Google+ Julho 2008 | A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

A Balada do Velho Marinheiro - V


A Balada do Velho Marinheiro

EM SETE PARTES


PARTE V

Ó Sono! Ó Sono, que é de pólo a pólo amado,
Suave essência, e calma!
Nós devemos louvar Maria no seu trono!
Foi ela quem mandou este suave sono
Que desceu em minh'alma.


Sonhei que os baldes, tanto tempo no seu ócio
Ditoso no convés,
Encheram-se de orvalho; mas, quando acordei,
Era chuva ao invés.


Molhadas minhas vestes, úmidos meus lábios,
Minha garganta, fria;
Por certo havia bebido nos meus sonhos,
E o corpo ainda bebia.
(Pela graça da santa Mãe, o velho Marinheiro é revigorado pela chuva.)


Eu então me movi, mas não sentia os membros:
Tão leve estava... Quase
Imaginei que no meu sono havia morrido,
E era espírito em êxtase.


Mas logo ouvi um vento que rugia ao longe -
Um rumor afastado;
Mas só este som já sacudiu todo o velame,
Ressequido e esgarçado.


A vida irrompe no ar! Cem flâmulas-de-flama
Coriscam sobre os mastros,
Indo e voltando, à frente e atrás, rapidamente;
E dentro e fora, para trás e para frente,
Dançam em meio aos astros.
(Ele ouve sons e vê estranhas visões e comoções no céu e no elemento.)


E o vento ao vir ruge mais alto; qual carriça,
Suspiram velas, cordas;
E a chuva se despeja de uma nuvem negra,
Com a Lua em suas bordas.


Quadro 21: A chuva caía de uma nuvem negra


Inda lá estava a Lua, quando negra e espessa
A nuvem se partiu:
Como de alto penhasco tomba a catarata,
O relâmpago veio numa linha exata,
Um fundo e largo rio.


Nunca atingiu o barco o rumoroso vento -
E o barco era impelido!
Por sob a Lua e o coriscar, os mortos deram...
Sim, deram um gemido.


Gemeram, se moveram, e depois se ergueram,
Sem falar, sem olhar;
Mesmo em sonho, era estranho ver tanto homem morto
Do chão se levantar.


Quadro 22: Todos eles se levantaram


Manobra o Timoneiro, a nave se desloca,
E sem nenhuma aragem;
Os marujos se põem a trabalhar nas cordas,
E tal como antes agem;
Instrumentos sem vida tornam-se seus membros...
Que tétrica equipagem!
(Os corpos da tripulação do navio são inspirados e o navio se move.)


Postado frente a mim, puxando a mesma corda,
Era-me companhia,
Joelho com joelho, o corpo de um sobrinho;
Mas nada me dizia.


"Tenho medo de ti, ó velho Marinheiro!"
Por que, convidado, te espantas?
Em vez de seus espíritos atormentados,
Ora os cadáveres estavam animados
Por legião de almas santas:
(Mas não pelas almas dos mortos, nem por entidades da terra ou do ar intermediário, mas por uma legião abençoada de espíritos angélicos, enviada pela invocação do santo guardião.)


Pois quando amanheceu, os braços de seus caídos,
Ao mastro envolve o bando;
Das bocas se elevaram lentos sons suaves,
De seus corpos passando.


Voava à volta, à volta, cada som suave
E rumo ao Sol subia;
E lento eles tornavam - um por uma agora,
Agora em harmonia.


Ouvia às vezes, como que a chover da altura,
A voz da cotovia;
Às vezes toda a passarada em seu gorjear,
Gorjear que parecia encher o céu e o mar
Com doce melodia!


E ora lembrava alguma flauta solitária,
Ora instrumentos agrupados;
Mais tarde se tornava um canto angelical,
Que os céus ouvem calados.


Cessou... Mas no velame, até o meio-dia,
segue um murmúrio ameno,
Igual ao do regato no frondoso junho,
Que, oculto no terreno,
Embala a noite inteira os bosques a dormir,
Com seu canto sereno.


Quadro 23: As velas faziam um ruído agradável


Até o meio-dia o navegar foi calmo...
Mas sem nenhuma brisa:
impelido por baixo, lenta e livremente
Nosso navio desliza.


Nove braças ao fundo, sob a sua quilha,
Do lar de névoa e neve
O Espírito se esgueira; é quem empurra o barco
Num movimento leve.
(O Espírito solitário do pólo sul leva o navio até a linha do equador, em obediência à legião angélica, mas ainda exige vingança.)


O canto do velame pára ao meio-dia,
E o navio parar deve.
A pico sobre o mastro, o Sol o havia cravado
Naquele oceano manso;
Mas num minuto ele voltou a se mover,
Num breve e duro avanço...


À frente e atrás, não mais que o meio de seu casco,
Num breve e duro avanço.
Então, como um cavalo escarvador que é solto,
Saltou inesperado;
Fez que o sangue à cabeça me subisse,
E caí desmaiado.


Quadro 24: Eu caí em um desmaio


Quanto tempo durou o desfalecimento
Eu não sei afirmar;
Mas, antes de vivente vida novamente,
Eu pude ouvir e discernir em minha mente
Um par de vozes no ar.


Quadro 25: Duas vozes no ar


"Este?" disse a primeira, "O homem então é este?
Por Cristo, que morreu por nós!
Sua mão funesta é que prostrou com uma besta
O inocente Albatroz.


O Espírito, que habita inteiramente só
O lar de névoa e neve,
Amava aquele pássaro que amava este homem
Que o mataria em breve."


A segunda, entretanto, era uma voz mais doce,
Doce quanto o maná;
Disse ela: "Este homem fez bastante penitência,
E muito mais fará".
(As entidades-companheiras do espírito polar, os habitantes invisíveis do elemento, compartilham sua indignação; e dois deles relatam, um para o outro, que longa e dura penitência havia sido imposta ao velho marinheiro pelo Espírito Polar, que retorna ao sul.)

As diferentes vertentes do Metal & do Rock

Para entender as diferentes vertentes do Metal e do Rock, vamos imaginar uma fábula e seus respectivos desfechos na abordagem de cada estilo. A historia começa deste modo:


"No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali trancada e cujo carcereiro é um gigantesco e terrível Dragão Vermelho Ancião"... 

E termina assim no:

*METAL MELÓDICO:*
O herói adentra ao castelo em um cavalo alado branco, escapa do dragão, salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.



*TRUE METAL:*

O bravo toma o castelo de assalto, vence o dragão em uma batalha justa usando sua espada vorpal (+5). Banhado no sangue do dragão, transa com a princesa.

*THRASH METAL:*
O cavaleiro viola o castelo, arranca a cabeça do dragão, salva a princesa e transa com ela.

*HEAVY METAL:*
O DeathKnight irrompe castelo adentro em uma Harley Davidson turbinada, mata o dragão, enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.
*FOLK METAL:*

O protagonista chega acompanhado de vários amigos tocando acordeon, alaúde, viola e outros instrumentos estranhos(!?)

Fazem o dragão dormir depois de tanto dançar e vão embora... sem a princesa.

*VIKING METAL:*

Esse terrorista aporta de um Drakkar, invade o castelo com violência, mata o dragão a machadadas, empala, assa e come.
Estupra a princesa, pilha o castelo e taca fogo em tudo antes de ir embora.

*DEATH METAL:*
O psicokiller chega, trucida o dragão, trepa com a princesa, assassina a princesa e larga fora.

*BLACK METAL:*

Vêm de madrugada, imerso na neblina.
Chacina o dragão e o empala em frente ao castelo.
Sodomiza a princesa, retalha seu corpo com uma adaga cerimonial e bebe-lhe-o sangue em um ritual até matá-la.
Após descobrir que ela não era mais virgem, a empala junto com o dragão!!!

*GORE:*

Chega, mata o dragão.
Sobe no castelo, transa com a princesa e a mata.
Depois transa com ela de novo.
Incinera o corpo da princesa e transa com ela novamente.

*SPLATTER:*

Atravessa lentamente os portões do castelo e olhando a criatura nos olhos, mata o dragão com requintes de crueldade, abre-o com um bisturi... Sodomiza a princesa com as tripas do dragão. Abre buracos nela com o bisturi e estupra cada um dos buracos.
Depois mutila a princesa morta, faz uma autópsia, fotografa tudo e lança um álbum cuja capa é uma das fotos.

*DOOM METAL:*

Entra no castelo, olha o tamanho do dragão, fica deprimido e se mata.
O dragão come o cadáver do protagonista e depois come a princesa.

*WHITE METAL:*
Desce de uma nuvem até o castelo, exorciza o dragão, converte a princesa (agora Irmã Princess) e usa o castelo para sediar outra igreja evangélica.

*NEW METAL:*
Aparece no castelo se achando o bonzão e dizendo o quanto é bom de briga. "Se acha" capaz de vencer o dragão; perde feio e leva o maior cacete. Foge e encontra a princesa. Conta para ela sobre sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o DeathKnight Heavy Metal. Depois dessa o protagonista New Metal toma um Prozak e vai gravar um disco "The Best Of".

*ROCK N'ROLL CLÁSSICO:*
Pilotando um "motão" e fumando um baseado esse motoqueiro vara os portões do castelo e já vai oferecendo um "beck" pro dragão, que logo fica seu amigo. Em seguida acampa com a princesa em uma parte mais afastada do jardim e depois de muito sexo, drogas e rock n’roll, sofre uma overdose de LSD e morre sufocado no próprio vômito...

*PUNK ROCK:*

Joga uma pedra no dragão e depois foge.
Pixa o muro do castelo com um "A" de anarquia.
Faz um moicano na princesa e depois abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo.

*PROGRESSIVO:*
Toma o castelo e o transforma em uma super-palco para um Mega-Show de 200.000 pessoas, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos ternários, compostos aprendidas no último ano de conservatório. A princesa entra em pânico, foge desesperada e vai procurar o DeathKnight Heavy Metal.


*HARD ROCK:*

Estaciona seu conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack Daniel's.
Mata o dragão com uma faca estilosa e faz uma orgia com a princesa e as loiras.


Todavia, há mais três versões em outros estilos:





*HARD CORE:*
Chega de skate no castelo, corre do dragão até este cair exausto, adentra a torre mais alta do castelo onde está a princesa, olha, que é uma baita gostosa, volta pra casa e bate uma bronha pensando nela.







*GLAM ROCK:*

Salta de uma nuvem rosada até o castelo. Quando o bota os olhos na figura, o dragão gargalha tanto que rola no chão de tanto rir e acaba deixando-o passar.
Ele entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom Dolce Gabana da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e fazer luzes nos cabelos.



*RAP:*
O "afro-descendente avantajado" chega de camioneta Cadilac aro 25 cravada no chão com o som bombando a milhão, desce ele e +5 negão, cada um puxa uma .45 cromada com detalhes em ouro e diamante, descarregam todas as balas no dragão, seqüestram a princesa e fazem um filme pornô com ela e mais umas loiras peitudas, depois manda os negão tira o couro do dragão pra fazer um sapato e um sofá novo pro castelo recém-usurpado!