Google+ | A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

PIRATAS!!! - Cap. 253

― Tu me falaste 
do teu... problema. Lembras?
― Sim, Morgan, claro que lembro, 
foi assim que nos conhecemos, 
como poderia me esquecer disso? 
Mas o que tem haver...
― John Crow tem um... Bom você viu...
Murmura apontando com a cabeça 
a ave sobre o espaldar do velho bucaneiro.
― Ele nos disse que o corvo 
viu Sangre usando poderes mágicos 
ou algo assim...
― Mãe de Deus!
― E... Ele invocou o... demônio!
― O que? Fala sério, Morgan! 
Isso é um pouco demais, você não acha?
― O que eu acho não importa! 
O que interessa é que eu não te quero 
lá embaixo quando formos enfrentar 
aquele bastardo! Fui clara?
Aislyin se revolta!
― Nem ferrando! Se pensas 
que vou fugir ao combate 
por causa de um pouquinho de remela, 
tu estás mais louca que eu, querida!
― Aislyin eu não estou dando opções. 
Tu vais fazer o que estou mandando 
e ponto final.
As duas se encaram fixamente, 
quase dá para sentir a eletricidade 
entre as duas! Aislyin recua 
e muda a tática.
― Morgan, pense bem: sabes que 
os marujos me respeitam por 
nunca fugir a uma batalha, 
se fizer isso agora, 
que autoridade eu terei 
quando partirdes novamente, 
e eu tiver de ficar aqui só, 
nesta ilha com eles.
Apesar da emoção Morgan reflete 
um instante e vê que poderia criar 
uma situação ainda pior...
― Está bem Aislyin, mas 
não se aproxime de Sangre, 
ele é meu. Estamos entendidas?
Sorrindo a morena bate continência:
― Sim capitã.
No que Morgan se vira para falar 
com os outros sobre seu plano de ação, 
Aislyin lhe sapeca um generoso 
tapa no bumbum que quase a derruba!
Diante do olhar atônito de todos, 
Morgan morde o lábio inferior, 
mas se mantém firme.

Morgan se impõe a Aislyin...


...ao presenciar o efeito
que o corvo de John Crow...


...teve sobre ela!


Aislyin não aceita a decisão
de sua capitã e amante,


...consegue dissuadi-la e
mostra sua gratidão de maneira...
picante!!!!



PIRATAS!!! - Cap. 252

Evidente que Morgan 
não o leva a sério e debocha:
― E o que seu bichinho viu, John Crow? 
Talvez algum sapo que ele pudesse comer?
― Não mylady, o “sapo” que ele viu 
era grande demais até mesmo 
para o apetite de meu voraz amigo.
― E que sapo tão grande era esse?
― Sangre. Ele está - como suspeitávamos - 
em uma aldeia aqui perto. E tem mais: 
seus comparsas também conseguiram 
escapar ao naufrágio e reuniram-se a ele.
Morgan abre a boca de espanto.
― E ele viu algo deveras preocupante, Morgan...
― Mais ainda? E o que seria?  
A bela franze o cenho inquieta.
― Sangre tem poderes sobrenaturais. 
Parece que ele invocou um tipo 
de demônio que lhe fez revelações!
Todos arregalam os olhos.
― Deee-dee-demônio?! – gagueja o pobre Mèrton. 
Morgan olha para Sarresian com raiva 
e voltando-se para John Crow, inquire:
― Que revelações?
― Isso a ave não sabe, 
pois não estava perto o bastante 
para ouvir o que diziam.
Alguns minutos após esta 
“animada” conversa, 
Aislyin desce a rocha 
com a mesma habilidade 
que demonstrou ao subir. 
Olhando em volta percebe 
os rostos lívidos e os olhos assustados.
― Também não é pra tanto! 
Apesar de ser pirata, 
nasci nas montanhas, 
não precisam se espantar tanto assim.
Morgan aproxima-se dela e diz:
― Me diga Aislyin, você teve 
algum sangramento nos olhos 
desde que voltei à ilha?
A morena fica confusa com a pergunta. 
Então ela vê o corvo no ombro de John Crow 
e no mesmo instante 
uma lágrima de sangue 
corre do canto de seu olho esquerdo. 
Rapidamente ela passa 
o dorso da mão no rosto.


A mascote de John Crow é
o verdadeiro "corvo da má-notícia"...


...pois o que ele fala de Sangre
é de arrepiar cabelo em caveira...


...como se não bastasse ter
novamente seus comparsas...


...ele invoca o Poder das Trevas!!!!


Para Aislyin estas são notícias nada animadoras...


...e entretanto, esclarecedoras!



PIRATAS!!! - Cap. 251

Ao passar por alguns túneis 
encontram velhos e empoeirados 
esqueletos abraçados em urnas 
cheias de dobrões.
― Não faltam os idiotas a tentar pilhar 
o tesouro e arriscar fugir por aqui. 
Nunca qualquer um deles conseguiu. 
Deixamos seus ossos nos túneis como avisos.
Aislyin esclarece apontando a tocha 
na direção de uma das ossadas. 
Após quase uma hora 
dando voltas e mais voltas 
a luz da manhã irrompe mais a frente. 
E de fato emergem dentre 
alguns arbustos que espertamente 
ocultam a saída da caverna. 
Ainda ofuscada pela luz matinal 
Morgan olha o paredão rochoso a sua frente 
e aponta uma saliência em seu cume.
― Apresento-lhes o Trono de Lúcifer, 
melhor posto de observação de toda a ilha. 
Daqui poderemos ver onde 
e o que estará fazendo Sangre.
― Mas como iremos subir até lá em cima? 
Teria de ser um chimpanzé 
para escalar essa pedra!
Contrapõe Sarresian, ao que Aislyin 
olha para ele com desdém. 
Caminha até o rochedo, 
descalça as botas 
e tomando impulso escala 
a rocha pura sem instrumentos, 
cordas ou qualquer tipo de recurso. 
Em segundos chega ao alto da saliência.
― Essa tá com a macaca! 
Ironiza John Crow cutucando Reneger.
Neste momento uma sombra escura 
obumbra a luz da manhã: 
é o corvo de John Crow 
que retorna de sua noite de espionagem. 
Ela pousa em seu ombro, 
os olhares se cruzam, 
a ave emite seu crocitar irritante 
e faz alguns movimentos aleatórios com o bico. 
John assiste a tudo com a máxima atenção. 
Então volta-se para os demais.
― Tenho novidades. Ou melhor ele tem.
Aponta para o corvo em seu ombro.


Sair do Salão dos Ossos não é tão fácil como parece...


...muitos tentaram...


...e ficaram pelo caminho...


...nos labirínticos túneis...


 ...da Caverna-Sem-Retorno!!!


Mas finalmente a luz das tochas
pode dar lugar...


...ao sol da manhã...


...que irrompe ao final da galeria...


...atrás do rochedo Trono de Lúcifer!!!!


Ao sair dos túneis Aislyin pode demonstrar
mais uma de suas muitas habilidades...


...enquanto um espião enviado em missão
finalmente retorna a seu mestre...


...com um relato assaz interessante!

PIRATAS!!! - Cap. 250

O raiar de um novo dia 
traz consigo sempre 
muitas oportunidades 
e chances de mudança. 
Na Ilha do Desespero não é diferente. 
Seja inglês, espanhol ou canibal 
este será um dia que 
nenhum deles esquecerá!

Quando já estavam próximos 
ao Trono de Lúcifer, 
os piratas vindos do Porto dos Cadáveres 
fizeram uso do sinal 
de aproximação pré-combinado: 
uma sequencia de grasnidos 
como gaivotas.
Os vigias na entrada caverna 
identificam o som imediatamente 
e se comunicam com suas capitãs:
― Chegaram; capitã Morgan!
A voz ecoa de dentro do tubo de pedra. 
Aislyin pula do catre 
em que dormira e lepidamente 
aproxima-se da estagmite e fala:
― Finalmente! Venham também vocês 
para cá, iremos por dentro da caverna 
até onde eles estão.
Os piratas não perdem tempo 
e correm pelos túneis da 
Caverna-Sem-Retorno até 
a Vala dos Demônios.
Atravessando a ponte levadiça 
adentram ao Salão dos Ossos, 
onde cercados pelos tesouros 
pilhados por eles, 
o pequeno grupo os aguarda.
A um sinal de Morgan, 
Sarresian recolhe a ponte levadiça, 
enquanto Aislyin passa 
instruções aos demais.
― Iremos por uma passagem 
que nos levará ao Trono de Lúcifer. 
Armem-se o máximo que puderem 
e carreguem consigo o quanto 
conseguirem de munição.
Difícil dizer das duas 
qual a mais despótica!
Carregados como burros de carga 
eles esgueiram-se por um estreito túnel 
que havia atrás de uma formação rochosa 
de aparência medonha. 
Morgan vai à frente, com uma tocha. 
Em várias bifurcações no caminho 
ela parecia saber exatamente 
qual seguir, sem hesitação.



Um novo amanhecer na Ilha do Desespero...


...e nas profundezas da Caverna-Sem-Retorno...




...do outro lado da Vala dos Demônios...




...jaz oculto um gigantesco tesouro...




...que tem por guardiã
a enlouquecida pirata Aislyin!


Além do ouro e jóias, um perigoso arsenal...




...que lhes será deveras útil
ao saírem dos macabros túneis...


...desde que alguém consiga guiá-los através deles!


PIRATAS!!! - Cap. 249

Narval matuta profundamente,
então se ergue num rompante,
caminha até Drake e
encarando-o firmemente diz:
― Se vamos fazer isso, será do meu jeito.
Quero Sangre morto!
Não me interessa se Elizabeth
deseja esquarteja-lo em frente
à Abadia de Westminster
ou enforcá-lo na Ponte de Londres!
Ele é meu e esse direito tu não me negarás.
O brilho no olhar de Narval
deixa nítido que ele não
abrirá mão de sua exigência.
Drake entorna o resto do vinho e anui.
― Está certo, amigo, relaxe.
Não esqueça que estamos todos
do mesmo lado e...
Mas antes que ele possa completar
a frase seu colega o interrompe:
― E outra coisa...
― O que é agora?
― Passe pra cá essa garrafa!
E assim dizendo toma-a
e vira metade de seu conteúdo
de um gole só!
Estupefato, Drake murmura:
― Meu precioso Côtes du Rhône!
Isso também vai pra sua conta, Sangre!

Após removerem as velas
do Lei de Elizabeth e as adaptarem
aos mastros do Golden Hind,
Drake partiriam a toda velocidade
rumo à Ilha do Desespero,
deixando para trás uma
ansiosa tripulação perdida em um barco
à deriva no meio do oceano.
Pouco antes de levantar âncora
Narval vai até uma cabina improvisada
no deck inferior onde seu irmão
Ardor De La Cruz estava instalado.
Durante a batalha o camarote
em que ficara desde que viera a bordo
fora atingido por um canhonaço.
Por muito pouco sua vida não foi ceifada
naquele momento. Parecia realmente que
o Destino o estava guardando para algo...
Narval adentra o pequeno espaço.
― Irmão; terei de deixá-lo
por algum tempo,
muito embora
contra minha vontade.
Bem sabes que
o fado de comandar
é não fazer o que se quer,
mas antes o que for necessário.
― Evidente. Como achas
que acabei nesta situação?

Silêncio constrangedor.

― Não fique assim, Narval!
Faça o que tem de fazer.
Aguentei muito bem até aqui.
Só te peço uma cousa.
― Dizei irmão.
― A cabeça de Sangre espetada
na ponta de um sabre!
Tamanha revolta e ódio eram
totalmente compreensíveis
a quem sabia o que ele passou
nas mãos do terrível pirata espanhol.
Narval apenas assente e despede-se.
― Adeus irmão. Alexander
atenderá quaisquer necessidades
que porventura tenhais.
Em tom de resmungo redargui:
― Ótimo! Pedirei a ele que
me traga uma perna...
Ao sair dali, no coração compungido
soturna sensação o aflige:
de que nunca mais o veria com vida.
No convés chamou seu imediato
e o timoneiro China.
― Nossa situação não é nada boa,
mas na ilha conseguiremos suprimentos,
retornaremos e nossa próxima parada
serão as docas do porto de Londres.
Conto com vocês para manterem
tudo sob controle até minha volta.
E Alexander: tome conta de meu irmão.
Ele... Bom, tu entendes...
― Sim senhor.
Os marinheiros anuem.
Toda a tripulação a bordo
presta continência a seu capitão.
Confiam a ele suas vidas. Cegamente. 
Então, dando uma última olhada
em seu despedaçado navio,
Narval retorna ao Golden Hind.



Capitão Narval decide aceitar a proposta...


...depois da mesma ser adoçada
com um excelente vinho francês...


...aliás, o último da adega particular de Drake!


Graças ao Lei de Elizabeth,
o
Golden Hind voltará a cruzar os mares...


...agora com as velas dos navio de Narval.


Com o coração compungido,
o capitão despede-se de seus marujos...


...que resignados veem o Golden Hind
afastar-se rumo a um destino incerto
(como o deles)...


...todavia, nada poderá impedir Francis Drake
de buscar sua ansiada vingança!!!