Google+ | A Pirâmide de Kukúlkan

O último reduto onde os Asseclas do CONCLAVE encontram-se...

PIRATAS!!! - Cap. 263

O escocês se lembra de seu 
aliado ósseo e tirando a mão esquelética 
de dentro do bolso de seu jaquetão, 
ordena:
― Arranque aquela coisa dele! Agora!
A mão, aparentando uma 
compreensão sobrenatural, 
começa a flutuar e 
sem nada que a direcione ou segure, 
aproxima-se das costas de Sangre 
e com as pontas das falanges 
remove com grande custo algo dali. 
No mesmo instante o capitão pirata 
cai de joelhos, os olhos voltam 
à coloração normal e 
seu coração se aquieta. 
A mão esquelética retorna 
a seu amigo e mostra o que removeu: 
um tipo de verme púrpuro.
― Estranho, estava negro instantes atrás...
Comenta Cervantes aproximando a mão 
do vermicular ser, 
ato que é interrompido pelo escocês.
― Não toque nisso. 
Tem magia negra aí! Posso sentir. 
Ponha no chão.
A mão o atende.
O pequeno verme arrasta-se 
no solo por pouco tempo, 
com um rápido movimento 
Chuk-Chuk enterra a espada 
no ser rastejante! 
A lâmina brilha intensamente 
com uma luz azulada 
a criatura morre transformando-se 
em uma tênue fumacinha negra.
Sangre sai do transe 
(mas envolvido em 
tamanha mortandade nem se dá conta).
Ao contemplar o retorno 
de seu capitão a Razão, 
Ramirez solta Uruk, 
corre até Sangre e 
o auxilia a erguer-se.
― Ramirez? O que faz aqui? 
O que aconteceu? 
Sinto uma ressaca infernal 
como se houvesse tomado 
uma pipa inteira de grog!
― Prometo que farei um 
relatório completo depois, 
senhor, mas agora temos outros problemas...
― Inferno! O que é agora?
― Os ingleses, senhor! Voltaram 
com reforços, estamos sob...
Nesse momento 
outro tiro de canhão 
atinge a aldeia, 
destroçando a tenda do chefe.
― ...ataque!


A "mão amiga" de MacGregor...



...remove a coisa negra da nuca de Sangre...


...que se revela um tipo
de sanguessuga escura..



...ao ser separada do hospedeiro
retorna a sua cor original!


Chuk-Chuk e sua implacável claymore...

...reduzem a cinzas
o ignóbil ser rastejante!



Imediatamente Sangre volta ao "normal"...


...apenas para presenciar o estrondoso
ataque dos piratas ingleses...


...que estão em vias de arrasar
a aldeia a tiros de canhão!!!

PIRATAS!!! - Cap. 262

― Miséria! Não bastou matar uma bruxa, 
tenho que dar fim em todas?
Revolta-se o escocês enquanto Ramirez 
tenta chamar Sangre a realidade.
― Capitão, somos nós, seus fiéis marujos!
A resposta é um urro primal, 
mais animal que humano!
Os olhares de Chuk-Chuk e 
da traidora se cruzam, 
mas ele tem outras prioridades 
naquele momento, 
como manter a cabeça 
sobre os ombros.
Desembainha a claymore.
― Sangre, não me obrigue a isso, 
por favor.
O brado em resposta deixa claro 
que seu capitão não mais o reconhece.
Ele golpeia de cima 
com sua pesada espada.
Sangre a segura com a mão direita 
e sacudindo-a com violência 
atira MacGregor a um canto 
como se fosse um nada! 
Babando de ódio, 
se volta para Ramirez 
(que nunca sentiu tanto medo em sua vida!), 
este percebe nos olhos de Sangre 
um brilho diferente... 
Um brilho de Morte!
Ele sabe que se não fizer algo rápido 
será o próximo 
e clamar à sanidade do velho pirata 
não é uma alternativa viável.
Ao ver Uruk ao seu alcance, 
toma uma atitude desesperada: 
pula sobre ele, 
aplica-lhe uma chave de braço 
e pondo um punhal 
em sua garganta ameaça:
― Isso é coisa tua, seu bruxo do diabo! 
Faça com que ele volte a si 
ou corto essa sua garganta suja 
agora mesmo!!!
Ainda zonzo com o impacto, 
Chuk-Chuk tenta reerguer-se, 
no que é auxiliado pelo Aranha-Do-Mar, 
que ao perceber o que acontecia 
veio em seu socorro.
― O que houve com Sangre? 
Parece estar possuído pelo próprio Satã!
― Não sei, mas aquela bruxa gostosa 
tem alguma coisa haver com isso!
Responde apontando a mulher do chefe.
Cervantes toma um susto: 
a bela negra a poucas jardas dele 
era idêntica à beldade de seios fartos 
morta empalada diante de seus olhos 
em La Villa Rica de la Vera Cruz
Como isso era possível?
Um fato que o Aranha-Do-Mar 
desconhecia é que a feiticeira da aldeia 
a sua frente tinha uma irmã... Gêmea! 
Uma dupla de bruxas 
separadas pelo Destino 
e por uma missão, 
dada a elas por 
Poseidon – O Deus dos Oceanos!
Graças ao pirata espanhol, 
o fracasso e a morte foram 
a sina de uma delas...

Em meio à vertigem 
dos acontecimentos que se desenrolavam, 
MacGregor vê algo na nuca de Sangre, 
uma pequena massa negra disforme...


Uma fúria sobrenatural possui Sangre...


...obrigando Chuk-Chuk a erguer
sua espada contra o capitão!


Apavorado, Ramirez toma Uruk como refém
para obrigá-lo a desenfeitiçar o velho pirata!!!


Enquanto o Aranha-Do-Mar vê diante de si
o que imagina ser um fantasma:
a escrava morta em  La Villa Rica de la Vera Cruz!!!


Mal sabe ele que por trás de tudo
está a mão invisível de Poseidon...


...e sua sacerdotisa...


...autora do bruxedo que
ora dominava Sangre!!!




PIRATAS!!! - Cap. 261

Porém, instantes depois retorna 
a seu local de pouso. 
John Crow tira um pedaço 
de carne seca do bolso 
e entrega ao pássaro 
que o devora avidamente. 
Enquanto faz isso relata a Morgan 
(que presencia a cena boquiaberta).
― Vê a tenda à direita do trono? 
Ele está nela!
A linda pirata loura sequer 
se digna a responder a seu informante, 
volta-se para seu timoneiro e ordena.
― Ouviu Craca? FOGO!!!!!!!
Finalmente os ingleses dão 
o tão esperado bote 
sobre as hostes espanholas.
Um estrondo ecoa por toda 
a Ilha do Desespero, 
assinalando o início do ataque!
O tiro de canhão derruba a tenda 
sobre a cabeça de Sangre 
que desperta furioso!!!
― Será possível que um pirata honesto 
não pode ter um sono tranquilo 
depois de tanto trabalho?
As nativas saem correndo nuas pela aldeia, 
fugindo da tenda em chamas.
A balbúrdia toma conta do lugar, 
canibais e piratas espanhóis 
pegam em armas e 
dirigem-se para frente da aldeia 
aguardando o ataque. 
Aproveitando-se da confusão, 
a mulher de Uruk sorrateiramente 
acerca-se de Sangre por trás 
e atira alguma coisa em sua nuca.
O pirata sente algo gelado 
na base do crânio e antes 
que possa levar a mão até ali e 
remover o que quer que fosse, 
algo acontece!
É neste momento que tudo vêm abaixo!
Uma fúria avassaladora 
toma conta de seu espírito, 
seus olhos ficam púrpuros como rubis, 
um bramido gutural 
emerge de sua garganta. 
Um desavisado canibal passa 
correndo ao seu lado. 
Ele agarra-o pelo pescoço 
com a mão esquerda e 
parte-o sem o menor esforço!
Horrorizado Chuk-Chuk e Ramirez 
não entendem o que esta acontecendo, 
porém, o ato da negra 
não passou despercebido ao escocês.


Mais uma vez o corvo de John Crow
mostra suas habilidades...


...encontrando o paradeiro de Sangre: a tenda...


...ao lado do trono do chefe tribal...


...essa informação foi o que bastou para Morgan
lançar o fogo de seus canhões s
obre as cabeças de seus inimigos...


...um ataque estrondoso que ribombou
por toda a Ilha do Desespero!


Sangre acorda de péssimo humor,
enraivecido e de espada em punho!


A tribo se mobiliza para defender seus domínios!


Então, em uma traiçoeira jogada da bruxa aldeã...


...Sangre é possuído por uma fúria berserker irrefreável
que o torna incapaz de distinguir
inimigos de aliados!!!

PIRATAS!!! - Cap. 260

Encantado com a iniciativa 
de sua rainha tribal, 
Uruk passa o dorso da mão 
com suavidade em 
seu lindo rosto.
― Minha bela mulher, 
não poderia esperar menos de ti! 
Todavia, da próxima vez 
me avise antes de se afastar 
para que mande 
alguns guerreiros escolta-la. 
Nossos inimigos estão em toda parte. 
Bem sabes que uma tristeza infinda 
se abateria sobre mim 
se algo te acontecesse...
Ela sorri.
― Não se repetirá meu amo e senhor.
MacGregor faz o cumprimento nativo 
e indaga:
― Saudações, valoroso 
chefe Uruk-Uk-Ubakay. Onde está 
nosso capitão, o poderoso Sangre?
― Repousando em sua tenda. 
A noite lhe foi por demais... Exigente.
Responde apontando a abertura 
da tenda ao lado da sua.
Chuk-Chuk olhando de longe 
vê vários corpos femininos entrelaçados 
cobrindo seu capitão como se 
fossem uma manta humana.
― Imagino...

Nesse exato instante Morgan, 
estrategicamente posicionada, 
perscruta a aldeia com sua luneta.
― Onde está você miserável? 
Apareça; raios!
John acerca-se dela e indaga:
― O que a aflige, Morgan?
― Não vejo Sangre em parte alguma. 
Teria ele saído antes chegarmos? 
Se ele e seus lacaios foram ao 
Porto dos Cadáveres...
Forçando a visão ele nota algo:
― Não creio, veja ali, daquele lado: 
há muitos espanhóis entornando 
o rum matinal! 
Sangre não os deixaria para trás 
no caso de uma investida...
― É verdade. Mas onde se escondeu 
esse servo de satanás?
John Crow olha para o pássaro agourento 
empoleirada em seu ombro. 
Imediatamente a ave alça voo 
aproximando-se da aldeia.
O que ou o quanto ela vê 
é impossível afirmar. 


Uruk estranha a ausência de sua mulher..


...e é claro que ela não lhe revela a verdade!


Enquanto isso, Sangre ainda repousa
envolto pelas beldades nativas,
exaustas pela noite com o capitão pirata!


Morgan, por sua vez, não vê a hora de
enfiar uma bala de canhão pelos cornos
de seu odiado inimigo...


...perscrutando com sua luneta...


...a aldeia dos canibais ela
tem dificuldade para avistá-lo...


...todavia, o olhar apurado de John Crow
percebe os piratas espanhóis
entornando um rum...


...algo que não fariam se seu líder
houvesse partido dali.
Para apurar a localização de Sangre,
John envia seu famigerado corvo!

PIRATAS!!! - Cap. 259

Ao ouvir falar em “sorte” 
Ramirez não hesita em 
destilar seu habitual escárnio:
― É, somos muito sortudos mesmo: 
canibais, árvores assassinas, 
loucas torturadoras, cachoeiras, 
penhascos, corredeiras, 
bruxas demoníacas, armadilhas...
O Onça ainda tenta ser mais otimista:
― Bem... Estamos vivos, não é mesmo?
― Por enquanto! Sabe-se lá 
o que nos aguarda nessa aldeia...
Ao que conclui Cervantes:
― Ao menos não terminamos 
como isca de peixe...
― Tens razão, ainda dá tempo 
de sermos servidos de almoço 
aos antropófagos!
A conversa prosseguia animada 
assim até alcançarem a ponte 
que dava acesso à vila dos nativos. 
Dois enormes guerreiros a guarneciam. 
Os nativos falam entre si e liberam a passagem. 
Ramirez olha desconfiado 
para aqueles gigantes negros 
(com mais de três côvados de altura cada um). 
Um deles percebe e olha fixamente 
para o pirata enquanto lambe os beiços! 
Engolindo em seco o ex-imediato 
trata de apressar o passo e 
ficar o mais próximo possível 
de seus companheiros. 
Sangre não está à vista, 
apenas Uruk e sua bela mulher 
estão defronte à tenda principal. 
O Aranha-Do-Mar prefere 
manter-se afastado, 
próximo ao centro da aldeia, 
ato em que é acompanhado pelo Onça 
(que em nada aspira rever seu superior). 
O escocês e Ramirez vão até os líderes locais. 
Antes que interrompam seu diálogo 
devido à chegada dos forasteiros, 
Chuk-Chuk consegue ouvir 
uma parte do que diziam:
― Onde estava esta noite? 
Sumistes após a magia de Sangre.
― Sim, meu amo e senhor. 
O poder de Sangre me assustou 
então me afastei a fim de realizar 
um encanto de proteção 
que nos mantivesse a salvo.




O retorno à aldeia dos canibais
não tranquiliza os piratas espanhóis...


...em especial a Ramirez,
cuja visão dos guardiões da ponte
o deixa ainda mais inquieto!


Após atravessarem a dita-cuja...


...eles deparam-se com Uruk e...


...sua belíssima mulher: a feiticeira da aldeia!