Google+ Le DUEL - coup d'arrêt | A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

Le DUEL - coup d'arrêt


Os acontecimentos que se lêem ou vêem em jornais, revistas e noticiários, em alguns casos, não são influenciados. Esse é o grande ponto: INFLUENCIADOS! Influenciar não é determinar, moldar a ferro, é exercer um efeito, mormente sutil e imperceptível! Não é porque tu vives em uma favela, cercado pelo tráfico e a bandidagem, que tu vais seguir esse caminho. A influência está ali, na tua cara (no carinha que é “avião” e tem grana pra calçar um Nike de verdade e não uma imitação paraguaia vagabunda), entretanto existe algo dentro de nós que resiste ou não, depende de cada um. Por esse estilo de vida de competição e violência que vemos todos os dias na televisão e inclusive nos cinemas? Como disse: influencia, mas não determina: cansei de assistir filmes com assassinatos os mais vários, nem por isso matei ninguém... E competição existe desde que o mundo é mundo, vêm desde os tempos das cavernas quando os primeiros sapiens competiam para ver quem caçava o mamute maior. Na verdade a competição é inerente à vida, Darwin já afirmava isso em “A Evolução das Espécies”. Dos micróbios às baleias, todos competem pela sobrevivência. É uma lei da Natureza. E essa, meu amigo, nunca erra. Ninguém nasce com os pensamentos formados o MEIO é quem forma o caráter da pessoa...Você sabe disso.
Com os pensamentos formados, de fato não, porém, há mais no Homem que seus pensamentos condicionados pelo meio. E tu dizer que o meio é o único fator determinante já acho um exagero. Se assim fosse teríamos todos as mesmas personalidades, os mesmos sentimentos em relação a tudo e gostaríamos das mesmas coisas (e provavelmente tu irias ADORAR Harry Potter, pois estarias imerso em um meio em que milhares gostam dele...) e a formação do caráter humano é algo muito mais complexo que o mero “efeito esponja”, há´muita metabolização dos eventos externos antes de sua real absorção!
Segundo: violência e desinformação não precisam ser incentivadas em nossa sociedade, seja pelo cinema ou por qualquer forma de mídia, nosso mundo já é violento e repleto de desinformação. De todo modo à mídia faz girar suas engrenagens em favor de qualquer tipo de filme, não apenas os violentos e desinformados haja vista a repercussão de comédias, dramas e romances. Evidentemente que filmes de ação tem maior repercussão e pela mais simples das razões: são os mais vistos! Entre um filme com forte carga emocional e outro marasmático, qual será a escolha do grande público. Isso não tem nada haver com dinheiro: desde as arenas romanas que o povo ama ver sangue e porrada! Nem por isso as comédias e tragédias gregas (em seus amplos teatros marmóreos) eram desmerecidas pelo grande público... Bom se bem me lembro, as arenas romanas eram usadas para entreterem o povo... Exato, como o Cinema, futebol e as lutas de boxe. E daí? Ah, a tal da política do pão e circo... Dãããããã! Que novidade!!!! Descobriu a pólvora! Mas tudo bem... Meu amigo; discordo com você em alguns pontos... Normal... Vamos a eles, ora, pois! Acho que no mundo existe uma coisa muito importante e muito desrespeitada chamada CULTURA, Concordo! Em número, gênero, grau e em qualquer escala! O mundo é violento por si só... Exatamente o que falei em meu post anterior e...? Hum... Sabe ... A áfrica, por exemplo... Um continente onde a população que lá habitava era formada por tribos... Ai veio o homem branco, na época o europeu e simplesmente dividiu ela em partes para a sua exploração, ao seu “bel prazer...” Que coisa, né? Você sabe que na áfrica os conflitos são entre as etnias porque não foram respeitados os locais onde habitavam... Botaram inimigos uns ao lado dos outros e eles que se danem... eu sei que você sabe disso tanto ou melhor que eu... Dá dando uma baita duma volta... Depois falam de mim... Vivemos em um mundo onde a cultura do mais forte ou rico é empurrada goela a baixo no mais pobre ou fraco... Verdade, em geral é assim mesmo, muito embora o contrário também ocorra: lembre-se dos incontáveis gêneros musicais que nasceram entre as populações menos favorecidas de incontáveis sociedades humanas: o Jazz, o Blues, o Country, a Tarantela, o Rock’n Roll, o Punk, o Funk das favelas, o Rap das ruas, a música dos guetos. Todos eles fizeram o caminho contrário: nasceram sem “berço esplendido”, adquiriram status de música das massas (sim, o Jazz já foi assim considerado, por incrível que pareça!), foram “descobertos” pelos grandes estúdios, absorvidos por eles, processados, devidamente “pasteurizados” e regurgitados de volta para o consumo dessas mesmas massas. Evidentemente que o establishment nos “empurra tudo goela abaixo” , como muito propriamente colocastes, basta ver a pressão feita na mídia para que gostemos daquilo que ela nos impõem, haja vista que é daí que os grandes barões da cultura arrancam seus milhões! Jabá nas FMs, cantores/as de talento duvidoso, ritmos musicais propalados a base de cerveja e beldades com pouca(?) roupa, propaganda massiva de filmes, livros, novelas e culto às celebridades (garotos/as propaganda de seus produtos multimilionários); em suma: labora como uma “Ouroboros cultural” em um processo autofágico que leva os mesmos “ricos” a aderirem aos modismos impostos aos “pobres”. Resumo da ópera: começa pé-de-chinelo, vira griffe, todo mundo acha a oitava maravilha, consome e pede bis! Todavia, inicialmente o processo partiu de baixo para cima e não o contrário. É o jeito que países ricos descobriram para deixar essas massas adormecidas... Discordo. Essa é uma concepção de viés marxista deveras tacanha e ultrapassada! Por que? Veja bem: fenômenos culturais acontecem espontaneamente em toda parte, basta haver um ser humano pensante sem ter o que fazer para gerar um novo evento cultural. Depois, esse evento é absorvido pelo Sistema e temos o processo que descrevi anteriormente. Não há um cérebro pensante por trás disso, disposto a fazer lavagem cerebral em escala planetária (adoraria que assim o fosse, mas Teoria da Conspiração, é só isso mesmo, teoria...), ocorre naturalmente. Eles precisam de nós para a mão-de–obra barata... Imagina uma rebelião dessas criaturas, quebra o mundo, as tais engrenagens perfeitas. Essa estrutura inteira é apoiada em cima de um mecanismo psicológico relativamente bem primal: o sistema de recompensa. O que seria isso? A grosso modo é o desejo mais primário do ser humano: ser reconhecido/obter reconhecimento. Exemplos desse mecanismo: luta-se por algo, estuda-se para passar no vestibular, trabalha-se para ganhar dinheiro, pagam-se as coisas para se ter direito a posse delas, o homem casa para obter sexo gratuito, a mulher casa para obter um amor caro... E por aí vai. Desse modo conclui-se que qualquer rebelião/revolta/revolução obedeceria ao mesmo princípio e conseqüentemente geraria um novo sistema similar a seu predecessor.Destrua a engrenagem. Ela reconstruir-se-á sozinha. Não são “eles”. Somos nós. Está dentro de cada um.
(continua...)
Sidinei Lander da Silva Pereira: Mestre de RPG, aprendiz de escritor, leitor voraz, quadrinista fanático, cinéfilo compulsivo, agnóstico independente, livre-pensador, fã incondicional de O Senhor dos Anéis (livro e filme), música para mim é Clássica, Jazz, Blues, Rock'n Roll e Metal! E tenho dois gatos... Quer saber mais sobre mim? Veja meu perfil no Google Plus!

2 comentários:

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