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O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

En GARDE!

Olha, meu comentário ganhou repercussão, heim? E como não teria depois de escreverdes uma lauda de cinco páginas? Ah, qual é? Bom, já que ele tem a presunção. Valeu... De sempre “esclarecer” as pessoas que aqui escrevem vou aproveitar o seu método de “iluminação das mentes obscuras”(he, he, he) Tudo de bom... E utilizá-lo como ele, só que como estou meio sem tempo destacarei alguns fragmentos do texto ... Vejamos:
Lá vem chumbo grosso!
...Um autêntico alienado não o deixará de ser por assistir ao último documentário de Michael Moore, por maior que seja a força esclarecedora do cinema, a não ser que se utilize o método de "A Laranja Mecânica" duvido muito que tu obtenhas tal "desalienação"! Informar já é outro papo: saber não significa agir e não é porque tu ficaste sabendo de algo que antes não sabias que tu irás conseguir fazer algo a respeito (fora situações específicas, o que é claro, foge ao cerne da questão). E como disse em um post anterior e repito agora: ninguém entra em um Cinema para ouvir/assistir um sermão. O próprio Michael Moore domina como poucos a linguagem cinematográfica para poder trazer à baila um assunto que poderia ser deveras maçante, e o faz de forma a prender a atenção do espectador. Interessante esta palavra: espectador. É precisamente o que todos somos em uma sala de cinema: assistentes passivos e absortos a uma realidade que não é a nossa. Poderia perfeitamente considerar esta uma situação deveras alienante, independente do conteúdo exibido na tela. O mesmo dir-se-ia de um bom livro ou peça de teatro... Claro que sim, só que aí contraponho o seu argumento com um muito simplório... Você disse que o tal do Potter vai fazer com que crianças, que não dão valor aos livros, despertem para a leitura... Correto?? Hummm começou mau: Primeiro: disse que ele incentiva, isso pressupõe que haja algo a ser motivado, no caso o hábito de leitura. Falei de Potter como um exemplo mais extremo, pois está pulsando na mídia, todavia, poderia ser qualquer outro que igualmente caísse no agrado das crianças. Importante nesse caso não é o personagem (que não passa de um mero fator motivacional, como outro qualquer), mas o veículo através do qual atinge-se o público-alvo: a literatura. Se for de boa ou má qualidade é outra questão, o pertinente aqui é incentivar o hábito da leitura. Sim claro uma coisinha para despertar o interesse, não é? É assim com as drogas também, mas tudo bem vai em frente! Segundo: comparação infeliz e sofismática. Desviou o foco do assunto e não acrescentou nada, correndo o risco de ser apelativo. Tsc, tsc, tsc... Então da mesma maneira que o carinha, segundo você, não vai sorver as informações, Terceiro: Heim??????????????? As crianças ao lerem podem muito bem ficar esperando por algo do gênero para a próxima leitura e não se interessarem pelo que realmente irá nutrir seu intelecto... Quarto: todos têm seus gostos por leitura, normalmente ele evolui ao longo da vida, fora os fanáticos religiosos de mente estreita, que nada lêem (ou vêm) que não seus “livros sagrados”. Ninguém fica lendo mesma coisa a vida toda, até por que cansa! Naturalmente fazemos várias opções de leitura/filmes/escolhas ao longo da vida. Sugerir que uma pessoa vá ler apenas um tipo de livro a vida inteira, é como sugerir que alguém não ouça nenhum outro tipo de música além daquelas cantigas de ninar que costumava escutar da voz da própria mãe embalando seu sono durante a infância. Raciocínio falho. E por motivos beeeem óbvios. Quinto: o que nutre o intelecto de uns pode ser venenoso a outros. Exemplo? Uma boa HQ, bem escrita e desenhada, pode ser uma excelente escolha de leitura para muitos, todavia, outros acharão que não passa de “literatura inferior”. Um pulp ficcion bem engendrado pode ser bem mais interessante que um romance de 400 páginas. E aí? Qual é o pior? Qual é o melhor? Só quem pode dizer isso é leitor. Pessoalmente já li os dois e digo de cátedra: ambos. Só depende de quem lê, quando e em que circunstâncias (dependendo das quais um livro “menor” parecerá “maior” ou o contrário). Loteria esse seu método de “começar pelo pior” para depois ir ao “melhor”, não acha? Sexto: Interessante escolha de palavras: loteria. Normalmente um jogo de azar, em que não há certeza ou precisão de nada. Algo muito diferente de comprar um livro: tu podes escolher com calma, informar-se, optar e decidir. E se mesmo assim tu comprar uma “bomba”, sempre se pode trocar por outro em um sebo... De qualquer forma mesmo os maiores intelectuais (e já cansei de ler declarações desse tipo) confessam que eventualmente adquiriram um exemplar qualquer que não valia o papel em que a tinta fora impressa. Achas que eles fizeram loteria, também? E quem pode definir o que é realmente “melhor” ou “pior” é a pessoa que ler, inclusive estabelecendo relações entre aquilo que ele já leu antes e o que está lendo (ou adquirindo).
Creio ser um pouco intromissão demasiada definir o que os outros devem ler...
(continua...)
Sidinei Lander da Silva Pereira: Mestre de RPG, aprendiz de escritor, leitor voraz, quadrinista fanático, cinéfilo compulsivo, agnóstico independente, livre-pensador, fã incondicional de O Senhor dos Anéis (livro e filme), música para mim é Clássica, Jazz, Blues, Rock'n Roll e Metal! E tenho dois gatos... Quer saber mais sobre mim? Veja meu perfil no Google Plus!

7 comentários:

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