico no aguardo!!! Abraços! Meu amigo Diego é com absoluta certeza uma das 12 pessoas mais inteligentes que já tive a oportunidade de manter relações em toda a minha existência: instigante, impertinente, irônico, mordaz, curioso, perceptivo e sagaz. Aguardo ansiosamente pelo nosso próximo duelo mental. Abraços a todos!
Até.

Notícia completa H.P in T.N.Y.T.

Meu amigo Diego deixou-me um comentário que não poderia ficar sem resposta, tanto que resolvi respodê-lo diretamente através de um post.
Ele merece!
Suas palavras foram:
tres coisas: primeira..estava eu lendo a zero hora de segunda e me deparei com uma pesquisa muito interessante: "EFEITO HARRY POTTER" SOME COM O TEMPO. Ué? Vives malhando a Zero Hora como veículo de propaganda dos supostos interesses escusos da RBS-TV, como é que tu tomas o dito "pasquim governamental" como tábua de apoio argumentativa? Que eu fizesse isso, tudo bem, afinal, costumam dizer que eu não tenho critério mesmo... Mas tu, Diego? Logo tu? Estou pasmo! Todavia, vamos adiante.
o estimulo a leitura produzido pela saga de livros H.P. nas crianças desaparece com o passar dos anos, segundo um estudo do governo americano (esse que você tanto ama) Aponte-me e cite textualmente onde neste blog afirmei tal afeição pelo governo americano.
divulgado na semana passada. De acordo com os dados da avaliaçao Nacional de Progresso Educacional, em 1998 somente 43% dos estudantes da quarta série admitiam q liam por prazer, e o número baixava p 19% entre os alunos da oitava série. Os resultados correspondem ao ano em q foi publicado o primeiro livro da série. Sete anos depois, em 2005, os índices se mantêm invariáveis. De acordo com especialistas, ainda que a escritora escocesa J.K.Rowling tenha vendido 121 milhoes de exemplares até agora nos EUA, a época de auge da leitura entre os jovens é passageira. Com a adolescência, ganham preferência a vontade de socializar, o videgame e a tv, q passam a concentrar as atençoes. -"a menos que o adulto coloque o próximo livro nas mãos do jovem, não creio que o efeito H.P. seja suficiente" - assegura Nacie Atwell, autora de trabalhos sobre educação infantil e juvenil. PROVADO QUE ELE NÃO CRIARÁ UMA GAMA DE JOVENS LEITORES E AINDA MAIS QUE SEJAM AS PORTAS PARA A LEITURA DE "MELHORES" OBRAS.... quis botar uma reportagem só para contestar o tao amado H.P do sid...que se bem me lembro queria uma estátua para a autora...mas tudo bem! Excelente, meu amigo Diego! Congratulações! Superastes-te! Em mais um ledo engano, pois ao invés de contestar-me deste-me tão somente mais argumentos para solidificar minha já tão balizada opinião! Não que esteja questionando a matéria. De fato, ela existe. É vero! Porém, aparentemente pinçaste nela apenas os pontos que ti interessavam e silogisticamente os usastes para defender tua causa! Tudo bem, é compreensível, sempre foste do tipo que não fosta de perder, não seria agora que irias mudar, não é mesmo? Não se ofenda, nesse ponto somos iguais, a diferença é que minhas armas são mais... Completas... O artigo que citaste apenas em partes eu o relato agora na íntegra para que todos os leitores deste inspirado Blog leiam e opinem:
The New York Times - Quarta, 11 de julho de 2007, 12h16 Potter teria pouco efeito sobre hábitos de leitura
por Motoko Rich
De todos os poderes mágicos atribuídos a Harry Potter, talvez nenhum tenha encanto superior à sua suposta capacidade de alterar os hábitos de leitura das crianças e jovens. Muitos parentes, professores, bibliotecários e livreiros atribuem à imensamente popular série de romances de J. K. Rowling o poder quase mitológico de inspirar a toda uma geração de crianças o gosto pela leitura como lazer, em um mundo dominado pelos serviços de mensagens instantâneas e pelos downloads de música. E o mito é verdade, para muitas crianças. Mas, em uma reviravolta que parece espelhar a complicada trama dos romances, a verdade sobre Harry Potter e a leitura não é uma história de sucesso assim tão simples. De fato, à medida que a série de aproxima de seu muito lastimado fim, estatísticas federais americanas demonstram que a porcentagem de crianças e jovens que lêem por diversão continua a cair significativamente à medida que a idade das crianças aumenta, em ritmo quase exatamente igual ao que existia antes que Harry Potter chegasse ao mercado. Não resta dúvida de que os romances foram uma sensação editorial. Nos 10 anos desde o primeiro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, a série vendeu 325 milhões de cópias em todo o mundo, 121,5 milhões delas nos Estados Unidos. Antes de Harry Potter, ninguém via crianças formando filas para comprar um reles livro. As crianças que anteriormente liam livros de capítulos curtos subitamente passaram a devorar mais de 700 páginas em questão de dias. A Scholastic, editora responsável pela série nos Estados Unidos, planeja uma tiragem de 12 milhões de exemplares para Harry Potter e as Relíquias da Morte, o muito aguardado sétimo - e último - volume da série, que começará a ser vendida à 0h01min do dia 21 de julho. Mas alguns pesquisadores e educadores dizem que a série, em última análise, não convenceu as crianças a abandonar os GameBoys e trocá-los por livros. Algumas crianças começaram a se intimidar com o tamanho dos romances (Pedra Filosofal tinha 309 páginas; Relíquias da Morte terá 784). Outros dizem que Harry Potter não tem ressonância tão forte quanto títulos que refletem mais suas vidas cotidianas. "A mania de Harry Potter foi muito positiva para as crianças", disse Dana Gioia, presidente da Fundação Nacional das Artes norte-americana, que estudou estatísticas públicas e privadas segundo as quais as crianças passam a ler cada vez menos à medida que envelhecem. "Convenceu milhões de crianças a ler uma série de livros longos e razoavelmente complexos. O problema é que um romance de Harry Potter a cada dois ou três anos não basta para reverter o declínio da leitura como hábito". Os educadores concordam em que a série não é suficiente para reverter tendências históricas. "A menos que haja uma estrutura de apoio às crianças - um adulto entusiástico que diga 'ei, aqui está seu novo livro' -, isso não vai acontecer", disse Nancie Atwell, professora que escreveu um livro sobre a leitura infantil. "E, em número excessivo de salas de aula nos Estados Unidos, não é isso que está acontecendo". Os jovens se sentem menos inclinados a ler por prazer quando chegam à adolescência, e os motivos variam, dizem educadores. Alguns deles são tendências já antigas (as crianças se tornam mais ativas socialmente à medida que crescem, passam mais tempo lendo para a escola ou simplesmente encontram fontes de diversão não literárias) e outros surgiram mais recentemente (a gama cada vez mais ampla de aparelhos eletrônicos que competem por sua atenção, de iPods a consoles Wii). O que os pais e outros observadores esperavam é que o fenomenal sucesso da série Harry Potter compensasse e revertesse essas tendências, e talvez criasse toda uma geração de pessoas apegadas à leitura pelo resto da vida. "Quem tem filhos ou netos percebe a intensificação da disputa pelo tempo deles quando chegam à adolescência, e a dificuldade que os livros parecem ter para concorrer de maneira efetiva", disse Gioia. Milhares de crianças de fato usaram os livros de Potter como ponto de partida para outras empreitadas de leitura como lazer. Mas muitas outras abandonaram o hábito. Avram Leierwood, 15 anos, começou a ler os livros de Harry Potter aos sete anos, em companhia de sua mãe, Mina. Ele costumava lê-los em voz alta. "Nós nos acomodávamos na casa da árvore em nosso quintal e nos revezávamos lendo", ele relembra. Mas embora sua mãe tenha continuado fã ávida da série, Avram hoje não liga mais para os livros. Quando Relíquias da Morte for lançado, ele estará em uma excursão de canoa. No que tange à leitura, diz, "não me resta mais muito tempo para isso. Prefiro ficar com meus amigos, conversar, ir ao cinema, ou ao parque para jogar frisbee". Mas criar um hábito de leitura é luta constante com as opções de entretenimento que saturam o ambiente infantil. Em uma aula recente de inglês em uma escola de Boston, Aaron Forde, 12 anos, disse que adorava jogar futebol, basquete e futebol americano. Além disso, passa horas ao dia conversando com amigos no MySpace.com. Forde leu os três primeiros livros de Harry Potter, mas diz que não se interessa muito pelos demais. "Não gosto tanto assim de ler", afirmou. "Há coisas melhores a fazer". Neema Avashia, professora de inglês de Forde, disse que era incomum que os livros de Potter convencessem leitores relutantes a optar pelos livros como diversão. Ela diz que tenta oferecer livros que reflitam as origens de seus alunos, "e Harry Potter não o faz". Ela aponta que 85% de seus alunos não são caucasianos, e em Harry Potter poucos personagens pertencem a minorias raciais. Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME The New York Times Êi-lo em todo o seu esplendor. Agora vamos destrinchá-lo como a um suculento pernil!
a porcentagem de crianças e jovens que lêem por diversão continua a cair significativamente à medida que a idade das crianças aumenta, em ritmo quase exatamente igual ao que existia antes que Harry Potter chegasse ao mercado. Pensemos com lógica, por que isso ocorre? Crianças crescem, seus interesses mudam. É uma verdade universal e inquestionável. Quando o primeiro livro de Potter chegou às livrarias seus leitores potenciais eram crianças (óbvio), mas assim como os personagens nos livros da mesma série, seus leitores cresceram (paralelamente os interesses dos personagens idem) e seus gostos evoluiram ou involuiram. Óbvio que uma grande parcela dos leitores diminuiria INDEPENDENTE DO TEREM LIDO POTTER OU NÃO! E ela é bem taxativa "em ritmo quase exatamente igual ao que existia antes": o problema não é o que as crianças lêem, mas o fato de que elas NÃO ESTÃO LENDO independente do que seja!
Mas alguns pesquisadores e educadores dizem que a série, em última análise, não convenceu as crianças a abandonar os GameBoys e trocá-los por livros Enfim chegamos ao cerne da questão: a PREGUIÇA MENTAL! Eis o real motivo de tudo! Todo o resto é firula! Duvida? Acompanhe meu raciocínio: o que é mais fácil: ler (atitude ativa) ou assistir TV (atividade passiva)? O que é mais "mole": gameboy (tudo prontinho para absorção imediata) ou livro-jogo (cuja interação é essencial ao aproveitamento)? Algumas crianças começaram a se intimidar com o tamanho dos romances Preguiça mental, novamente! Muitas páginas = muito "trabalho".
Outros dizem que Harry Potter não tem ressonância tão forte quanto títulos que refletem mais suas vidas cotidianas. Isso é até plausível, muito embora discutível, se levarmos em conta a motivação escapista da Literatura (em especial no que tange a Harry Potter). Veja bem, quem aspira ausentar-se alguns momentos desta cruel realidade; com certeza, buscará mundos diferentes daquele que o cerca e não um mergulho em seu já tão trivial cotidiano...
"A mania de Harry Potter foi muito positiva para as crianças", disse Dana Gioia, presidente da Fundação Nacional das Artes norte-americana, que estudou estatísticas públicas e privadas segundo as quais as crianças passam a ler cada vez menos à medida que envelhecem. Preguiça mental, uma vez mais: mais velhos mais preguiçosos.
Em nada até agora vi desmerecer a obra ou sua capacidade de levar o interesse da leitura aos leitores mirins, o que vejo claramente é uma tendência histórica de DESINTERESSE PELA LEITURA, algo que COM A MAIS ABSOLUTA CERTEZA somente exacerbará com as críticas insensatas aos livros mais queridos de um público já tão minguado em seus interesses literários. Não é um livro ou uma série deles que fará despertar o interesse do público infante, mas o incentivo, o apoio, o interesse de pais, professores, mentores, conselheiros, pedagogos e qualquer um que dirija uma palavra a uma criança! E dirigindo uma palavra de incentivo e não uma crítica preconceituosa e sectarista! Colocando grosso modo: um garotinho sentir-se-á mais aceito entre seus iguais se tanto ele como seus amiguinhos não forem constrangidos por uma crítica despeitada e recalcada de um establishment literário que só malha e nada tem a oferecer de bom em troca!: "Ah, ninguém gosta do Potter, então não leio mais, vou jogar meu gameboy!" Pronto, eis o que conseguiste com palavras ferinas ao único REAL interesse literário infanto-juvenil EM DÉCADAS! Valeu, mesmo! Tudo de bom!
Antes que meu amigo caia de pau em cima de minha despreocupada cabeça, digo em tempo: estou referindo-me aos críticos detratores em geral e não a vossa pessoa, fui claro? Adiante.
"Convenceu milhões de crianças a ler uma série de livros longos e razoavelmente complexos Interessante: uma avaliação literária POSITIVA de alguém que teria TODAS as razões do mundo para sonegar semelhante parecer. E mesmo assim, ela foi justa. Eis alguém de REALMENTE merece ser parabenizada publicamente!
O problema é que um romance de Harry Potter a cada dois ou três anos não basta para reverter o declínio da leitura como hábito". Concordo, uma vez mais! 100% correta em sua avaliação! Talvez o problema tenha sido o excesso de ambição da autora ao querer construir uma mega-saga e com isso terminou por afastar-se de seu público-alvo. De todo modo, é só parte do problema, não sua raiz: O DECLÍNIO DO HÁBITO DE LEITURA! O que teria levado a isso? Pensemos: em uma sociedade moderna como a nossa; repleta de comodidades e formas ultrafacilitadas de entretenimento qual é sempre a escolha mais óbvia: a mais fácil, a mais confortável, a mais cômoda, em suma; a mais preguiçosa! Alguém aí pensou em algo como PREGUIÇA MENTAL?
Os educadores concordam em que a série não é suficiente para reverter tendências históricas. De preguiça mental...
"A menos que haja uma estrutura de apoio às crianças - um adulto entusiástico que diga 'ei, aqui está seu novo livro' -, isso não vai acontecer", Evidente: se os pais dessas mesmas crianças só vão até uma livraria com seus filhos quando estes os empurram para elas a fim de comprar o último livro de Harry Potter e levantam as mãos aos céus quando o filho "enjoa logo daqueles livros chatos" para não mais terem de peregrinar de seus confortáveis sofás em frente à TV a cabo (abastecida a pizza de tele-entrega) a alguma bookstore, não espera-se que tais infantes desenvolvam consistentes apetites literários... Preguiça mental dos pais.
disse Nancie Atwell, professora que escreveu um livro sobre a leitura infantil. "E, em número excessivo de salas de aula nos Estados Unidos, não é isso que está acontecendo". Bem, aí chegamos ao ponto nevrálgico da questão: preguiça mental dos educadores. Quando a DISLEXIA MENTAL e o DÉFICIT DE ATENÇÃO (burrice) chegam a contaminar o magistério, bem, sabemos o que isso significa... É o Fim dos Dias!
Os jovens se sentem menos inclinados a ler por prazer quando chegam à adolescência, e os motivos variam, dizem educadores.
Na adolescência NADA é capaz de competir com os hormônios! Nada!
Nenhum livro suplanta o sexo (a menos que seja um livro COM sexo, é obvio, e mesmo assim...)!
Alguns deles já são tendências antigas (as crianças se tornam mais ativas socialmente à medida que crescem, passam mais tempo lendo para a escola ou simplesmente encontram fontes de diversão não literárias) e outros surgiram mais recentemente (a gama cada vez mais ampla de aparelhos eletrônicos que competem por sua atenção, de iPods a consoles Wii). Preciso repetir? PREGUIÇA MENTAL!
Mais uma vez é a modernidade servindo ao emburrecimento social!
O que os pais e outros observadores esperavam é que o fenomenal sucesso da série Harry Potter compensasse e revertesse essa tendência, e talvez criasse toda uma geração de pessoas apegadas à leitura pelo resto da vida. Vai sonhando! Isso daí não tem magia em Hogwarts que faça! Eles não queriam um livro.
Queriam um milagre! Aí também já é demais!
"Quem tem filhos ou netos percebe a intensificação da disputa pelo tempo deles quando chegam à adolescência, e a dificuldade que os livros parecem ter para concorrer de maneira efetiva", disse Gioia. Como disse antes: nenhum livro suplanta o sexo!
Milhares de crianças de fato usaram os livros de Potter como ponto de partida para outras empreitadas de leitura como lazer. Mas muitas outras abandonaram o hábito. Eis a confirmação cabal de tudo o que escrevi em meus posts anteriores (o mais irônico de tudo: em uma matéria sugerida pelo próprio Diego! Isso sim é justiça poética!), é uma síntese do que escrevi tempos atrás neste Blog!
Prefiro ficar com meus amigos, conversar, ir ao cinema, ou ao parque para jogar frisbee". Ele prefere jogar frisbee no parque a ler. Humm, acho que não entendi, deixe-me repetir: Prefiro – ir – ao – parque - para - jogar - frisbee". Eu não creio que li isso! Não é possível semelhante ato de boçalidade estúpida gratuita, recuso-me a crer nisso! Não é possível, não possível, não possível, não possível, não possível, não possível, não possível!!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRGHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mas criar um hábito de leitura é luta constante com as opções de entretenimento que saturam o ambiente infantil. Confirma mais uma vez minhas conclusões anteriores... Em uma aula recente de inglês em uma escola de Boston, Aaron Forde, 12 anos, disse que adorava jogar futebol, basquete e futebol americano. Além disso, passa horas ao dia conversando com amigos no MySpace.com. Forde leu os três primeiros livros de Harry Potter, mas diz que não se interessa muito pelos demais. "Não gosto tanto assim de ler", afirmou. "Há coisas melhores a fazer". AAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRGHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Estou na iminência de cometer um infanticídio, alguém me ajude!!!! SOOOCOOOOOOOOORROOOO!!!!!
Neema Avashia, professora de inglês de Forde, disse que era incomum que os livros de Potter convencessem leitores relutantes a optar pelos livros como diversão. Ela diz que tenta oferecer livros que reflitam as origens de seus alunos, "e Harry Potter não o faz". Ela aponta que 85% de seus alunos não são caucasianos, e em Harry Potter poucos personagens pertencem a minorias raciais. Bem, como a própria expressão mesmo diz: minorias. E minorias são poucos, se fossem muitos seriam maiorias... É meio óbvio, não? E se ela tem 85% de alunos de uma minoria, o que ela têm na verdade é uma outra maioria, logo ela deve buscar opções não de uma minoria, mas de uma outra maioria: literatura brasileira, latina, africana ou asiática em geral, onde os personagens principais são um reflexo do meio de origem do autor (não esqueçamos que J.K. Howling é inglesa...). Mesmo assim é (como todos os argumentos de fundamento étnico) é uma argumentação muito fraca: só pessoas de mentalidade muito estreita lêem apenas livros de autores com a mesma cor de pele do leitor! Aliás, isso é algo tão estúpido que NUNCA em minha vida de leitor (e olha que já passei do milésimo livro) li ou deixei de ler ou escolhi um livro ou autor por seu tom de pele! Á verdadeira igualdade de cor está nos livros: todos são brancos com letrinhas pretas e ficam amarelos com o passar do tempo! CONCLUSÃO: Por piores ou melhores que sejam na opinião de quem quer que seja, os livros da série Harry Potter de J.K. Howling tem seu valor como incentivadores a leitura, sim. Mas querer que eles sozinhos transformem crianças semi-alienadas pela modernidade em leitores contumazes, é uma magia mais poderos que qualquer uma citada em toda a obra. Nenhum livro fez, faz ou fará isso. Depende de muito mais do que apenas ler um ou mais livros (bestsellers ou não), tem a haver com incentivo familiar, docente e solidariedade! Reflita só um pouquinho: se uma menininha viesse até ti e pusesse nas tuas mãos um volume de "Harry Potter e a Pedra Filosofal" e dissesse: "- Lê pra mim, tio?" – tu descerias de teu pedestal intelectual e concederias a essa criança a honra, a graça e o dom do encantamento de adejar nas asas da leitura? Ou teu preciosismo faria-te olhar com desprezo para aquele volume, joga-lo a um canto e querer empurrar pela goela da pobre infante um catatau do gênero "Crime & Castigo", de Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski, publicado em 1866? Acho que nós dois sabemos a resposta, não mesmo, meu amigo? segundo: MEGADETH retorna as paradas com um novo CD UNITED ABOMINATIONS... crítica ao antagonismo entre EUA e oriente médio... Aos fãs (EU SOU UM) vale a pena conferir!!! Megadeth FOREVER!!!! YEAH!!!! terceiro: yesterday-concerto beatles para orquestra... para quem gostaria de ouvir os clássicos dos Beatles ao som da orquestra esta ai a oportunidade ..DA UMA OLHADA NO SITE WWW.ABBEYROADPUB.COM.BR bom era isso abraço!!! Vou lá, valeu a dica!
Abraços.

No Mercy!!!

Alguns de meus estimados colaboradores estão tecendo críticas deveras ásperas acerca da ocorrência de muitos de meus atuais posts terem como cerne minha crítica cinematográfica. O que me deixa assaz incomodado é o fato de que não é o teor original da crítica ao filme que eles estariam hostilizando, mas sim ao fato de que APARENTEMENTE só teço comentários acerca disso, o que não é verdade, obviamente. O que aconteceu foi que meu estimado (e sagaz) amigo Diego postou uma lauda de considerável tamanho (esta sim considerando originalmente minha crítica acerca do filme), o que me levou a respondê-lo por partes (seqüenciais) para evitar escrever no Blog um texto gigantesco que seria de cansativa leitura. Como não conclui minhas respostas ainda, meus detratores acusam-me de “não mudar o disco”, mas como poderia simplesmente deixar tantas e cruciais considerações sem uma resposta adequada? Seria um absurdo! Pra não dizer uma total falta de consideração com meu muito prezado amigo! Então, a meus colaboradores ora insatisfeitos digo: tolerem um pouco mais este pobre cyber-escriba, que tão somente quer dar voz e vez a todos que subirem ao púlpito deste blogal espaço. E se crêem (com toda a razão) que devemos abraçar outras pautas que não apenas aquelas que aqui posto, por favor, não se acanhem: lancem vossos desafios, comentários, dúvidas, divagações, considerações várias, críticas, elogios (não a mim, bem entendido!), indagações (pertinentes ou impertinentes) ou simples desaforos! Somente teço um pedido:
POR FAVOR, MANTENHAM O NÍVEL! Estou no aguardo de vossas novas e implacáveis colaborações!

But, Expect No Mercy!

Le DUEL - le coupé


Por que sem noção? Crítica; divulgação e opinião acerca de cinema existem faz décadas e o mundo não deixou de ser melhor ou pior por causa disso. É um assunto como outro qualquer: tem quem prefira futebol (que particularmente eu detesto), mulher (algo que aprecio), política (algo inútil de se comentar), economia (algo que não adianta comentar!) e por aí vai... Tem muita coisa acontecendo no mundo sim. Sempre teve, sempre haverá. Mas o único lugar em que se pode discutir tudo isso ao mesmo tempo é aqui, na WEB. E mesmo assim, há organização em meio ao caos: salas de bate-papo temáticas, blogs especializados, chats particulares (e chatos!) e sites que abordam apenas um determinado assunto. Agora tu vais me dizer que tal organização é bitolante e alienada? Fala sério, né? Ao contrário do que muitos pensam, a Ordem não nasce do Caos, ela o ordena! E só assim o Caos torna-se de fato produtivo. Caos sem Ordem não tem foco. Ordem sem Caos é vazio. Sem noção, meu amigo, é não ter opinião. É ouvir, ver, assistir ou ler algo e dizer AMÉM! É seguir com o rebanho... (e tu sabes muito bem que eu estou mais pra lobo mau que pra ovelha Dolly!) Quanto à distração, se tu não ti distrais com nada, está na hora de procurar auxílio psiquiátrico rofissional, se quiser posso indicar um bom site a esse respeito! Pegou pesado, mas tudo bem, eu também sei ser mau quando quero... E eu não sei? Vamos lá então... Primeiro de tudo... Seguir as massas... Não ter opinião formada... Tá falando de quem? De mim, tem certeza? Bom então deu provas de que não me conhece.. Agora quem me deu provas cabais de não haver entendido patavina do que explanei até aqui foste tu: em nenhum momento referi-me a tua pessoa! Seguir com as massas não é a tua praia, assim como não é a minha e isso é ponto passivo. Opinião formada tu tens até demais pro meu gosto, diria que além de formada, ela é esculpida em granito... Fui claro, agora? Estava referindo-me à vasta massa populacional consumidora de cultura e mídia
que NÃO RACIOCINA P... NENHUMA!!! E eu ti conheço muito bem, ô figura! Bom na verdade acho engraçado o jeito que você escreve dizendo o que é certo e errado tipo se enchendo de razão em tudo que fala, legal isso, Agora “tá tirando uma com a minha cara”! Vê seu posso com uma coisa dessas?! Não é por aí, parceiro, sou um pouco incisivo em meu modo de expressar-me, porém, é meu jeito, lamento se isso o incomoda. A prepotência faz parte da vida das pessoas Ser chamado de prepotente era algo que, fato, eu não esperava. Mas penso assim: cada um de nós defende seus pontos de vista ao seu modo e até onde eu sei ninguém é prepotente por defender aquilo em que acredita, do contrário o que sobraria para Gandhi, Buda, Confúcio, Platão, Aristóteles... E antes que tu dizeres algo, já vou logo avisando: NÃO, NÃO ESTOU QUERENDO EQUIVALÊNCIA AOS SUPRACITADOS. São apenas exemplos. Não adianta citar os desconhecidos! É sempre melhor citar os que são referenciais a muitos de nós (inclusive a mim, é claro!). E o saber desperta a vaidade, não deixa te levar por isso, seja humilde, Quem me conhece – realmente – sabe que a humildade não me é estranha, muito ao contrário, sou sempre o primeiro a admitir quando erro e concordar com os outros quando estão certos. E vaidade por vaidade, o mais fashion do nosso grupo; sempre foste tu... É legal faz bem para vida e para o coração... He, he, he! Tri esperto! Vamos ao que interessa... Sim, você não precisa me ensinar que existem locais para discutir tais coisas e tal. Eu sei disso não vivo num mundinho só meu não... Tudo bem, não pretendia isso mesmo e sei perfeitamente que tu és um sujeito antenado com o mundo a tua volta.
(continua...)

Le DUEL - le coup droit


Tipo assim: alguns filmes bons não aparecem na mídia, exemplo “O Despertar de Uma Paixão”, romance, o livro é bom, ainda não vi o filme... Alguém ai viu esse filme em destaque em algum lugar?? NÃO, né? Enganaste novamente, meu dileto e equivocado amigo: O filme não só obteve repercussão na mídia, impressa, eletrônica, televisiva como foi amplamente comentado pela crítica. Senão, vejamos: • Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora. • Recebeu 2 indicações ao Independent Spirit Awards, nas categorias de Melhor Ator (Edward Norton) e Melhor Roteiro. • Inicialmente o filme seria produzido pela Yari's Stratus Film. Quando Mark Gill, executivo da empresa, foi contratado pela Warner Independent Pictures, ele adquiriu os direitos da produção. • Em determinado momento a diretora Caroline Link esteve ligada ao projeto, sendo também responsável pelo roteiro. •Durante 5 anos a produtora Sara Colleton, o roteirista Ron Nyswaner e o ator Edward Norton trabalharam para que O Despertar de uma Paixão fosse realizado. • Nicole Kidman esteve cotada para protagonizar o filme. • No outono de 2004 Edward Norton telefonou para Naomi Watts para convidá-la a atuar em O Despertar de uma Paixão. A atriz inicialmente não queria trabalhar no projeto, pois tinha saído de 8 meses de filmagens para King Kong (2005) e preferia descansar durante algum tempo. Norton insistiu no convite e propôs que as filmagens ocorressem apenas no verão seguinte, o que ela aceitou. • Esta é a 3ª adaptação do livro de W. Somerset Maugham para o cinema. As anteriores foram O Véu Pintado (1934) e The Seventh Sin (1957). • O orçamento de O Despertar de uma Paixão foi de US$ 19,4 milhões. Para quem não sabe do que trata o filme, eis a sinopse oficial: Década de 1920. Walter Fane (Edward Norton) é um médico de classe média alta, que é casado com Kitty (Naomi Watts). Eles se casaram pelos motivos errados e logo se mudaram para Xangai, onde Kitty se apaixonou por outra pessoa. Quando descobre a infidelidade da esposa, Walter se vinga aceitando um emprego numa remota vila da China, que foi arruinada por uma epidemia fatal. Kitty parte com ele, com a jornada e a estada no local servindo para mudar o significado do relacionamento existente entre eles. Um drama com toques românticos e históricos. É um filme interessante. Especialmente para assistir a dois...



Quando falo isso quero dizer só uma coisa, sei que estou me tornando repetitivo, eu só queria igualdade de oportunidades, só isso! Vai sonhando... E mais uma coisa, existe informações de todos os tipos na mídia verdades, mentiras e afins, nunca deixei de acreditar nisso! Enfim li uma revelação deveras surpreendente! Concordo contigo.Tudo é uma questão de separar o joio do trigo.
(continua...)

Le DUEL - le dégagé


Concordo, mas como disse antes: filmes de ação têm mais repercussão (pelos motivos já esclarecidos em post precedente). Quanto à divulgação, pense da seguinte maneira: se um filme é pouco divulgado significa que ele é ruim? Não necessariamente, no máximo demonstra uma indiferença por parte da crítica especializada, ou pouco investimento em divulgação. E se o filme é superexposto pela mídia (Potter, Piratas do Caribe, 4-F, por exemplo) significa que ele é bom? Também não necessariamente: remete a motivos imediatamente contrários ao anterior! Agora indago: Em qualquer um dos casos anteriores se o filme for realmente RUIM, mesmo (de doer!) haverá divulgação que o torne melhor? Creio que a resposta é evidente: ele poderia ser até mais assistido devido a uma maciça campanha de merchandising, mas da mesma forma que um Big Mac, ele teria mais propaganda que conteúdo... E disso, meu amigo, não há nada que o salve! E tem um outro detalhe também: existe um MIME muito divulgado entre as pessoas com um nível cultural mais... elaborado, é um que diz mais ou menos o seguinte: “Tudo o que a mídia diz é mentira!” ou seu similar “Se fazem muita propaganda é ruim!” . Percebe-se claramente como nosso amigo Michel é um escravo deste excelentíssimo par de meias-verdades... Eu próprio já fui muito assediado por tais idéias, porém, defendo-me delas apoiando-me em outro cético como eu que dizia: “Toda a unanimidade é burra!”· Não se deixe levar, Dieguíssimo: divulgação não é qualificação... Outra coisa que nunca disse... Referistes à...? O que disse e torno a dizer pela última vez é que queria uma igualdade na maneira de divulgação, só isso... Utópico. Essa indústria (como todas as demais) é movida a dinheiro. E menos cifrões significam menor divulgação. É a lógica do mercado. Nunca disse que tal filme é bom ou ruim, quem faz críticas de filme aqui é o senhor, Verdade. Dispus-me a isso e para tanto aqui estou. Adiante. Eu só penso que os filmes de conteúdo merecem um espaço melhor na mídia só isso.. Concordo. Mas como incentivar isso? Infelizmente esta aquém das nossas capacidades persuadir a indústria do Cinema, entretanto, se o (grande) público optar cada vez mais por filmes de maior conteúdo, a indústria adaptar-se-á as novas exigências do mercado e conseqüentemente teremos mais e melhores opções. Extrapolando, imagine só, daqui a alguns anos as pessoas discutindo nos blogs a falta de superficialidade e excesso de conteúdo em filmes, a ponto dos insones irem aos cinemas meramente para conseguirem dormir! Surgirão movimentos, tipo, “Pró-Volta de Bruce Willis” ou o M.S.A. (Movimento dos Sem Ação, exigindo o retorno dos filmes de ação) ou o MEEJA - Movimento Efeitos Especiais Já! Hummm, admito: agora eu viajei legal na maionese! Fazer o que? Adiante. Claro que toda a unanimidade é burra, certo que sim, e eu não sou escravo das idéias que você mencionou não, Entretanto toda a tua linha argumentativa parece estar solidamente apoiada nos MIMES que mencionei anteriormente. A minha crítica caminha em outra direção... Quero só uma igualdade de fatores só isso, é pedir muito? Se tu fosses um aluno do primeiro grau, eu até diria que não, porém, um sujeito escolado, esperto, inteligente e culto que nem tu sabes tanto quanto eu que isso é irreal. Sim, lamentavelmente É pedir muito, sim. Mas não bote a culpa em mim, o establishment determinou dessa maneira. Como você gosta de distorcer as coisas! Alto lá, vai uma galáxia de diferença entre distorcer e ver outros aspectos de uma questão. Tu a vês só por um lado (opção tua: cada um, cada um), já eu procuro ver todos os lados de uma questão antes de emitir uma opinião. A divulgação não influencia na qualidade do filme... Mas mascara algumas coisas... Concordo, tanto que afirmei isso algumas linhas acima.
(continua...)