Google+ | A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

PIRATAS!!! - Cap. 55


O nefando relato de John Crow  ‘’O Corvo‘’

10ª parte (final)





Centésimo quadragésimo dia

Encontrei algo útil afinal nesta 
ilha de merda! Enxofre e salitre! 
Nem acredito que tenha encontrado 
meus ingredientes favoritos! 
Sim, pois com duas partes de enxofre, 
três partes de carvão vegetal e 
quinzes partes de salitre posso 
fazer minha própria pólvora negra!!!

Centésimo quadragésimo dia


Consegui fazer quase um barrote 

de pólvora negra de razoável 
qualidade. O Difícil foi medir 
as partes. Agora já tenho com 
o que carregar as garruchas, 
munição felizmente tenho de sobra!

Centésimo quadragésimo segundo dia


Estive observando o comportamento 

do corvo e notei que ele parece atrair 
os peixes maiores para fora da água 
dando vôos rasantes sobre a superfície. 
Acho que posso usar isso...

Qual é a aparência de John Crow?

Um homem forte com cerca de 1,80 m. 
Algumas cicatrizes bem horripilantes em 
sua face pétrea tornam o aspecto de John Crow 
de um verdadeiro enviado do Inferno. 
Na verdade, tal aparência costuma-lhe 
causar alguns prejuízos e dissabores: nenhuma 
prostituta o aceita como cliente a menos 
que ele pague regiamente a vadia ...
Nunca tira seu indefectível surrado 
sobretudo preto, por mais calor que faça!
Trazendo consigo sempre duas pistolas 
carregadas, uma adaga na bota direita, 
sob seu casaco, na altura do coração, 
seis punhais em um baldric adaptado. 
À volta do pescoço uma corrente 
com um pequeno corvo em ouro, 
lembrança de seu primeiro saque 
a um galeão espanhol.
E perenal empoleirado 
em seu ombro esquerdo, 
aquela ave agourenta 
de olhar sinistro...

Imagens piratas... - 054

-













PIRATAS!!! - Cap. 54

O nefando relato de John Crow  ‘’O Corvo‘’

9ª parte


Centésimo oitavo dia

Restamos apenas Galleger e eu.
O rapaz não é nem uma sombra 
do que foi no passado!
Ainda me lembro dele: alegre ao leme 
conduzindo nossa nau pelos mares 
rumo a novas pilhagens, sempre 
disposto, cheio de vida, 
entusiasmado e incentivando 
os colegas de pirataria! 
Dava gosto de ver!
Agora? Mais parece um morto-vivo, 
andando acabrunhado pelos cantos, 
murmurando palavras desconexas, 
o último diálogo proferida por seus 
lábios e fez sentido(?) foi:
— Eu vi Bernethen, capitão! Eu vi! 
Vi sim! Ele falou! Falou comigo! 
É isso, ele falou comigo! 
Ele até me disse o nome!
É, capitão! Disse sim!
O nome! O nome da ilha!
Disse o nome da ilha!
É. Ele disse sim...
O nome é Ilha dos Ossos, capitão!
Dos Ossos!
Mas ele não disse.
Não disse.
Não disse porque...
Disse, disse, disse que ele 
vem nos buscar! É! Ele! 
Mas ele não é ele! 
Ele é o que levou Bernethen! 
E agora vai vir nos buscar também!
Os nossos ossos!
Ossos!
Pobre demente, deve ter sonhado! 
Já não sabe mais diferir o 
onírico do real...

Centésimo vigésimo terceiro dia

Galleger se foi. 
Estou só.
Na verdade não inteiramente só, 
meu corvo reapareceu.
Ele havia sumido, achei até que 
houvesse perecido durante o 
naufrágio, mas está bem vivo 
e bem gordo.
Nem imagino do que possa 
haver se alimentado...
Já cogitei talvez flambá-lo, 
mas algo em seu olhar me fez desistir. 
De qualquer forma, preciso de 
companhia, do contrário irei 
enlouquecer como um maldito pagão!
Todavia, não sei quanto mais irei resistir.

Centésimo trigésimo dia

Agora é definitivo! 
As últimas lascas de carne 
nos ossos de Galleger se foram. 
Não tenho alternativa terei de 
embrenhar-me na selva da ilha 
para tentar caçar algo.

Centésimo trigésimo terceiro dia

Não tenho sido bem sucedido em 
meus ensaios de caçada, estou
vivendo de cocos, raízes e folhas! 
Diabos, desse jeito irei virar uma maldita vaca!

Imagens piratas... - 053








PIRATAS!!! - Cap. 53


O nefando relato de John Crow  ‘’O Corvo‘’

8ª parte



Todos ficaram boquiabertos sem saber 
o que realmente acontecera. Certamente 
nunca saberei que motivo levou Bernethen 
a buscar sua própria morte...
Quando tentamos entrar na tal pirâmide 
algo nos fez desistir: o pútrido cheiro da 
morte que emanava de dentro daquela coisa! 
Levamos o cadáver de nosso companheiro 
embora e passamos a evitar 
aquela área da ilha.

Vigésimo dia

Alguns de meus homens tem desaparecido 
misteriosamente.
Organizei os que sobraram em equipes 
de busca de dois ou três homens.
Ninguém foi encontrado.
Dois dos grupos de rastreio sumiram!

Quinquagésimo segundo dia

A maioria de meus homens pereceu, 

os que sobraram não estão no juízo perfeito. 
Esta  tarde tive de cortar as bolas de Hatfield. 
O Infeliz insistia em copular com um coqueiro! 
Deveria ter percebido logo que algo estava 
errado com o desditoso marujo quando 
o flagrei violando um cadáver noites atrás...

Septuagésimo sexto dia


Só restam doze homens.

Não sei como Galleger ainda resiste, 
depois dos incontáveis horrores pelas 
quais já passou neste féretro que 
chamamos ilha. Esta manhã 
GreyHawk amanheceu estraçalhado, 
pedaços de seu corpo esquartejado 
estavam espalhados por toda a praia!
Até a água do mar tingiu-se 
púrpura com seu sangue!
O mais estranho é que não vimos 
quaisquer pegadas no local. 
No peito, um enorme rombo! 
Não encontramos seu coração. 

Octogésimo quinto dia 


Estamos ficando sem cadáveres 

para o ensopado...

Imagens piratas... - 052

















PIRATAS!!! - Cap. 52


O nefando relato de John Crow  ‘’O Corvo‘’

7ª parte


Havia apenas uma entrada, muito 
estranha por sinal, pois se encontrava 
em um local diferente de nossas 
portas habituais.
Estava matutando o que diabos 
seria aquilo, quando Bernethen, 
um nativo das colônias espanholas 
que anos atrás William trouxe a 
bordo do Sea Scarab se pôs 
a berrar do topo da colina...
Urrando feito um cão infernal, 
o mais estranho de meus homens,
Bernethen apontava incansavelmente 
a uma coluna de pedra entalhada 
que eu não dera atenção até então.
Nela, um ser com as proporções de 
uma pessoa, com corpo de serpente, 
asas de pássaro e rosto humano (?!), 
talhado em uma grande coluna de 
pedra negra que antecedia a pirâmide 
em algumas dezenas de passos. 
Logo abaixo, esculpidos sob 
a estranha imagem, sacerdotes em 
túnicas enfeitadas com plumas 
prostrados em adoração a tal 
criatura pareciam ofertar-lhe 
um sangrento coração humano.  
Ora, apenas pura fantasia dos 
construtores que esculpiram 
as pedras, mas a Bernethen 
algo incomodava ainda mais: 
uma inscrição que apenas ele 
conseguira decifrar! 
Gravada em alto-relevo na 
placa de pedra à base do pilar.
Apressadamente balbuciou 
em voz alta:
— São elas! As três letras: K K K!!! 
AAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!!
E com um urro enlouquecido 
de pânico ou loucura, não sei, 
jogou-se barranco abaixo 
vindo a quebrar o pescoço 
justamente aos pés 
do maldito pilar! 
Um suicídio indecifrável! 

Imagens piratas... - 051











 





PIRATAS!!! - Cap. 51

O nefando relato de John Crow  ‘’O Corvo‘’

6ª parte


Bem, esta ilha está morta. Sua vegetação 
por sinal é farta e bem viva, mostrando 
grandes variações de plantas exóticas e 
pequenas aves as quais não temos meios 
para caçar, pois a pólvora de nossas garruchas 
a muito virou lama podre! 
A pesca não rende absolutamente nada! 
Somos homens do mar, temos 
conhecimento nato sobre pesca, 
mas o mar nos nega alimento, 
levando alguns de meus homens 
a comer as próprias fezes...
Garganta acaba de morrer, vítima do grave 
sangramento nos olhos. Alguns de meus 
homens cogitam a prática do canibalismo.
Não tenho forças para contrariá-los, 
mas devo permanecer calmo...

Quinto dia


Com sorte, ontem encontramos os rastros 
de uma espécie de pantera! Todos se 
prontificaram a executar uma armadilha, 
sendo levada a êxito. Matamo-la a pauladas 
e finalmente comemos, saciando assim 
a maldita fome de meus homens...
À tarde nos colocamos em prontidão, 
separamo-nos em grupos para buscar 
alimentos e abrigo: uma grande tormenta 
esboçava-se no horizonte.
Galleger berrou de uma parte elevada 
do terreno. Parecia muito alterado 
levando todos a correr em sua direção. 
Apontou na direção do que parecia ser 
uma espécie de túnel dentro de uma 
pequena colina coberto pela mata e 
árvores caídas. Em grupo adentramos 
o local com todo o cuidado, poderia 
ser alguma cilada de nativos hostis. 
Muito embora não tenhamos visto 
nenhuma viva alma naquele 
pedaço de terra esquecida, 
encontramos vários vestígios 
de que a ilha fora habitada 
em tempos idos.
O túnel levava a uma área 
pantanosa e ao centro dela 
nos defrontamos com a mais 
espetacular construção já vista 
pelos olhos deste que vos escreve...
Não era realmente grande, sendo uma 
construção parecida com as pirâmides 
que vi em gravuras de um antigo livro 
de História no Porto de Bristol. 
Teria não mais que umas sete 
ou oito jardas de altura. 
Em suas pedras, incontáveis 
hieróglifos, bonitos por sinal porém 
bem longe de minha compreensão.

Imagens piratas... - 050