Google+ Diegando, ops, dialogando! | A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

Diegando, ops, dialogando!

Diego sabe das coisas, tardei um pouco porém não deixá-lo-ei sem resposta! Cara isso virou briga de lavadeiras... hehehe.. Lavadeiras de alto nível, por favor...

Penso eu, na minha humilde insignificância, que literatura e cinema , são sim ótimos divertimentos e tal,
Assino embaixo!
Mas deveriam também ser mais usados para a desalienação das pessoas e não como mais uma arma da mídia para incentivar a violência e a desinformação de um modo geral (como os últimos exemplos de filmes mais badalados em cartaz, aqueles que recebem mais atenção e divulgação da mídia, fator money) pois, querendo ou não, eles são formadores de opinião... Bem, aí já há alguns pontos que devem ser mais bem explanados:
Primeiro: um autêntico alienado não o deixará de ser por assistir ao último documentário de Michael Moore, por maior que seja a força esclarecedora do cinema, a não ser que se utilize o método de "A Laranja Mecânica" duvido muito que tu obtenhas tal "desalienação"! Informar já é outro papo: sabernão significa agir e não é porque tu ficaste sabendo de algo que antes não sabias que tu irás conseguir fazer algo a respeito (fora situações específicas, o que é claro, foge ao cerne da questão). E como disse em um post anterior e repito agora: ninguém entra em um Cinema para ouvir/assistir um sermão. O próprio Michael Moore domina como poucos a linguagem cinematográfica para poder trazer à baila um assunto que poderia ser deveras maçante, e o faz de forma a prender a atenção do espectador. Interessante esta palavra: espectador. É precisamente o que todos somos em uma sala de cinema: assistentes passivos e absortos a uma realidade que não é a nossa. Poderia perfeitamente considerar esta uma situação deveras alienante, independente do conteúdo exibido na tela. O mesmo dir-se-ia de umbom livro ou peça de teatro.
Segundo: violência e desinformação não precisam ser incentivadas em nossa sociedade, seja pelo cinema ou por qualquer forma de mídia, nosso mundo já é violento e repleto de desinformação. De todo modo à mídia faz girar suas engrenagens em favor de qualquer tipo de filme, não apenas os violentos e desinformados haja vista a repercussão de comédias, dramas e romances. Evidentemente que filmes de ação tem maior repercussão e pela mais simples das razões: são os mais vistos! Entre um filme com forte carga emocional e outro marasmático, qual será a escolha do grande público. Isso não tem nada haver com dinheiro: desde as arenas romanas que o povo ama ver sangue eporrada! Nem por isso as comédias e tragédias gregas (em seus amplos teatros marmóreos) eram desmerecidas pelo grande público.
Terceiro: fator money: Indústria cinematográfica = produção de filmes = custos + investimentos = lucro.Vivemos no mundo ocidental capitalista, alguém ainda duvida de que algo não é movido a dinheiro? Ou tu já ouviste falar em filme feito por caridade? Dá um tempo, Diego!
Quarto: formador de opinião? Humm, até que ponto? Creio que tu precisas ser muito influenciável para deixar-se moldar por um filme... Se bem que alguém assim com certeza é programável até por propaganda de Todinho! Mas falando sério, entendo o queres dizer e concordo que as pessoas deixam-se levar sutilmente por mensagens subliminares incutidas nos filmes (algumas vezes inseridas inconscientemente no contexto da obra, mas ainda assim, estão lá!) e é necessário um certo discernimento (de quem nem todos dispõem para assistir algo e saber “separar o joio do trigo”). Ex: filmes de cowboy: índios atacam colonos brancos indefesos (sic!) sem motivo algum (sic duplo!) e são rechaçados pela heróica (sic triplo!) carga da cavalaria ligeira! Evidencia-se assim aos olhos e a percepção quem são os vilões e os mocinhos. Pensamento silogístico inconsciente: "Os índios são maus!" Tal idiotice sendo martelada por 10000 filmes acaba por tornar-se um MIME! Todavia, é óbvio a qualquer pessoa com conhecimento e bom senso que apesar de sua força inicial essa idéia é frágil pela simples razão de que é falsa! Entretanto, outros fatores devem ser levados em conta:
  1. Em uma estrutura narrativa como esta o maniqueísmo é essencial para que os lados estejam bem definidos de modo que o público identifique(-se com) o que está ocorrendo (acho que já falei isso antes!).
  2. É fruto de uma cultura local, segundo concepções locais. Ironicamente a qualidade da narrativa tornou vários desses filmes, universais, tanto em forma como conteúdo. Nesse caso o que vemos foi uma metamorfose do MIME: manteve-se a estrutura e alterou-se o foco da narrativa: polícia x ladrão, EUA x URSS, branco x negro, Ocidente x Oriente... E por aí vai...
  3. A idéia central de um filme dificilmente é algo tão óbvio como: “-Vamos matar todos os índios, negros, judeus, brancos, amarelos, mulheres, gays, héteros!” Isso é algo inerente ao pensamento do Diretor! Se alguém tem que levar pedradas na rua é ele!!! E mesmo assim o infeliz é tão somente um produto de seu meio, reflexo de uma “cultura local, segundo concepções locais” como falei antes. Não poderia ele expressar algo diferente do que tem dentro de si. Está tudo ali. É ele próprio!
  4. Nem sempre um MIME é algo negativo, às vezes essa lavagem cerebral inconsciente funciona em favor da sociedade, divulgando idéias éticas e moralmente adequadas. Mas como falei antes: tem que haver discernimento ou tudo se perde. E do jeito que anda a sociedade, o discernimento foi pro espaço faz horas!
Em síntese: não é filme que formaria a opinião, mas sim a nossa percepção acerca da mensagem transmitida. Isso também é válido para todas as outras formas de arte ou tu duvidas que há MIMES incutidos e sendo permanentemente transmitidos através da Música, Dança, Teatro, Literatura, Escultura, Pintura e nos Quadrinhos? Não sou contra eles, mas acho que deveriam existir mais alternativas divulgadas na grande mídia também... Concordo, mas como disse antes: filmes de ação têm mais repercussão (pelos motivos já esclarecidos em post precedente). Quanto à divulgação, pense da seguinte maneira: se um filme é pouco divulgado significa que ele é ruim? Não necessariamente, no máximo demonstra uma indiferença por parte da crítica especializada, ou pouco investimento em divulgação. E se o filme é superexposto pela mídia (Potter, Piratas do Caribe, 4-F, por exemplo) significa que ele é bom? Também não necessariamente: remete a motivos imediatamente contrários ao anterior! Agora indago: Em qualquer um dos casos anteriores se o filme for realmente RUIM, mesmo (de doer!) haverá divulgação que o torne melhor? Creio que a resposta é evidente: ele poderia ser até mais assistido devido a uma maciça campanha de merchandising mas da mesma forma que um Big Mac, ele teria mais propaganda que conteúdo... E disso, meu amigo, não há nada que o salve! E tem um outro detalhe também: existe um MIME muito divulgado entre as pessoas com um nível cultural mais... elaborado, é um que diz mais ou menos o seguinte: “Tudo o que a mídia diz é mentira!” ou seu similar “Se fazem muita propaganda é ruim!” . Percebe-se claramente como nosso amigo Michel é um escravo deste excelentíssimo par de meias-verdades...
Eu próprio já fui muito assediado por tais idéias, porém, defendo-me delas apoiando-me em outro cético como eu que dizia: “Toda a unanimidade é burra!” Não se deixe levar, Dieguíssimo: divulgação não é qualificação! Tanta coisa acontecendo no mundo e os caras discutindo o F4... É meio sem noção, mas tudo bem, como alguns dizem, uma mera distração. Por que sem noção? Crítica, divulgação e opinião acerca de cinema existem faz décadas e o mundo não deixou de ser melhor ou pior por causa disso. É um assunto como outro qualquer: tem quem prefira futebol (que particularmente eu detesto), mulher (algo que aprecio), política (algo inútil de se comentar), economia (algo que não adianta comentar!) e por aí vai... Tem muita coisa acontecendo no mundo sim. Sempre teve, sempre haverá. Mas o único lugar em que se pode discutir tudo isso ao mesmo tempo é aqui, na WEB. E mesmo assim, há organização em meio ao caos:
salas de bate-papo temáticas,
blogs especializados,
chats particulares (e chatos!) e
sites que abordam apenas um determinado assunto. Agora tu vais me dizer que tal organização é bitolante e alienada?
Fala sério, né? Ao contrário do que muitos pensam, a Ordem não nasce do Caos, ela o ordena! E só assim o Caos torna-se de fato produtivo. Caos sem Ordem não tem foco. Ordem sem Caos é vazio. Sem noção, meu amigo, é não ter opinião. É ouvir, ver, assistir ou ler algo e dizer AMÉM! É seguir com o rebanho... (e tu sabes muito bem que eu estou mais pra lobo mau que pra ovelha Dolly!) Quanto à distração, se tu não ti distrais com nada, está na hora de procurar auxílio psiquiátrico profissional, se quiser posso indicar um bom site a esse respeito! Penso que, tanto o Sid com seu louvor a Sétima Arte e afins como o Michel com a sua política de pão e circo defendendo que a arte serve para a alienação do povo... (coisa que não concordo, pois amo a arte) devem estar certos em partes... Dialética pura: tese x antítese = síntese = nova tese x nova antítese = nova síntese ad infinitum! Quanto ao amor às Artes, partilho convosco o sentimento. Como todos os que aqui escreveram porque cada um pensa de forma diferente, tem valores diferentes e estilos diferentes... Obrigado pela compreensão, pegou bem o espírito deste Blog. Mas uma coisa não dá para querer: estátua para aquela mulher!? Pô, Sid. Daqui a pouco você vai querer uma para o Paulo Coelho que também é lido no mundo todo por um monte de carinhas e nem por isso se tornou algo bom para quem tem o mínimo de QI, não concorda? Tudo bem: admito que exagerei de propósito, mas foi só pra irritar o Michel, OK? De qualquer forma é muito tolo detratar alguém apenas porque fez sucesso, lembro-me de haver lido em algum lugar: “Ninguém atinge o sucesso sem a contrapartida da inveja”. Antes de malhar um escritor qualquer, vá lá e escrevas tu mesmo um livro como tu achas que deveria de ser escrito ou – mais desafiador ainda – reescreva o livro que tu consideras ruim de maneira que tu o considerarias adequadamente bem escrito! Quanto a Paulo Coelho, vale o que disse antes: espera-se que seja apenas um; dos primeiros degraus rumo a escolhas literárias mais... Consistentes. E antes que tu escarres todo o vosso desprezo sobre nosso compatriota aventureiro de livros fáceis, lembre-se que tu próprio poderias perfeitamente ter lido um livro dele em tuas primeiras experiências literárias, algo que tão somente não ocorreu devido ao fato de que quando ele surgiu; incontáveis outros livros de maior envergadura intelectual já haviam passado por teus olhos e preenchido o campo visual de tua mente... Não se esqueça, meu amigo, forjar um conceito sem ter conhecimento prévio é pré-conceito! Não estou dando asilo ao Coelho (não ampararia sequer o Pernalonga, que dirá esse daí!), mas salvaguardando direito ao Conhecimento. Nas imortais palavras de Voltaire, o grande filósofo da Revolução Francesa que perdeu a cabeça: “Não concordo com vossa opinião, todavia, defenderei até a morte o vosso direito de proferi-la!” E cuidado com um dos MIMES mais pegajosos que existe: “Paulo Coelho é um escritor ruim e só faz livro pra retardado!” Lembre-se como falavam mal de incontáveis artistas e escritores do passado e que hoje são referências para todos os que dão trabalho aos dois neurônios que funcionam! ATENÇÃO: não estou comparando qualidades literárias, estou aventando hipóteses de reconhecimento tardio! E consideração por parte do grande público não implica necessariamente em qualidade de conteúdo (não importando a forma), lembre-se: “Toda a unanimidade...” De qualquer forma, ele carrega consigo a inegável glória de haver tentado, dado a cara à tapa, feito sucesso e ajudado a divulgar a leitura. Se a qualidade do texto dele é intelectualmente suspeita (eufemismo puro) não vêm ao caso, ao menos não para nós que temos acesso a livros e revistas de conteúdos deveras mais robustos! A nós ele não nos serve, porém, pense nos outros, que não tiveram o nosso aprendizado, oportunidades e a vontade de saber mais e mais e mais! Um Paulo Coelho já está de bom tamanho para eles, quem sabe dali ele partem para um Gabriel Garcia Márques, um Julio Cortazar ou Jorge Luis Borges? Vale recordar: antes de ler o “Príncipe” (de Maquiavel), lê-se primeiro “O Pequeno Príncipe” (de Antoine de Saint-Exupéry).
Fora Lex Luthor, nenhuma outra criança fez tais leituras em ordem contrária... Quero autores que estimulem meu intelecto... Nietzsche é um deles só para dar um exemplo. Idem. Idem! Mas não esqueça: outros (inclusive intelectuais) poderiam fazer escolhas que tua acharia deveras maçante ou até mesmo intelectualmente intragáveis. É muito fácil crer que apenas as nossas escolhas estão corretas. Procure manter a mente aberta, os olhos argutos e os ouvidos atentos.
Até.
Sidinei Lander da Silva Pereira: Mestre de RPG, aprendiz de escritor, leitor voraz, quadrinista fanático, cinéfilo compulsivo, agnóstico independente, livre-pensador, fã incondicional de O Senhor dos Anéis (livro e filme), música para mim é Clássica, Jazz, Blues, Rock'n Roll e Metal! E tenho dois gatos... Quer saber mais sobre mim? Veja meu perfil no Google Plus!

3 comentários:

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E uma certeza podes ter como absoluta:

RESPOSTA TU TERÁS!!!!!!